Arquivo de outubro, 2012

out 25 2012

Ser mãe é viver com culpa

Publicado por em Filhos

Ser mãe é viver com culpa. Essa frase tão difundida por aí só é compreendida depois que você se torna uma.

Tive o privilégio de acompanhar até agora (5 meses e 15 dias) o desenvolvimento da minha filha. É delicioso e impressionante como a cada dia eles se desenvolvem, aprendem algo novo, interagem mais, começam a mostrar suas vontades. É muito bom poder viver tudo isso de perto. E quando nas poucas horas de trabalho do meu dia (4h) eu perdia alguma coisa que a babá me contava quando eu chegava, eu ficava toda tristonha por ter perdido a mais nova façanha da minha pequena.

Eu ainda teria esse esquema de trabalho de somente 4 horas diárias até o final do ano. Teria se eu não tivesse optado por buscar um trabalho melhor e mais próximo de casa. Eu consegui, e começo na segunda-feira.

E aí vem a culpa. E a dor de perder momentos especiais. Tenho acompanhando o primeiro sorriso, a primeira gargalhada, a primeira virada de lado, o levantar do pescoço, o sentar, ter equilíbrio, a primeira fruta, suco, etc. Poxa, será que serei eu quem verá o primeiro dentinho? Será que serei eu quem dará a primeira papinha salgada? Será que todo santo dia quando eu chegar, a babá vai me contar uma nova façanha da Sarah e eu vou ficar torcendo para ela fazer novamente para eu ver? Será que ela vai lembrar de mim? Será que eu vou conseguir ser uma MÃE para ela?

São tantas questões, tantas dúvidas, nunca sei se estou fazendo o certo ou errado. Infelizmente eu não posso parar de trabalhar, se pudesse, com certeza pararia até ela fazer 1 ano. Mas nossa condição financeira não permite. Eu preciso trabalhar pelo dinheiro, e porque também não dizer, minha realização pessoal?

Outro dia ouvi uma executiva de sucesso contando sua história, que no começo da sua carreira ganhava 850 reais e pagava 650 para a babá olhar sua filha. E todos se perguntavam porque ela trabalhava para não sobrar quase nada e deixar sua filha com outra pessoa, e ela respondeu que era pela satisfação pessoal dela, e que ela estando realizada poderia ser uma mãe muito melhor para sua filha, que aprenderia desde cedo a ter auto-confiança tendo como exemplo uma mãe feliz e realizada.

Eu concordo com isso. Acho que a maioria das mães que ficam em casa são frustadas. Minha mãe foi assim. Óbvio que existem exceções, mas para mim no geral são mulheres frustadas, e que tem baixa auto estima, já que poucos são os maridos que consideram cuidar de filhos e casa uma profissão, eles vêem como obrigação e acham que não dá trabalho algum. Ai de você se reclamar que está cansada e teve um dia difícil, a resposta que vem é: ” mas você ficou em casa o dia todo!”.

Mas por outro lado, qual a quantidade de tempo que uma mãe que trabalha pode se ausentar? Infelizmente não existem estudos ou comprovações científicas sobre o assunto. Cada um fala uma coisa. Eu não sei dizer o que terá um impacto pior em minha filha, se ter uma mãe frustada mas presente ou uma mãe ausente mas realizada. É o tal do quantity time x quality time. Dizem por aí que o que importa é termos quality time com a criança, ou seja, nas poucas horas que ficar com ela, que sejam intensas. Que uma mãe que dedica 30 min do seu dia para brincar com a criança, interagir, dar atenção e amor, sem celular, tablet, tv, etc por perto, vale muito mais do que uma mãe que fica em casa o dia todo mas que liga o DVD da Galinha Pintadinha, Baby Einstein, Discovery Kids, etc, para a criança ficar quieta e não dar trabalho, ou seja, não demandar sua atenção. Será que as mães que ficam em casa dedicam tempo de qualidade às suas crianças? Será que elas tem mais paciência ou é o contrário?

Por que não temos essas respostas? Todas essas dúvidas só nos trazem mais angústia, mais culpa. Seria tão mais fácil se soubéssemos o que é melhor para os nossos filhos não é?

Recentemente li o livro “A Criança Terceirizada”, do pediatra José Martins Filho.

