nov 18 2013

A importância do objeto de transição na vida de seu filho

Publicado por ??s 12:22 em Filhos

Se seu filho tem um objeto como um ursinho, uma naninha ou qualquer outro objeto que ele não se desgrude, incentive o uso deste objeto. Esses comportamentos vão desaparecer nos próximos poucos anos conforme ele ganhar um melhor senso do seu lugar neste grande e desconcertante mundo.

Os objetos de transição são uma forma da criança aumentar sua sensação de segurança. Nem todas as crianças tem um objeto de transição, mas estudos demonstram que mais da metade das crianças tem um cobertor especial, uma naninha, boneca ou animal de pelúcia. O primeiro ano da vida de uma criança é tão cheio de mudanças que tem gente que até considera traumático se a criança não tiver ajuda para enfrenta-lo. De um útero seguro e quentinho por 9 meses para um claro, barulhento novo mundo. Naturalmente, os bebês sentem o cheiro da mãe e ficam confortáveis e seguros em seu colo, mas todas as mães em algum momento terão que colocar seus bebês no berço ou carrinho, mesmo que seja por pouco tempo. É nessa hora que o objeto de transição ajuda.

Se auto-acalmar é um importante marco que seu bebê precisa alcançar. Uma criança é completamente dependente do mundo ao seu redor e sem uma forma de se acalmar, seria um ambiente muito severo. Uma mãe que amamenta pode se tornar a única fonte de conforto para um bebê, mas existem outras circunstâncias onde a mãe possa não estar segurando o bebê e mesmo assim ele se sentirá seguro. É aí que entra o objeto de transição.

É bom introduzir um objeto de transição desde o início da vida do bebê. O objeto de transição será útil especialmente mais tarde, quando ajudar o bebê a aprender a se acalmar sozinho para dormir. Para minimizar os riscos de SIDS (síndrome da morte súbita), escolha um objeto seguro que seja menor que a cabeça da criança, mas não tão pequeno que possa gerar risco de sufocamento (um pequeno chocalho, um paninho de fralda fina -daquelas da Cremer, etc.). Desde o primeiro dia, deixe o bebê se agarrar neste item enquanto você o balança e alimenta. Ele vai associar este objeto a conforto.

Como sem dúvida este objeto será sugado, derrubado no chão, arrastado na lama e levado para cada lugar que a família viajar, é uma boa ideia ter uma cópia, principalmente se ele se perder. A Sarah não desgruda de seu “ní” (neném) e eu já com esse receio, fui na loja e comprei um igual e várias roupinhas (porque ela leva até para a escola e fica imundo!!!). Enquanto um estiver lavando, a cópia vai estar em uso. Mas tenha cuidado nessa troca, os bebês tem um afinado senso olfativo e conseguem farejar de longe um impostor, rs. Tenha certeza que a substituição será feita da forma mais sutil possível.

A partir do momento que o objeto for escolhido, ele fará as transições mais aceitáveis para o bebê, por exemplo, se você precisar se separar do bebê enquanto ele está na creche ou com a babá. Com esse objeto, será quase como se você não tivesse deixado ele de lado. Quer dizer, QUASE (não se preocupe, você jamais será substituída por um cobertor velho!!!). Eventualmente, seu filho vai amadurecer e superar a necessidade do seu objeto, e com o tempo deixará ele de lado.

PORTANTO, incentive seu filho a ter seu objeto de transição e jamais tente enganá-lo ou achar que ele vai esquecer do objeto se você oferecer algo em troca.

Fonte: Dinah Laurel

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