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fev 11 2013

Sarah 9 meses

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Nesta semana que passou minha pequena completou 9 meses. N-O-V-E. Posso chorar?
Está passando tudo tão rápido, já estou tão saudosa, às vezes até triste. Fico pensando nos momentos que deixei de curtir (como no início que tive depressão pós parto, minha maior dor por tudo que perdi), nos momentos que estou perdendo quando estou trabalhando, se estou aproveitando efetivamente a maior parte do tempo da minha filha e não estou prejudicando a vidinha dela com minhas ausências. Bom, mas isso é assunto triste e vamos falar de coisas boas.

Nesta semana teve também pediatra, e a minha pequena gigante está medindo 73,5 cm. Nos seus 9 meses de vida ela cresceu 21 cm!!! Sempre acima da curva de altura, está um pouco abaixo da média no peso, 9,040 kg. Espero que continue assim, comprida, esbelta e MAGRA kkkkkk. Cheia de saúde, com seu primeiro dentinho incisivo inferior direito que nasceu no dia 25 de janeiro, 3 dias depois dela começar a engatinhar. Está cada dia mais “nervosinha”, mostrando seu gênio forte…. Ai se não dá o que ela quer, fica vermelha de raiva e chacoalha os bracinhos. E eu dou risada da cara dela, porque estou LONGE de ser dessas mães que não dão limites aos filhos. Mas cada dia que passa percebo que lido com uma pessoinha e não um bebê que tem apenas necessidades fisiológicas. É uma pessoinha que começa a explorar o mundo, a testar seus limites e os limites do papai e da mamãe. Uma pessoinha que já começa a saber do que gosta, do que quer.

Foi também no final do oitavo mês que baixamos o primeiro nível do berço, e menos de uma semana depois, baixamos mais um pois o primeiro não foi suficiente. Sarah já fica em pé no berço, já nos chama sentada na beirinha do berço, na beirinha que fica bem perto da porta por onde ela já sabe que vamos entrar. Ela acorda e fica lá nos chamando, e quando entramos no quarto, corre para as grades do berço tentando ficar em pé já dando os bracinhos para pegá-la no colo. Acho que esse é o momento mais especial do dia para mim, pegá-la no colo, dar um abraço gostoso e um beijinho naquele cangote com o cheiro mais gostoso do mundo.

Tem horas do dia que ela engatinha ao meu encontro… Em outros momentos já me empurra quando eu tento beijá-la e abraça-la. Não consigo mais ter momentos de mamãe e bebê com ela, colo nem pensar…. Ai gente, isso dói…. Por que nem um livro fala sobre isso? Por que todas as mães escrevem sobre o desenvolvimento dos seus filhos como se fosse maravilhoso vê-los crescer tão rápido? Claro que quero que Sarah cresça e se desenvolva perfeitamente bem, mas não estava preparada para esta velocidade toda. Daqui a TRÊS meses minha filha completa UM ANO! Como pode isso? Meu corpo ainda não se recuperou da gestação, ainda uso algumas roupas da gravidez e em poucas semanas não comemorarei mais mesversários e terei uma criança andando pela casa. Por que ninguém me preparou para isso?

Olha eu falando de coisa triste de novo…. Eu para perceber que o negócio aqui está complicado né? Kkkk

Sarah já engatinha muito rápido pela sala toda…. Adora brincar de pega-pega. Se eu falo “vou te pegar”, ela já sai engatinhando correndo pela sala dando muitas risadas. Adora quando jogo ela para o alto, quando brincamos de serra-serra, quando faço cócegas na sua barriga. Como qualquer criança da sua idade, está cada dia mais apaixonada pela galinha pintadinha. Ama quando o desenho começa. Quando toca qualquer música, ela começa a dançar. Quando alguém fala “alô”, ela coloca a mão no ouvido, já bate palminhas quando canta,os parabéns, aprendeu a mandar beijos…. É uma gracinha melhor que a outra, apaixonante.

Ela continua comendo bem, mamando bem, dormindo bem, com muita saúde. É apaixonada pela babá (e a babá por ela), e isso fica claro quando eu chego do trabalho, ela fica feliz mas logo começa a procurar a Vó Nair….. Eu fico feliz e tranquila por saber que ela ama alguém que cuida dela com tanto amor, carinho e paciência quanto eu cuidaria, ou muito melhor do que eu cuidaria…. Mas claro que como toda mãe fico com medo dela me amar menos, dela não saber que eu sou a mãe dela… Pode parecer bobeira mas qual mãe não sente isso?