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Eu devorei esse livro em menos de 2 horas. Foi uma leitura torturante, mas construtiva. Ele não diz que as mães não devem trabalhar. Mas ele mostra o que as mães que trabalham não podem deixar de fazer. Super recomendo essa leitura. Ajuda muito. Quem não tiver como comprar o livro, entre no Youtube e jogue o nome do livro que tem uma entrevista deste pediatra falando sobre alguns temas que ele aborda no livro. Na verdade eu vi o vídeo primeiro e me interessei em ler o livro. Vale a pena.

Esse pediatra critica a questão do quality time. Ele diz que não adianta dar tempo de qualidade para a criança se for pouco tempo, que a criança precisa da presença dos pais para os guiar, ensinar, amar. Ele diz por exemplo que se você trabalha perto de casa, tente alguns dias da semana almoçar em casa, se não puder, faça uma refeição (café da manhã ou jantar) com a criança. Ela precisa entender o referencial de família. Ele critica muito a forma como os pais hoje em dia cultivam as relações com seus filhos. Ele cita uma criança que quando perguntada se seus pais a levavam para passear no final de semana, ela respondeu que sim, que iam ao shopping e ao supermercado juntos. Ele afirma que isso não é passeio, isso não é dar atenção para a criança. Um supermercado é atividade de adulto (chata por sinal), e não é porque você está levando a criança junto que você está dando atenção para ela. O mesmo vale para os pais que levam filhos ao shopping pois não aguentam mais as crianças pegando fogo em casa no final de semana. Oras, elas são crianças, querem brincar, querem atenção de seus pais, e não que os mesmos os levem a um shopping onde as crianças vão se distrair e eles não precisarão dar atenção aos seus filhos.

Para ele o que tem que ser feito é dar atenção de verdade para o seu filho. Levar num parquinho, andar de bicicleta, fazer um castelo de areia, montar um quebra cabeça. Gente, essas eram as atividades que nossos pais faziam conosco. E somos ou não uma geração (quiçá a última) que se gaba de ter tido infância de verdade? Quantas crianças hoje preferem ganhar um video game a uma bicicleta? Não seria a maioria?

Enfim, estamos entrando num outro ponto de discussão aqui. Mas o que eu quero dizer disso tudo é que a decisão de trabalhar ou não é difícil sim, gera culpa sim, mas ela não deveria ser o nosso foco, mulheres. E sim se estando muito ou pouco tempo com nossos filhos estamos realmente sendo PAIS, ou se estamos terceirizando a nossa responsabilidade. Quantas mães que conheço que não trabalham, ficam em casa, mas tem babá que troca, dá banho, dá comida, brinca, etc com a criança? Será que essa criança é mais privilegiada que a minha por ter sua mãe o tempo todo em casa mas terceirizando os cuidados para com ela?

De uma coisa eu tenho certeza: não terceirizo minha filha. Enquanto eu estou trabalhando concordo que sim, mas enquanto estou presente, assumo integralmente a minha função de mãe. Já estou adaptando os horários da Sarah para ela estar acordada no horário de almoço e tentarei vir o máximo de vezes possíveis em casa. Também estou tentando esticar o horário dela dormir, que é 19:30, ela não aguenta muito depois disso, mas como devo chegar em casa entre 19 e 19:30, o ideal seria que ela dormisse por volta de 21h, assim teríamos mais tempo juntas. Vamos ver se consigo.

E sempre que estou em casa, eu exerço plenamente meu papel de mãe. Sou eu quem troca, quem banha, quem poe para dormir, quem brinca, quem faz a mamadeira e a papinha, quem alimenta. Isso principalmente quando a babá está. Eu sou a mãe e eu sou responsável pelos cuidados para com a minha filha. A babá só cuida quando eu não estou presente. Lógico que meu marido divide tarefas comigo quando está em casa, mas de resto sou eu mesma. Durante a minha ginástica, drenagem, manicure, ela está sempre ao lado. Se ela chora, paro o que estou fazendo, nada de chamar babá. Outro dia fui na minha ginecologista sozinha com ela. Era cada olhar na recepção das demais mães que ali estavam, ou sem os filhos, ou com eles mas a babá a tiracolo. Eu não quis saber, levo ao pé da letra o “quem os pariu que os balance”, levei ela comigo e ela ficou quietinha no bebê conforto enquanto a médica me examinava.

