fev 29 2012

Ter ajuda ou não?

Publicado por ??s 15:25 em Filhos,Gravidez

Desde antes de engravidar sempre tive em mente que teria babá.

Meu trabalho não é daqueles com horários super regrados, nada absurdo também, mas tem dias que não consigo sair às 18 horas em ponto e tem o lance das viagens também.

Parar de trabalhar nunca passou pela minha cabeça, minha renda é fundamental e as contas da casa também dependem de mim, infelizmente não sou daqueles casos que a mulher ganha bem menos que o marido e pode deixar de trabalhar pois contribui pouco e o custo da babá ou escolhinha seria quase o salário dela. Digo infelizmente pois eu gostaria sim de parar de trabalhar no primeiro ano de vida da Sarah para me dedicar a ela, mas não posso.

E daí que sempre pensei que teria que ter babá, primeiro para não enlouquecer com tantas tarefas, segundo para ter tranquilidade para trabalhar sem pressão de horário.

Quando engravidei, uma senhora que já trabalhou na minha família como doméstica, cuidadora de idosos e babá, se ofereceu para vir morar comigo e me ajudar (ela é da minha terra natal, Ribeirão Preto). Eu fiquei bem aliviada, pois a conheço bem e sei que ela tem um amor enorme por crianças e principalmente ela não tiraria TANTO a nossa liberdade, pois está sempre entre nós nos eventos e viagens da família. Fiquei feliz também pelo fato de que ela ama cachorros, inclusive adotou um resgatado meu, e isso também é importante no meu caso pois tenho 3 filhos caninos que “tomam” conta da casa e para aguentá-los, tem que gostar muito de cachorro (lambidas o tempo todo, trocar jornal com xixi/cocô toda hora, brincar, dar atenção, cuidar, etc.).

Estava tudo certo. Eis que nas últimas duas semanas, agora que está se aproximando a hora de dar a luz, comecei a já ficar na dúvida do que eu queria, cheguei a conversar com várias pessoas sobre isso. Ao mesmo tempo que teria tranquilidade com ela, me incomodava muito o fato de ter alguém 100% do tempo na minha casa. Me preocupava também o fato de não dar certo, e com ela seria mais complicado “mandar embora” pois ela estaria largando a vida dela para morar em SP, como poderia eu mandá-la devolta assim do nada e ela sem emprego?

Enfim, estava começando a ficar angustiada. E aí que Deus sempre opera milagres na minha vida, e ele sempre traça meu caminho para a luz. Hoje essa senhora me ligou dizendo que não vem mais para SP, pois não consegue deixar a vida dela e os filhos (apesar de crescidos) que ainda demandam muito dela.

Confesso que fiquei um pouco aliviada. Eu queria mesmo cuidar da Sarah sozinha, fazer tudo ao meu gosto, do meu jeito, ficar sozinha em casa (coisa que amo). Não vai ser tão difícil durante o dia pois serei só ela e eu, pois os filhos caninos vão para a escola (maravilhosa por sinal, super indico para day care ou hospedagem qdo você viajar => Caominhando) todo dia e voltam só no fim da tarde, normalmente exaustos de tanto brincar.

Mas o que me preocupa é depois do fim da licença maternidade. O que fazer? Escolinha ou babá? Estou bem inclinada à opção escolinha, por mais que me doa o coração deixar um bebê de 5 meses na escolinha. Mas como deixá-lo com alguém que eu não conheço? Por mais que essas babás tenham indicações, referências, que usemos câmeras de vídeo, eu não me sentiria confortável. Eu não sei mandar em empregado, não sei dar bronca e falar o que eu penso e o que eu não gostei. Vou pegando raiva da pessoa mas não falo, como posso então ter uma pessoa para cuidar da minha filha? Fora as histórias mais bizarras que ouvimos sobre babás que roubam, usam suas coisas (roupas, maquiagens, etc), que folgam no telefone/internet, etc. Eu não sei se eu ficaria bem nessa relação, ainda mais tendo que conviver com uma estranha na minha casa durante a noite.

E daí que eu ainda não sei o que vou fazer, mas acho que a probabilidade de escolinha está bem cogitada. Mas ainda falta tempo, e antes de qualquer decisão preciso conhecer a rotina, o dia-a-dia de ser mãe, entender as necessidades que um bebê traz e quanto tempo vai demandar, e aí sim tomar a decisão.

E para piorar, minha emprega trabalha de manhã na minha casa e a tarde em outra casa. A patroa da outra casa acabou de engravidar, e quer que a minha empregada fique em período integral cuidando da casa e da neném. E ela está bem inclinada a aceitar, disse que pelo menos até o fim do meu resguardo (ela que usou esse termo, rs!) ela fica comigo. Ou seja, são grandes as chances de perder a empregada TAMBÉM. Então os próximos meses serão de desafios, provavelmente ter que encontrar alguém que trabalhe de ajudante do lar, treinar, acostumar, etc…. cuidar da Sarah sozinha, dogs na escola e quando acabar a licença maternidade, escolinha para a minha pequena. E só de pensar nisso me dói. Imagina quando chegar a hora.

É por isso que eu sempre tenho vontade de ESGANAR a geração anterior a nossa que clamou independência feminina. Não me levem a mal, adoro meu trabalho e me sinto muito realizada, mas acho que a natureza feminina não foi feita para isso, foi feita para cuidar da cria enquanto o homem cuidava da caça. Nessa de tentarmos fazer de tudo só nos transforma em seres estressados e frustados em algum setor das mil e uma utilidades. Sempre vai ter um ponto que vai ser frustante, se não for o trabalho, será o casamento, o falta de convívio com os filhos, etc. Não temos NUNCA como ser onipotentes nem onipresentes, sempre vai haver uma lacuna. Queria ver essas feministas nos dias de hoje, se dariam conta de tantas tarefas, rs.

Vamos em frente, pra tudo dá-se jeito. Não é?

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