Arquivo de novembro, 2013

nov 23 2013

3.5

E sao 00:25. Acabo de completar 35 anos.
Ontem eu e meu marido comemoramos 11 anos juntos, e ele me escreveu um cartão tão lindo que me deixou meio introspectiva, pensando que eu nunca parei para pensar onde e como eu estaria quando completasse 35 anos.

Eu me lembro de ter esperanças de estar mais magra (ela é a ultima que morre né, kkk). Eu me lembro la nos meus 20 e poucos de sonhar com um carreira bem sucedida, uma família. Engraçado como tenho tudo isso e o sentimento que eu achava que teria naquela época jamais senti. Quando estamos construindo nossa vida (carreira, conhecendo alguém e apostando no relacionamento pois já não somos mais adolescentes) temos aquela ilusão de que se atingirmos nossos objetivos seremos 100% felizes e pronto, zeramos as fases desse video game maluco chamado vida. Depois, só gozar de tudo de bom que conseguimos. Nada de batalhas, só gozar a vida.

E ai de repente você descobre que você já tem uma vida, que já ultrapassou todas aquelas barreiras que você vislumbrava nos seus 20 e poucos anos, mas que apesar das fases zeradas, sempre surge um novo jogo a ser jogado. Mas por outro lado você descobre que ser 100% não é o objetivo, e sim ser feliz 100% do tempo, apesar dos tropeços e desafios.

Se tem algo que aprendi nessa quase metade de vida que vivi é que o que vale é ser feliz o tempo todo, e não 100% feliz. Poder perceber aos 35 tudo de valor que construí e que me permitem ser feliz o tempo todo é maturidade, a meu ver. Eu esperava que nessa altura dinheiro amor e saude seriam as pecas para eu ser 100% feliz. Mas não sabia que esses 3 itens juntos também trazem dor. Mas essa dor jamais supera o bem que eles fazem, e todo dia, antes de dormir, me sinto feliz, mesmo depois da grana que faltou, do amor que lesou ou da saude que falhou.

Esses contos de faldas “e viveram felizes para sempre” sao os culpados por essa ilusão que criamos. Ninguém menciona que o príncipe vai pisar na bola, que o encanamento do castelo vai estourar e alagar a linda sala e destruir o papel de parede que a Cinderela trabalhou duro para pagar, que o baby príncipe vai chorar noite adentro bem quando a Cinderela terá aquela importante reunião de trabalho na manha seguinte, que aquela cintura linda só vai existir em fotos. E ai nos fantasiamos. Preciso ter uma carreira, conhecer alma gêmea, constituir família e pronto, acabou, “felizes para sempre”.

Sinto lhe informar princesa que não vai ser desta forma e nem tão simples. Mas posso te garantir que vai ser muito melhor. Porque mesmo depois de 10 cm de cintura a mais e 10 anos do mesmo sexo, ele ainda vai sentir atração por você, e melhor, vocês terão uma conexão maior ainda. Você vai viver diariamente a evolução de um amor incondicional quando tiver seu filho. Vai entender como nunca seus pais, e ama-los cada vez mais por tudo que fizeram por você. Você vai aprender que trabalho faz bem, mas que nenhum trabalho deve receber mais dedicação que você mesma. Vai aprender que dietas de 7 dias engordam 1 kg ao invés de emagrecer 5 kg como na adolescência. Vai aprender que dirigir é um saco e que se pudesse instituiria que carteira de motorista só é valida ate os 30 anos, depois o estado tem que te pagar um motorista. Você vai aprender que cuidar de casa, marido, filho, corpo e trabalhar é muita coisa, mas você vai tirar de letra e nem vai se lembrar como é ficar de papo para o ar. Vai entender porque sua mãe adorava a volta as aulas. Vai saber o que é ter dinheiro e não ter tempo para gasta-lo. Vai saber que a vida de adulto de verdade tem muitas responsabilidades mas também tem recompensas maravilhosas.