Ela continua usando fraldas M, mas ainda que não estejam pequenas, tem vazado xixi algumas vezes, o que me gera a duvida se devo mudar para o tamanho G. Roupas de 9 meses estão pequenas, as de 12 meses estão cabendo melhor. Ela já aprendeu a abrir e fechar gavetas e armários, e só as travas salvam nesse momento!! Aliás, adaptei minha sala inteirinha para ficar a prova de crianças. Ela não consegue sair da sala pois a porta da cozinha e do corredor para os quartos tem portãozinho (que na teoria seria pra os cachorros, rs), então tratei de travar todas as portas dos moveis, as gavetas, proteger as quinas, tirar coisas pequenas e fios do alcance, etc. Isso é muito importante pois eles engatinham muito rápido e quando viramos o olho lá estão eles aprontando alguma.

Ela já sabe nos chamar, ainda não fala mamãe mas já me chama do jeito dela. Detesta ficar sozinha, é só nos ver saindo do ambiente que engatinha correndo atrás. Continua louca por qualquer celular e controle remoto. Continua dormindo sempre abraçadinha numa fraldinha e enroscada em uma almofada.

No dia 2 de fevereiro fez sua primeira aula de natação e como amante de água, AMOU a aula. Já fez a segunda e sempre gosta muito. A aula é com o papai para eles terem um momento só deles!

Vamos às fotos, vídeos e tudo mais que é mais legal que esta mãe chorosa?

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jan 31 2013

Para acompanhar a dentição do seu bebê

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No dia 24/01 nasceu o primeiro dentinho da Sarah. Tão gostoso ver minha filha crescendo!

E daí que gosto de anotar tudo, e só anotar qual dente nasceu quando achei meio complicado pois não sei o nome de cada dentinho, então saí pesquisando e encontrei no site da Colgate esse mapa maravilhoso da arcada dentária e resolvi imprimir e colar no caderno de anotações da Sarah, marcando em cada dente a data em que ele nasceu.

Achei o máximo! Fica a dica para as mamães que quiserem guardar a recordação também.

É só clicar neste link aqui.

Veja as imagens abaixo para entender um pouco também sobre este desenvolvimento no seu bebê.

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jan 07 2013

Sarah 8 meses

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Sábado Sarah completou 8 meses.

Como passa rápido. Montei uma mini retrospectiva. E já deu saudades. Eu não tenho mais um bebezinho, e sim um bebezão. Aliás um bebezão que começou a colocar as garrinhas de fora. É um tal de reclamar, chorar, etc. Eu sou muito bravo e não dou corda, mas tem horas que tá difícil viu?

Com 8 meses vamos aos fatos:

– Já está sentando super firme, não cai mais.

– Se arrasta pelo tablado, já fica na posição de engatinhar mas só vai para trás.

– Está comendo bem melhor, devora as papinhas depois que comecei a batê-las no liquidificador, percebi que ainda não estava pronta para comer amassadinho somente.

– Intestino funciona maravilhosamente bem.

– Aprendeu a fazer tchau com a maozinha, coisa mais linda.

– Está começando com a ansiedade de separação, não posso sair da vista dela que abre o berreiro, o que para nós é difícil aceitar já que ela nunca chorou.

– Adora esconder a cara com um pano, é só a mamãe pegar a fraldinha na mão que ela fica toda ouriçada e já aprendeu colocar ela mesma a fralda na cabeça.

– O brinquedo preferido é aquele que ela não pode pegar, isto é, qualquer coisa que esteja na sua frente e não seja dela, rs. Mas sobre seus brinquedos, o que mais gosta é uma torre de argolas da Fisher Price. Ela ama quando eu coloco as argolas para ela arrancar todas.

– Quer pegar tudo que vê pela frente.

– Grita muito, aprendeu que tem voz e adora ouvi-la.

– Ri para os cachorros, tenta pegar as patas deles, mas ainda não curte as lambidas.

– Continua dormindo bem a noite.

– Nem sinal de dente ainda.

– Reclama horrores quando é deitada no trocador, não aceita mais ser tratada como um bebê, kkkk.

– Adora banho, piscina e qualquer coisa que tenha água.

– Conheceu o mar e adorou sua piscina de cogumelos que mamãe comprou.

– Tira e põe as chupetas com facilidade.

– Segura a mamadeira sozinha, e quando não quer mais levanta a mamadeira para pingar leite tudo nela e se diverte com isso.