No meu bairro tem diversos restaurantes e cafés, sempre cheios de pais, crianças e a babá junto. Acho isso um absurdo. Primeiro pela falta de privacidade, pela falta de convívio familiar, por mais íntima e amada que a babá seja. Segundo porque tenho vontade de esganar esses pais que prezam muito mais a tranquilidade de uma refeição a estar 100% com seus filhos. Ah dá trabalho? Então porque foi ter filho? Quantas babás caminhando bem cedo com os carrinhos e os bebês. Onde estão essas mães? Aproveitando algumas horinhas de sono? Que DÓ dessas crianças.

Consciência tranquila que estou sendo a melhor mãe para a minha filha eu tenho. Mas isso não significa que eu não tenha culpa, dúvidas e insegurança. Será que o que faço é suficiente? Será que um novo emprego onde preciso me provar não vai comprometer o que ofereço atualmente para ela?

Acho que nem eu nem ninguém pode responder a essa questão. Aliás, tem alguém sim. O tempo. Só ele vai dizer o impacto que a minha ausência causou em minha filha e também em mim. Até eu ter essa resposta, vou dar o melhor de mim para minimizar as consequências dessa minha ausência, pode ter certeza.

Será que tá dando certo?

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out 14 2012

Fotos do Nascimento Sarah

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Fiquei devendo as fotos, eu sei.
As fotos são do fotógrafo da maternidade. apesar de um pouco caro, achei que valia a pena. Quanto ao vídeo, achei absurdo pagar. Meu marido filmou e ficou ótimo. Choro sempre que assisto…. Kkkkkk

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out 14 2012

Sarah 5 meses

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Com mais de uma semana de atraso, vamos ao post sobre os cinco meses da minha princesa. Em parte foi ate bom ter esperado uns dias para escrever, pois ela se TRANSFORMOU nessa semana que passou.

Com cinco meses Sarah pesava pouco mais de 7 kg (não teve consulta médica esse mês).
Vamos aos fatos:

– continuou a odiar sucos de qualquer natureza, que introduzimos no quarto mês. Não gostou de nenhum, insistimos e nada, o máximo que já tomou foram 20 ml.
– por causa do ódio mortal dos sucos, tentei as papinhas de frutas. O-D-I-O-U banana amassada, maça e pera raspadinha. Só me resta o mamão mas tô perdendo as esperanças.
– parei de vez de amamentar no peito, não aguentava mais ela me empurrando, mamando 1 minuto no máximo. Tirei muito leite e congelei o suficiente para 2 meses, o que garantirá que ela tomará leite materno até o sexto mês.
– já está mais firminha, fica sentadinha com apoio, sozinha ainda não. Tem melhorado a cada dia, deixo ela sentada no bumbo e ela fica um tempo brincando. Acho que é questão de dias dela sentar sozinha totalmente.
– se mexe muito no berço, sempre acorda na outra ponta e virada.
– continua dormindo a noite toda, mas tem acordado mais cedo, tipo 6:30 NO MÁXIMO. Tô sofrendo gente.
– grita horrores, conversa muito. Já vocaliza duas palavras: “ai ai ai” e “mã mã mã”.
– põe tudo na boca, já está conseguindo usar os milhares de mordedores que comprei para ela.
– faz uma festa infernal para a mamadeira.
– aprendeu a esticar os bracinhos pedindo colo, IMPOSSÍVEL resistir.
– gargalha muito quando eu beijo o pescoço dela.
– já consegue puxar a fraldinha que coloco o rosto dela, em seguida eu digo “achou” e ela morre de rir.
– presta muita atenção nos cachorros.
– AMA o pai, é louca por ele.
– já tenta levantar sozinha quando no balancinho, e quando está no trocador e vou erguê-la ela já levanta o pescoço.
– aprendeu a tirar a chupeta da boca, mas quase nunca consegue colocar de volta do lado certo, é engraçado.
– faz a maior festa quando eu chego de manhã no berço.
– usa fraldas M.
– tem acordado a noite chorando, só coloco a chupeta e volta a dormir.
– é pirada com o meu celular. Tenho usado muito o ipad com ela, tem apps incríveis, os da fisher price são ótimos, mas ela não consegue ficar muito tempo concentrada, dispersa logo.
– continua com dedo na boca o tempo todo, passei a mão na gengiva e não me parece que vai sair dente, mas vai saber.
– adora se olhar no espelho.
– continua amando tomar banho.
– mama muito.
– já se vira sozinha na cama ou no berço.
– é muito risonha, qualquer pessoa na rua que olha para ela é motivo para abrir aquele sorrisão banguela.
– já tem cabelos suficiente para prender lacinhos. Os fios são bem fininhos (como os meus), então ficam espetados fazendo ela parecer o cebolinha, kkk.

