Arquivo da Categoria 'Dia a Dia'

May 29 2011

Mau humor…

Publicado por em Dia a Dia

Não sei a autoria do texto, mas genial.

*”Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia, é um chato.*

*Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em ‘O Globo’ de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa expressão ‘agregar valor’.*

*Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões. Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca. *

*Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra ‘carne’,fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão. *

*Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo ‘chegar junto’,'superar limites’, essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas. Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão ‘senhooorr’ me irrita profundamente. *

*Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga. Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? *

*Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber ‘energia positiva’. Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa. Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.

*E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando ‘um beijo no coração’?”*

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Um coment??rio

May 24 2011

Voltando – Episódio 2 (e espero que o final!)

Publicado por em Dia a Dia

Bom gente, é o seguinte, quero voltar mas tenho muita coisa para contar e tô sem saco paciência, então vou fazer um post bem rápido resumindo o que der e daí começamos do zero, pode ser? Se não for assim não consigo resolver esta pendenga não.

Setembro/2010: descobri a proteção animal quando buscava um dog para adotar e fazer companhia para o Mike. Entrei nesse meio (muito sofrido por sinal) rapidinho, fiz um site/twitter/facebook (www.protetoras.com.br) e comecei a me dedicar profundamente a causa. Obviamente que isso ferrou o restante da minha vida e minha conta bancária e tive que diminuir o ritmo (hoje tenho apenas 6 resgatados em tratamento aguardando adoção). Mas o mais fantástico disso tudo foi quando resgatamos 6 filhotinhos de 40 dias, muito magros e sem pêlos por causa de sarna. Eram 6, morreram 2 (e sofri tantoooo), e os outros 4 tiraram a sorte grande e foram adotados (um deles foi devolvido recentemente, depois de 6 meses pobrezinho). Um deles, uma fêmea, foi adotada por nós. Ela mudou a nossa vida, a do Mike e a de toda nossa família.

Os 6 filhotes quando resgatados. A do meio de olho azul e o beginho (Pingo) morreram. Os 2 pretinhos de trás são Benjamin (que virou Tigrão) e Becca (adotada por mim). O pretinho da frente à esquerda é Tico (que virou Rufus) mas foi devolvido esta semana, então mudamos o nome para Pluto (ele é gêmeo da Becca, incrível). A da frente à direita é Dedéia que foi adotada e vive feliz da vida com seis 8 irmãos.

Aqui estão eles (já eram somente 5), doentinhos.

Esse era o Benjamin, todo judiado por causa da Sarna. Demos o nome de Benjamin pois ele parecia o Brad Pitt naquele filme Benjamin Button, que nascia velhinho, rs.

E essa é a minha princesa Becca, quando estava internada no hospital.

E agora ela, já bonitona, quando veio alegrar a nossa vida.

E agora fotos dela e do Mike atualmente. Eles se amam de um tanto que é a coisa mais linda de se ver.

Aqui com o papai:

E os dois lindos da minha vida!!

Somos uma família linda e muito feliz.

Além disso, mamãe fechou o boca e mandou alguns 9 kilos para a pqp. Faltam alguns vários, mas devagar e sempre chegaremos lá.

No trabalho a vida virou do avesso. Este era o ano do baby, mas agora só 2012. A minha equipe se desfez, um foi estudar fora, o outro saiu da empresa, a carga de trabalho triplicou, chefe novo, etc. Enfim, uma doidera.

O que amei deste meio de proteção não foi só salvar vidas (cada caso que nem dá para contar de tão triste!!), mas sim as amizades que fiz. Olha elas aí. São tão especiais, vivem no meu coração.

De resto tudo continua na mesma, muitas viagens e lugares maravilhosos. Com o tempo venho contar para vocês. Mas uma foi especial, olha quem conheci!

Agora já posso voltar a postar com mais frequência né gente? Espero que vocês continuem por aqui, para ouvir o monte de baboseira que eu escrevo!

E vamos lá, porque junho já tá aí!

Beijocas!!!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Um coment??rio

Feb 09 2011

Dreams do come true!

Publicado por em Dia a Dia

Lembram deste post sobre meu sonho de consumo?

Pois é, ele se realizou.

Estou amando.

Como se diz no Magic Kingdom (Disney):

DREAMS DO COME TRUE!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Um coment??rio

Feb 03 2011

Voltando

Publicado por em Dia a Dia

Sim, tô voltando.

Muitas novidades, viagem para contar, resoluções para 2011 e tudo mais que se passou nos últimos meses que estive ausente.

Senti saudades gente, acreditem.

Aguardem que logo venho detalhar tudinho.

Beijocas!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

Nov 17 2010

Caixa LUXO de Natal

Publicado por em Dia a Dia

Mais informações aqui.

