Arquivo de October, 2009

Oct 25 2009

4 anos de London

Publicado por em Família,Trabalho,Viagem

Há 4 anos atrás eu desembarcava em Londres para uma das mais fantásticas (para bom e para ruim) experiências da minha vida. Lá ia eu, que já não era mais uma menina, que não tinha medo de morar em outro país, mas que aos 26 anos enfrentava a primeira experiência profissional de verdade da vida. Eu não era mais uma estagiária, era uma recém contratada de um Banco Internacional que estava gastando um bela de uma grana, um mega investimento, e na coragem resolveram apostar em mim.

Eu estava super tranquila quanto a vida lá, quanto o dia-a-dia, distância da família, etc. MAs não tinha nem um pouco de sossego quanto ao meu trabalho. Fui enviada para fazer algo que nunca havia feito, e que ninguém (nem eu mesma) sabia se seria capaz.

MAs graças a Deus deu tudo certo. Foram várias turbulências, trabalhava até no mínimo 9 da noite todo dia, final de semana, odiava o que eu fazia, um ambiente super competitivo e todo mundo me odiava por causa de todos os privilégios que eu tinha. Eu era expatriada, isso significa que além do meu salário no Brasil (q se eles soubessem a merreca que era não teriam inveja de mim), eu tinha todas as despesas pagas. Mas o banco exagerava. Me deram um duplex para morar há 4 quarteirões do palácio de Buckingham, num prédio chiquérrimo, pagavam todas as minhas contas (luz, gás, etc), me davam um mega plano de saúde (que não é comum por lá, todo mundo usa o sistema público – NHS), e ainda me davam 1.000 libras para comer por mês, o que equivalia na época a mais de R$4 mil, sendo que eu não gastava nem 300 libras.Além de tudo isso os caras me davam uma passagem para o Brasil de classe executiva a cada 3 meses, que se você não usasse eles te davam em dinheiro, eram algo como 4.500 libras, faz as contas bixa, era muita grana, e eu nunca ia, guardei o dinheiro das passagens e levei meus pais, eu e meu marido num tour por Inglaterra, França e Itália durante 1 mês.

Resumindo, eu tinha um vidão de rainha mas não aproveitava porque trabalhava que nem camela. Mas conseguimos além da viagem acima fazer mais umas 3 ou 4. Fomos para Amsterdam, Munich, Berlim, Leon, Paris (500 vezes) e Oxford. Foi bom sim, mas quem ficou 1 ano e meio lá poderia ter viajado mais né? Mas foram várias as vezes que pensei em programar uma viagem e vinha bomba do trabalho. E depois de um tempo Rafa voltou para o Brasil e eu fiquei miserável, sem vontade de nada.

Óbvio que este momento tão especial da minha vida só foi possível pela minha eterna cara de pau, e estar no lugar certo na hora certa. Mas além de tudo isso, o apoio do Rafa. Num belo dia, um 15 de Agosto, recebi um e-mail que falava assim (nunca vou esquecer):

“Dear Cynthia,

We want to move forward with your assignment in London. Would October 1st be ok for you to start?”

E eu fiquei olhando para a tela do pc, não sabendo se aquilo lá era real, chamei meia dúzia para ler, queria pular, gritar, que sonho, nunca havia ido para a Europa, tinha acabado de ser efetivada no Banco e já iria para Londres? Doidera. E aí tudo ficou ainda mais fácil quando liguei para o Rafa e contei. E ele só disse: “Não tem o que pensar, você vai sim e eu vou junto!” Mas e o seu emprego? “Não importa, dou um jeito, se não der paciência, o que importa é você não perder esta oportunidade e eu não vou perder também, já vou arrumar minhas malas”.

E pronto, alí tava traçado meu destino.

E assim foram os anos que passei lá, rápido, intenso, feliz, triste, frio (muiiiito frio), mas que não deixaria de viver por nada.

Agora o que me espanta é saber que já faz 4 anos que fui para lá. Parece que foi outro dia!!!

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Oct 21 2009

Batalhas da vida a dois

Publicado por em Casamento,Dia a Dia,Romance

Independente de ser casados no papel ou não, quando um casal decide realmente ser um casal, isto é, dividir uma vida juntos, começa alí uma infinidade de batalhas que eles vão ter que lutar.