Voltando ao atraso para escrever este post, há mais ou menos 1 semana Sarah tem andado MUITO chata. Chorona, manhosa, chata mesmo. Tem horas que nada resolve, nem colo, nem banho, nem brinquedo, nem mamadeira. Cheguei a pensar que fosse dente, mas não estou certa disso. Está me parecendo mesmo que ela está colocando as asinhas de fora, começando a mostrar sua personalidade (nada fácil), suas vontades. Será que é isso ou será que o nascimento dos dentes causa essa mudança de personalidade mesmo?

Reparei que ela tem mamado menos, mas pode ser por causa das tentativas de suco e frutas entre as refeições. Tô meio perdida. Tem horas que tenho certeza que é manha ou birra, pois ela está chorando sem lágrimas, eu olho para ela meio séria, com cara meio de brava, e ela pára com a birra e abre um mega sorriso. Sem vergonhice né?

Será que é dente ou é a personalidade aflorando? Quem aí já passou por isso e pode opinar? Caso seja personalidade mesmo, como devo agir nesta fase? Ela já entende que está testando limites? Posso ou não me render às birras? Não gosto de deixar chorando mas tem horas que tá difícil viu? Tô meio perdida gente, me ajuda?

Vamos às fotos?

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out 02 2012

Papinhas de frutas

Publicado por em Filhos

Sarah continua rejeitando todo tipo de suco, um horror. Fiquei frustada, rs.
Ela empurra a mamadeira, não quer de jeito nenhum. Foram duas semanas de tentativas. Cansei, rs.

Como na sexta ela completa 5 meses, que é a idade que a pediatra liberou papinhas de frutas, resolvi antecipar e fazer o teste.

E ontem de manhã dei a primeira papinha de frutas, ou melhor, a primeira refeição sólida da vida dela. Começamos com banana bem amassadinha. Tivemos mais sucesso que com o suco, ela até comeu bem pouquinho, mesmo fazendo muitas caretas. Percebi que ela não sabia muito o que fazer com a língua, com aquela coisa “sólida”, e isso era o mais complicado para ela, e não o gosto.

Quando a tarde caiu, resolvi tentar denovo. E não é que ela comeu mais um pouquinho? Foi quase meia banana inteira. E mamãe ficou feliz. Feliz porque ela comeu e feliz porque pude estar presente neste momento tão especial da vidinha dela. É maravilhoso podermos acompanhar o desenvolvimento de um filho. A melhor decisão da minha vida foi antecipar meu retorno ao trabalho e em troca conseguir um horário flexível para acompanhar esses momentos tão especiais.

Hoje vamos tentar maça raspadinha, amanhã pera. E assim vamos.

Já entrei na internet e comprei correndo algo que não tinha comprado nos US: babadores de plástico e silicone (achei este post aqui super legal sobre o assunto). Cada refeição detona um babador de pano, assim não vencemos. Li em diversos blogs que nesta fase o de silicone ainda é um pouco duro, que o melhor é usar de plástico. Por via das dúvidas comprei os dois, rs. Fica a dica para as mamães que farão enxoval lá fora: comprem babadores de plástico e silicone, pois lá fora é mais em conta. Outra coisa que não comprei foram pratinhos e colheres de silicone, vou atrás disso também, mas aqui no Brasil temos opções boas e baratas, mas quem puder trazer de lá também, é melhor. Vi na internet esta colher da Avent (imagem abaixo) que entorta para qualquer lado, não é o máximo?

Fiquem com a foto da minha pequena, comendo sua primeira bananinha.

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Quero muito esses pratinhos, será que encontro aqui pra vender num preço razoável?

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UPDATE: encontrei tanto a colher como o kit acima para vender no submarino, links abaixo. Recebi um comentario aqui no blog (obrigada Marcela) dizendo que essa colher que entorta nao e legal pois a crianca derruba tudo. Infelizmente eu fui apressada e comprei. Depois venho aqui contar se tambem tive uma experiencia ruim.

Clique aqui para comprar a colher.

Clique aqui para comprar o kit.

Encontrei essa outra colher da Avent que parece ser uma boa opcao também, a um preco mais em conta. Alguém testou e sabe dizer se e boa?

 

 

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