Mas não deixe de reservar o seu número, são mais de 65 cosméticos nacionais e importados maravilhosos!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

Sep 01 2010

Biking

Publicado por em Dia a Dia,Dieta

Lá no dia 11 de Maio eu vim aqui relatar para vocês meu primeiro dia de “ciclista” em São Paulo.

Naquela época nem eu botava fé que seguiria em frente.

Comecei com uma bike velha e somente capacete, nada de luz, farol, etc…. Só andava na calçada morrendo de medo de ser atropelada, ia numa leseira só.

E aí que fui tomando gosto pelo negócio, e depois de 1 mês, vi que não era fogo de palha e comecei a investir mais no veículo de transporte. Comprei luz dianteira e traseira, buzininha, etc. Aos poucos fui tomando coragem em alguns lugares e arriscando a rua ao invés da calçada. Depois fui arriscando avenidas, e agora já passo até no meio dos carros onde passam os motoboys, yeah!!!

Para mim tem sido uma terapia. Em dias que não posso ir de bike fico até frustada. É tão bom sair e ver TUDO parado e você lá, curtindo um sonzinho gostoso (só em um ouvido para ficar atenta aos barulhos do trânsito), pedalando e chegando em 10 minutos em casa. Não tem preço.

Recentemente a Ju me emprestou a bike dela, modernosa, e agora eu até opção de marchas tenho. Tudo bem que nunca acerto na troca, e morro de medo dos trancos e barulhos que ouço quando troco a marcha, então nem tenho tentado mudar, kkkkkk!

Eu preciso é tirar fotos. Mostrar meu estilão para vocês, rs.

Mas só queria vir aqui contar que daqui a pouco faz 4 meses que estou nessa, e estou MUITO feliz. Não chego suada no escritório até porque é perto e tem bastante semáforo (onde você descansa um pouco), então dá para vir tranquila. Se você mora perto do trabalho é uma excelente opção.

Quanto ao peso deste corpicho pouco mudou, até porque são 20 minutos por dia apenas, não dá nem para começar a queimar. Mas que faz bem para cabeça, isso sim!!!

Tente você também.

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

Aug 19 2010

Clude da Comédia

Publicado por em Dia a Dia

Ontem fui no Clube da Comédia.

Meio a contragosto porque não gosto de comédia stand up (bem coisa de americano sem graça) e também não gosto de sair de noite durante a semana e deixar o Mike sozinho.

Mas me surpreendi. Demais. Ri sem parar durante 1 hora inteira. Um programão. Super recomendo. Custa R$40,00 e tem toda quarta-feira às 21h no teatro Procópio Ferreira em São Paulo.

Marcelo Mansfield, Oscar Filho, Danilo Gentilli, Andre Bernardes (Porteiro Zé) e outros arrasaram. Eu adoro o Marcelo desde o dia em que vi este vídeo:

Vai lá, é muito legal, você vai amar!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

Aug 05 2010

A felicidade é uma obrigação de mercado

Publicado por em Dia a Dia

Por Arnaldo Jabor

Desculpem a autorreferência, que é vitupério – mas, estou terminando meu filme A Suprema Felicidade, que me tomou três anos, entre roteiro, preparação e filmagem. Agora, sairá a primeira cópia.

Amigos me perguntam: “Que é essa tal de A Suprema Felicidade? Onde está a felicidade?” Eu penso: que felicidade? A de ontem ou a de hoje?

Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava “sacrifício”. Olhando os retratos antigos, vemos que a felicidade masculina estava ligada à ideia de “dignidade”, vitória de um projeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a “felicidade” da família. Mas, quando eu era criança, via em meus parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa tristeza, quase desejada. Já tinha começado o desgaste das famílias nucleares pelo ritmo da modernidade.

Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais “comercial”. A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta “felicidade” infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma “disneylândia” cercada de homens-bomba.

A felicidade hoje é “não” ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos.

O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada vez mais confundida com consumo, como uma “fast-food” da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do produto ou a corrosão dos materiais.

A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, o precursor McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser um objeto de consumo, como um “avião”, uma máquina peituda, bunduda, o homem também quer ser uma metralhadora, uma Ferrari, um torpedo inteligente, e mais que tudo, um grande pênis voador.

A ideia de felicidade é ser desejado. Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo. Não consigo me enquadrar nos rituais de prazer que vejo nas revistas. Posso ter uma crise de depressão em meio a uma orgia, não tenho o dom da gargalhada infinita, posso broxar no auge de uma bacanal. Fui educado por jesuítas, para quem o sorriso era quase um pecado, a gargalhada um insulto.

Bem – dirão vocês -, resta-nos o amor… Mas, onde anda hoje em dia, esta pulsão chamada “amor”?

O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de “olhos de ressaca”, nem o formicida com guaraná. Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.

Uma das marcas do século 21 é o fim da crença na plenitude, seja no sexo, no amor e na política.