Eu acredito que um casal só é casal mesmo quando mora junto. Esse negócio de casamento (ou namoro) em que cada um tem sua casa num rola muito no meu conceito. Casal, no sentido “duas metades” sobrevivendo juntos, tem que dividir o mesmo teto. E só assim se prova casal.

Tudo começa assim: primeiro você abre mão de alguns programas de TV, de comer comida que para você é uma delícia e ele nunca ouviu falar e já faz cara feia, de dormir até tarde (ou cedo), de ter mais espaço no armário, de ter tudo no seu lugar o tempo todo (homem tem a proeza de pegar um coisa num canto e deixar em outro, nunca devolve ao mesmo lugar!!), etc. Mas até aí tudo bem, tudo lindo, a brincadeira de casinha é uma delícia, você pode estar com ele o tempo todo, namorarem, jantar juntinhos, dar risadas, etc…

No segundo momento você começa a se irritar com coisas pequenas: a cueca que ele não tem capacidade de jogar no cesto ao lado do canto onde ele deixa jogado, você ter que acordar mais cedo para tomar banho por causa da divisão do banheiro e horário de trabalho de ambos, pelo copo molhado sem apoio na sua mesa cara, e por aí vai. Mas ainda tá tudo ótimo, vocês ainda fazem sexo com frequência, sem agendamento, no calor da coisa, ainda dão risada de tudo, fazem mil programas com os amigos, e dinheiro e contas e/ou filhos não são seu único assunto.

Aí meu bem, vem a terceira fase e a fase de consolidação de um relacionamento. Se você chegou aqui, pronto tá no ápice. Aqui você começa a implicar com qualquer coisa pequena (pequena meeessssmo), por ele não ajudar tanto, pela família dele que você não entende como um dia foi capaz de gostar, pela zona na casa, pelo excesso (ou falta!) de trabalho dele (ou sua), pela falta de perspectiva ou pela falta de planejamento de vida dele (delEEEE, porque só homem não se programa, rs!!), etc… A lista é infinita. Aqui vocês já não se pegam mais no calor da coisa. Sexo? Só combinado, mediante acordo de ambas as partes. Dor de cabeça é uma constante, dorme junto na cama. Vocês dois sabem de cor e salteado o saldo no Banco. Vocês só falam das contas a pagar, das coisas que faltam para terminar a decoração da casa, dos eventos chatos de família, dos eventos profissionais, do MBA, da empregada que faltou e ainda pediu aumento, do óleo do motor do carro que precisa ser trocado, da babá que fala pralavrão para o filho, da mensalidade da escolinha, entre outras mil.

Pausa – já se encaixou em algo? – Despausa (by LuBrasil)

Parece ruim né? E é. Vocês nem lembram mais como é ter ressaca das brabas e não lembrar de mais nada no dia seguinte, tem medo de fazer uma ultrapassagem perigosa, medo de avião, dirigir depois de 3 chops nem pensar (e sem considerar lei Seca), ir a um bar com os colegas de trabalho e quando for 11 da noite todos os solteiros empolgarem para uma balada a primeira coisa que você lembra é que amanhã é dia de trabalho e não vai levantar (e esquece quantas vezes você fez isso na vida), você nunca mais ouviu uma história caliente de uma amiga sua (estão todas casadas e as ainda solteiras reclamam que não tem homem na praça), final de semana para vocês significa dormir sem despertador (quando não se tem filhos) e não mais diversão garantida.

Pois é, quer o diagnóstico?

Você cresceu.

Virou sua mãe.

Pois é, eu também.

Parece chato né?

Pensou que nunca chegaria aqui né?

Achou que seria mais moderninha, que os tempos são outros e que uma pitada de sex shop, livros, viagens não te deixariam cair na rotina né?

Pois é. Pois é.

Sabe porque temos que passar por isso?

Porque apesar de envelhecermos e tudo só crescer (barriga, culote, rugas, cabelos brancos e infinidade de responsabilidades!!!), é BOM DEMAIS estar aqui.

Apesar de focarmos mais nas responsabilidades, de nosso nível de paciência praticamente estar próximo de zero, de você não dormir pensando naquela reunião do dia seguinte, por você passear no shopping e ficar louca por um jogo de panelas ou lençol, de não lembrar a última vez em que riu de fazer a barriga doer, etc… você é realizada.

Sim, esta palavrinha não existe depois de passar pelo purgatório (aquele descrito em três fases aí em cima!). Isso acontece na sua vida pessoal e também na profissional (lembrou da sua época de estagiária e recém contratada?). Mas é tããããõoooo bom chegar até aqui.