Eu jamais poderia imaginar que seria tão amada. Que teria uma casa tão linda. Que teria uma filha tão linda. Que seria tão competente naquilo que faço. Que seria motivo de orgulho para meus pais. Que saberia perdoar com tanta facilidade. Que a cada ano que passa ficaria cada vez mais emotiva e chorando ate com entrevista de jogar de futebol no Fantástico. Que ficar mais velha e olhar para trás e não se arrepender da maior parte não tem preço. Que envelhecer é sim colher frutos deliciosos, mas que a plantação nunca cessa.

Vai saber que escrever posts sem nexo algum faz parte da auto-analise que fazemos a cada aniversario…..rs.

Se nada disso fez nexo para você, assista esse video da Unilever e entenda porque o futuro quem faz é você, e que ele tem tudo para ser muito melhor.

Por que trazer uma criança para este mundo?

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nov 18 2013

A importância do objeto de transição na vida de seu filho

Publicado por em Filhos

Se seu filho tem um objeto como um ursinho, uma naninha ou qualquer outro objeto que ele não se desgrude, incentive o uso deste objeto. Esses comportamentos vão desaparecer nos próximos poucos anos conforme ele ganhar um melhor senso do seu lugar neste grande e desconcertante mundo.

Os objetos de transição são uma forma da criança aumentar sua sensação de segurança. Nem todas as crianças tem um objeto de transição, mas estudos demonstram que mais da metade das crianças tem um cobertor especial, uma naninha, boneca ou animal de pelúcia. O primeiro ano da vida de uma criança é tão cheio de mudanças que tem gente que até considera traumático se a criança não tiver ajuda para enfrenta-lo. De um útero seguro e quentinho por 9 meses para um claro, barulhento novo mundo. Naturalmente, os bebês sentem o cheiro da mãe e ficam confortáveis e seguros em seu colo, mas todas as mães em algum momento terão que colocar seus bebês no berço ou carrinho, mesmo que seja por pouco tempo. É nessa hora que o objeto de transição ajuda.

Se auto-acalmar é um importante marco que seu bebê precisa alcançar. Uma criança é completamente dependente do mundo ao seu redor e sem uma forma de se acalmar, seria um ambiente muito severo. Uma mãe que amamenta pode se tornar a única fonte de conforto para um bebê, mas existem outras circunstâncias onde a mãe possa não estar segurando o bebê e mesmo assim ele se sentirá seguro. É aí que entra o objeto de transição.

É bom introduzir um objeto de transição desde o início da vida do bebê. O objeto de transição será útil especialmente mais tarde, quando ajudar o bebê a aprender a se acalmar sozinho para dormir. Para minimizar os riscos de SIDS (síndrome da morte súbita), escolha um objeto seguro que seja menor que a cabeça da criança, mas não tão pequeno que possa gerar risco de sufocamento (um pequeno chocalho, um paninho de fralda fina -daquelas da Cremer, etc.). Desde o primeiro dia, deixe o bebê se agarrar neste item enquanto você o balança e alimenta. Ele vai associar este objeto a conforto.

Como sem dúvida este objeto será sugado, derrubado no chão, arrastado na lama e levado para cada lugar que a família viajar, é uma boa ideia ter uma cópia, principalmente se ele se perder. A Sarah não desgruda de seu “ní” (neném) e eu já com esse receio, fui na loja e comprei um igual e várias roupinhas (porque ela leva até para a escola e fica imundo!!!). Enquanto um estiver lavando, a cópia vai estar em uso. Mas tenha cuidado nessa troca, os bebês tem um afinado senso olfativo e conseguem farejar de longe um impostor, rs. Tenha certeza que a substituição será feita da forma mais sutil possível.

A partir do momento que o objeto for escolhido, ele fará as transições mais aceitáveis para o bebê, por exemplo, se você precisar se separar do bebê enquanto ele está na creche ou com a babá. Com esse objeto, será quase como se você não tivesse deixado ele de lado. Quer dizer, QUASE (não se preocupe, você jamais será substituída por um cobertor velho!!!). Eventualmente, seu filho vai amadurecer e superar a necessidade do seu objeto, e com o tempo deixará ele de lado.

PORTANTO, incentive seu filho a ter seu objeto de transição e jamais tente enganá-lo ou achar que ele vai esquecer do objeto se você oferecer algo em troca.

Fonte: Dinah Laurel

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