Se isso é um bem ou um mal, não sei. Mas é inevitável. Temos de parar de sofrer romanticamente porque definhou o antigo amor… No entanto, continuamos – amantes ou filósofos – a sonhar como uma volta ao passado que julgávamos que seria harmônico. Temos a nostalgia lírica por alguma coisa que pode voltar atrás. Não volta. Nada volta atrás.

Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, temos o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do amor; só restaram as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, motéis, perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o nada. O amor hoje é o cultivo da “intensidade” contra a “eternidade”. O amor, para ser eterno hoje em dia, paga o preço de ficar irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a “prise” não pode passar. Aí, a dor vem como prazer, a saudade como excitação, a parte como o todo, o instante como eterno. E, atenção, não falo de “masoquismo”; falo do espírito do tempo.

Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho mais efêmero. É o fim do “happy end”, pois na verdade tudo acaba mal na vida. Estamos diante do fim da insuportável felicidade obrigatória. Em tudo.

Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Cada vez mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.

Hoje, há que assumir a incompletude como única possibilidade humana. E achar isso bom. E gozar com isso.

Não há mais “todo”; só partes. O verdadeiro amor total está ficando impossível, como as narrativas romanescas. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a trágica substância de tudo, com o não sentido, das galáxias até o orgasmo. Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas esse abismo é também nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida.

Temos de ser felizes sem esperança. E este artigo não é pessimista…

Por mim: alguns acontecimentos há algumas semanas me fizeram repensar MUITAS coisas na minha vida. É um momento introspectivo, onde tenho avaliado tantas coisas, e principalmente, meu conceito de felicidade e meus valores.

Ando reclusa com tudo e com todos, por isso blog ficou abandonado também. É só uma fase, que passa, e me faz maior e melhor. Nunca estive tão serena, tão completa, tão feliz por estar onde estou. Olhar para trás nunca foi tão prazeroso, não olhar para frente nunca foi tão tranquilo. Eu estou meio em transição, como se estivesse entre estações, esperando o trem que vai para outra direção, que me leva para um novo lugar, e nunca tive tanta certeza que ele vai passar. Só estou atenta para garantir que vou embarcar.

Não sei se consegui ao certo passar um pouco do que estou sentindo, mas estou em paz, só reclusa.

Em um mês vi a vida de uma pessoa jovem desaparecer em segundos, conheci a crueldade humana principalmente com mulheres e animais, descobri meu valor como profissional e que não importa o que você faça seu valor nunca é reconhecido, descobri que as pessoas não enxergam mais valores, vi uma história de amor que jurei ser eterna sangrar, vi um outro amor nascer e crescer na direção do infinito, enfim, como não rever seus valores, conceitos e comportamento perante situações assim?
Como um faxina que fazemos em armários vez em nunca, é tempo de fazer faxina na alma. Volto quando der, e explico o que mudou!!!

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

Jun 16 2010

Chá de sumiço

Publicado por em Dia a Dia

Peço desculpas pela ausência mas desde que cheguei de viagem não consegui parar um minuto, colocando as coisas no lugar, curtindo o Mike, etc etc etc… estou no Sul a trabalho, e prometo que quando voltar vou colocar no ar a série de posts sobre França e Londres. Prometo!

Beijos

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

May 27 2010

Esse é o país em que vivemos!

Publicado por em Dia a Dia

*CARTA PUBLICADA NO ESTADÃO *
Carta-resposta de um Juiz ao Presidente Lula publicada no Estadão.
Veja a carta que um juiz colocou no jornal de hoje:
Carta do Juiz Ruy Coppola (2º TAC) .

*Mensagem ao presidente! *

Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, o trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo
Tarso, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para ‘meter a mão na decisão do juiz’, mas
para abrir a ‘caixa-preta’ do Poder… Vi também V. Exa. falar sobre ‘duas
Justiças’ e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça.
Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre
presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato.
Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks.

Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora.
Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam
sobre ela.
Basta ao presidente mandar seu amigo Tarso tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado.

Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados.

Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa.. foi eleito para isso.
Sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25,00 do Bolsa-Escola , tinham voltado para aquela vida (??)
insólita simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola .

Como se pode ver, Sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis
inconsistentes e brandas (que seu amigo Tarso sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco) .

Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o Sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria
dos casos, de má-fé.
Temos os precatórios que não são pagos..
Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, Sr. presidente). Não temos medo algum de qualquer controle externo, Sr. presidente.
Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu
amigo Tarso, ele explica o que é).
De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
Evidente que V. Exa. usou da expressão ‘caixa-preta’ não no sentido pejorativo do termo.
Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes.
Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado.
Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma
‘escova’. Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder
Executivo é bem maior do que a nossa.
Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio.

P.S.: Dê lembranças a ‘Michelle’. (Michelle é cachorrinha do presidente que
passeia em carro oficial)

Ruy Coppola, juiz do 2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo,
São Paulo

Share on TwitterShare on TumblrSave on DeliciousShare on MyspaceShare via email

Nenhum coment??rio

pr??ximo »