Concordo que o relacionamento fica menos divertido. Mas fica tão mais estável. Tão mais profundo. Vocês se conhecem pelo olhar, pelo OI que cada um dá ao chegar do trabalho no fim do dia.

Ele: “Oi amor tudo bem?”

Ela: “Tudo!”

Ele: “O que foi? O que você tem?

Ela: ” Nada”.

Pronto. Ele te conhece e pelo seu nada sabe sim que tem alguma coisa. Isso não é maravilhoso? Isso não é o ápice? Uma pessoa te conhecer tão bem quanto você? Ter certeza sobre a sua pessoa?

Relacionamento fica maduro e assim fica porque realmente ele amadurece. Ficamos velhos (não fisicamente) e cheios de responsabilidades mas temos na vida a plenitude, a oportunidade de se sentir completo. Você não está sozinho. E não estar sozinho não significa só ter um namorado, marido. Significa ter um companheiro, alguém que caminha com você, alguém que está alí do seu lado, para te apoiar quando você cair.

E para isso, não tem outra forma, a não ser passar por todas as fases acima. E sair delas fortalecidos, amando muito mais.

O amadurecimento de um relacionamento dói, traz muitas responsabilidades, requer kilos de paciência, conversas, respeito, e sempre deixa saudades do tempo em que tudo era tão mais fácil.

Mas é tão bom chegar aqui. Acredite.

Este post foi inspirado em três acontecimentos atuais da minha vida.

O primeiro, eu e meu marido sobrevivermos a nossa reforma, que com certeza foi o maior desafio que enfrentamos como companheiros (até agora!) e que abalou e muito nosso relacionamento. Descobrimos que a vida conforme ela passa vai trazendo mais e mais problemas, responsabilidades (sem falar nos filhos), pesos, dores e saudades, mas também te aproxima cada vez mais daqueles que você ama.

 O segundo, o casamento daqui a 10 dias de uma amiga romântica assumida, que há um ano me dizia no meu casamento que o sonho dela era um dia também casar com o verdadeiro companheiro, e nem imaginava que em tão pouco tempo concretizaria o sonho dela. Que ainda tem que viver algumas das fases acima mas que me dá tanta tranquilidade que vai passar facinho por tudo isso. Que ainda existem casais que buscam se completarem, crescerem juntos, e não simplesmente suprir carência afetiva alheia.

E o terceiro, ver um casal que não teve forças para passar por tudo isso, que mostraram para mim e para nosso grupo de amigos que é mais fácil desistir de um relacionamento do que lutar, que quando cada um olha para o que é importante para si mesmo e não para a vida de ambos não está construindo relacionamento nem cumplicidade, que quando não há perdão não há também continuidade, que quando não se escuta e não se dá o braço a torcer só se perde e nada se ganha, que se irritar com picuinhas é perda de tempo.

Eu sei que é difícil, que é um mantra que tem que ser repetido todo dia, mas temos que fazer como Zelia Gattai, esposa do querido Jorge Amado. Ambos viveram uma linda história de amor e companheirismo, e quando perguntaram a ela se ela não se irritava com a toalha molhada jogada (ou algo assim) ela só respondeu que não, que simplesmente pegaria a toalha e penduraria, que isso era tão pequeno em vista do que ele tinha de bom e do que fazia ela sentir. Lindo não? Sei que é difícil, mas eu prefiro passar pelas dificuldades e viver uma história assim do que sentar e dizer que é difícil. Como disse Nora Walker em B&S: “Eu aprendi na vida que você gasta muito mais energia e sofre muito mais tentando achar formas de negar os acontecimentos e enfrentar a realidade do que simplesmente enfrentá-la de uma vez.”

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Oct 13 2009

Fazendo um pouco pelo próximo…

Publicado por em Comemorações,Religião

Eu sempre ajudei uma moça aqui em SP que fazia sacolinhas de Natal para crianças da favela. Aí essa moça mudou para o Sul, e eu fiquei meio sem referência de quem eu poderia ajudar. Sei que tem mil instituições por aí, recebia mil e-mails pedindo ajuda mas eu ficava super desconfiada de certas instituições, tinha medo mesmo de ajudar.

E o tempo foi passando e eu fui esquecendo de fazer o bem pelo próximo. Lógico que meu carro vive cheio de trocado para dar para a criançada no sinal, para os malabaristas, compro pano de chão, flores, flanelas, balas, paçocas, chocolates, halls, etc no semafóro para ajudar todo mundo.  Aliás sempre que saio tarde do trabalho, quando o cruzamento da avenida JK com Faria Lima está tranquilo, eu abaixo o vidro e falo para a mulecada: “Bora todo mundo alí para o MacDonalds” e compro lanche para os 4 ou 5 que sempre estão alí. Tem dias que eles até me perguntam: “Oh dona, a senhora vai levar um halls hoje ou vai pagar lanche?”.. rs, e eu ajudo, e TODA VEZ saio dalí chorando porque eu creio num Deus de MILAGRES, um Deus de graças, e inevitavelmente saio dalí questionando a minha fé e o porquê de existirem crianças de 5 a 8 anos jogando bolinha de tênis velha em dia de chuva para ganhar uns trocados. E quando eles param na frente do carro e levantam a blusa para mostrar que estão desarmados? É de cortar meu coração, e eu sempre ajudo sim.

Outro dia um mendigo me pediu dinheiro e dei R$5,00, tava com a minha manicure conversando na porta do salão, ela ficou indignada de eu dar tudo aquilo para um mendigo, que era metade do valor que paguei pelo serviço dela. E eu fiquei p. da vida, porque aquela pessoa alí não tinha condições de estar trabalhando por N razões, as quais não cabe a mim julgar, simplesmente ajudar. Não me interessa se vai usar para drogas, se vai me assaltar na outra esquina, etc, eu fiz a minha parte e é nisso que eu foco. Se for pensar que qualquer um tá me passando a perna tenho certeza que vou ser injusta na maior parte do tempo.

Mas para resumir, eu tava doida para ajudar alguém de forma mais construtiva que uma esmola. Para fazer uma diferença, mas confesso que a falta de tempo (e excesso de “desculpas”) não me motivou a ir atrás de nada. Aí no twitter aparece Lu Brasil pedindo ajuda. Puts, caiu do céu o pedido dela, eu querendo ajudar e ela precisando de ajuda.

Aí ajudei com o maior gosto, porque sei que é coisa séria, acompanho a festinha todo ano (e não sabia que poderia contribuir, senão o teria feito), e fiquei tão ansiosa, parecia o dia do meu casamento.

Fiquei enchendo o saco da Lu para ela postar as fotenhas, e acabei de ver o post sobre a festa. Fiquei aos prantos aqui, quanta bondade, e quanta alegria e satisfação de ver tanta criança feliz.

Passa para ver como foi.

E me fala se você não chorou também?

Lu, obrigada por me deixar participar, ainda que de última hora!

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Um coment??rio

Oct 13 2009

É promessa!!

Publicado por em Dieta,Internet

Quando eu emagrecer tudinho que eu quero em nome de Jesus (e esse dia vai chegar, e em breve), eu prometo que meto um maiozinho desse e na maior onda de coragem danço Single Ladies para vocês!!!

Adorei, arrasaram!!

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Oct 10 2009

Porque eu quero ser magra

Publicado por em Dieta,Internet

Eu quero ser magra, sabe porque?
Pra nunca pagar uns mico desses!!!

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Um coment??rio

Oct 08 2009

Sorte é só um detalhe…

Publicado por em Dia a Dia,Religião

Vocês lembram que os vizinhos fizeram abaixo assinado para embargar minha obra na prefeitura? E aí como meu Deus é o Deus do impossível, Senhor da Glória, de graças e mais graças, SEMPRE age na minha vida.

Ontem fui renovar meu passaporte, obviamente transtornada com o pedreiro me ligando no cel que tinha 4 vizinhas dentro do apto dando palpite e ameaçando os coitados que iam chamar a prefeitura e tudo mais. Puta stress, minha arquiteta de férias no cú do judas sem dar sinal de vida no cel.

Eu parada no sinal vermelho, um desavisado esquece de pisar no freio. Destrói a bunda do meu carro. Desço querendo me jogar na frente de outro carro, olhando para o céu e perguntando PORQUÊ, PORQUÊ MEU DEUS?

E eis que Ele age.

Sabe quem era o cara que bateu em mim? O responsável da prefeitura por embargar obras. Sim, acreditem (essas coisas só acontecem comigo).

Hoje ligo para ele e ele diz ao atender: “Olha fica tranqüila, vou pagar tudo, já falei com meu seguro!”, e eu quase gozando nas calças, ligo para pedir favor e o cara quer me dar dinheiro, fala sério. “Então Seu José, será que dava para nós deixarmos o negócio do carro para depois? Veja bem meu desespero é tanto que prefiro ficar sem pára-choque, preciso mesmo é resolver o negócio da minha obra! Me ajuda pelamordedeus!!!”.

O cara passou a tarde caçando o responsável pela subprefeitura onde está meu apto. Me ligou agora para dar o telefone do cara (que por sinal é cheio dos poder!!), e disse que o cara aguarda minha ligação para providenciarmos urgente um alvará. Pronto, gozei!!!

Mas fala sério, veja bem, NUM TÔ RECLAMANDO, mas para dar Graça precisa me tirar o pára-choque? Tá, já entendi, tem a ver com o “dar valor”, “ver o lado positivo”, etc…

Tá bom, mas na próxima batida rola eu ganhar na megasena?

Beijomesegue (@cburin)

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Oct 06 2009

A Reforma – Capítulo III

Publicado por em Dia a Dia

Apesar dos pequenos problemas que foram surgindo durante a nossa obra que já tem 1 mês, eu estava achando relativamente tranquilo. Óbvio que percebo o quanto falta de coisa para fazer (hoje o mestre de obras me disse + 2 meses) e me entristeço, maassssss, como a gente gosta de comer frango e arrotar peru, nóis sifú!!!!

Pois é, empreiteiro ligava e dizia que vazou água no banheiro da vizinha, tá bom, achava o fim do mundo, desesperava e ia lá e pronto, tava resolvido, facim facim. Aí alguém viu a porta aberta e percebeu que eu comprei uma casa “muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia viver nela não, pq na casa não tinha chão”, LITERALMENTE (vide abaixo), e reclamou para o sindíco que eu tava doida de pedra querendo mexer na estrutura do prédio. Aí lá vai eu (lerelerelere..) descabelada, desesperada, achando que o mundo acabava alí, antes mesmo deu comer o último petit gateau da minha vida (gorda até nessas horas!!), mostrar a planta, chamar arquiteta para explicar, etc… E daí que resolveu denovo, assim, meio facim facim, e eu denovo me empolguei sabe cumé? A gente acha que tá podendo sabe? Bem gente grande, que faz mega reforma de meses e troca encanamento, fiação, derruba paredes, etc.. Num parece rico? Rico que faz essas obras malucas, revira tudo de cabeça pra baixo, então deixa eu me sentir um pouco falou?

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Pois é, o detalhe é que arrumei um prédio de pobre que num tem onde cair morto, onde vizinha de cima escreve receita para a Ana Maria Braga, a de baixo coça o saco do marido caxumbado, e a da direita tem fantasias eróticas com os meus pedreiros mas dá pinta que eles são gentalhas. E por fim as três queridinhas poderosas do universo (sim, Deus dá poder para quem não sabe canalizar!!) resolveram fazer um abaixo assinado e mandar pra Prefeitura, que se resolver fiscalizar, pode também decidir embargar e aí minha filha, só Deus sabe quem é que eu vou ter que matar para retomar a obra.

Na boa, se tú num gosta de mim num adianta torçer para isso acontecer porque depois volta tudo para você. Se eu não vou ter onde morar tú num vai ter com quem desencalhar. Vai torcer para as facções criminosas serem presas, para a Suzane von Richthofen ser condenada, para a Sasha aprender a escrever “cena”, para seu blog ter audiência, para qualquer coisa, mas me deixa em paz que num tô merecendo sua urucubaca.

Agora, dá para a galerinha do bem torcer a favor? Neste momento meu marido tesão apaixonado está tentando convencer a vizinha (que estava testando uma nova torta de jiló para revender) a esperar mais um pouquinho, que o pior da obra já tá terminando, que as marteladas estão com dias contados, depois disso vem só as serras elétricas, furadeiras, etc, fica mais facim dela se concentrar no trabalho. Eu falei que eu prometo ensinar a receita da torta de chocolate com limão das Rainhas, que eu faço qualquer coisa pra essa mulher retirar a queixa e deixar eu ter um teto para viver em 2 meses.

Tá bom, já aprendi a lição, num canto mais vitória, vou continuar sendo dramática que num gosto desse negócio de ser pega de surpresa, ainda mais com notícia ruim!

Torce por mim?

Beijomeliga

Beijomesegue @cburin

Beijocomenta

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