– Adora dormir comigo na cama durante a tarde, fica fazendo carinho no meu rosto antes de dormir. Amo o hálito dela, o seu cheirinho de bebê, é encantador.

– Papai está a cada dia mais apaixonado por ela.

– Ainda não fica em pé quando tentamos levanta-la.

 

Essa fase é muito gostosa apesar de cansativa, pois ela não para e as sonecas durante o dia estão cada vez mais escassas e rápidas. Esse final de ano para mim, 15 dias cuidando dela direto e sem empregada, acabaram comigo. Estou mais cansada do que nunca, e aprendi a dar muito valor nas mães que optam por ficar em casa cuidando dos filhos, pois é MUITO CANSATIVO. Estou dando graças a Deus que minha rotina voltou ao normal, que posso trabalhar, tomar banho sem prazo, passar meus cremes, tomar café, almoçar e jantar no horário, sem pressa, escovar os dentes quando acordo e não às 3 da tarde, não viver um ser de pijama descabelado comendo errado o dia inteiro. UFA. Olha, trabalhar fora é mais fácil, mas muito mais fácil do que ficar em casa…… Mas tem o outro lado que é o stress. Me estressei várias vezes com ela, cheguei a perder a paciência algumas vezes, o que nunca acontecia quando estava trabalhando…. então não sei o que é melhor ou pior para a criança, só sei que o trabalho é infinitamente maior para quem fica em casa, e muito maior para aquelas que ficam com a criança e não tem empregada. Jesuis, Deus te abençoe filha se esse for o seu caso, rs.

Vamos às fotos?

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dez 17 2012

Sarah 7 meses

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E eis que meu bebê completou 7 meses há quase 15 dias e eu nem escrevi nada aqui, nem no diário que escrevo para ela, nem dos 6 meses, nem nada nos últimos quase 2 meses.

Foram tão intensos…. Chega até a doer no peito a saudade que eu já sinto tão forte de não ter mais um bebezinho em casa. O que eu tenho agora é um bebezão, que se arrasta pelo chão, que canta, grita, gargalha, presta atenção em tudo, fica sentadinha, ensaia engatinhar.

Com 7 meses vamos nos atualizar sobre Sarinha?
– continua dormindo bem, não aguenta muito ficar acordada depois das 20h, por mais que eu tente, não aguenta. Até nisso puxou ao pai….. Acorda sempre por volta das 6:30, vai direto.
– faz muito cocô, e cada vez mais fedidos devido a comida.
– ama banana, bolacha de maisena e suco de laranja lima. Papinha come menos, está se acostumando ainda.
– faz a maior festa quando chego de manhã no berço, ou quando chego a tarde do trabalho.
– já olha para aporta para ver quem chegou quando escuta barulho de chave.
– não liga muito para tv.
– presta atenção em tudo, tenta imitar a gente em tudo.
– fica sentada super firme, deita e rola e se arrasta para chegar em qualquer coisa que ela queira.
– já segura a mamadeira sozinha grande parte do tempo.
– está comprida, deve estar com mais de 70 cm, e pesamos neste domingo 8,650 kg.
– tira e coloca a chupeta.
– adora brincar de “achou”.
– parece uma bonequinha quando coloco vestidinhos.
– poe tudo que puder na boca, quer pegar tudo, outro dia andando na rua no meu colo, ela tentou agarrar o poste, kkk.
– ama os cachorros, preciso postar os vídeos dela no youtube com eles.
– nada de dentinhos ainda, não tira a mão da boca, mas até agora nada. Semana passada ficou enjoadinha e com diarréia, mas acho que era só uma virose, que derivou para um resfriadinho e pela primeira vez vi minha filha dodói só querendo colinho de mamãe e chorando sem razão.
– está começando a bater palminhas, ainda descoordenada, mas é encantador.
– está cada dia mais cabeludinha.
– ama fazer carinho no nosso rosto, e eu morro de amores.
– conquistou de vez o coração do pai, que morre de amores por ela também.
– segundo a empregada, ela fica bem o dia todo, quando dá umas 16h ela fica amoadinha, olhando para porta, como se esperasse mamãe chegar.
– acorda de manhã e fica quietinha uma meia hora no berço, se eu não apareço, ela começa a me chamar.

Acho que é isso, devo estar esquecendo de mil coisas mas não tem sido fácil minha rotina. Consigo sair do trabalho por volta das 18:15 e venho correndo para casa para poder ficar com ela já que umas 19:30 começa ritual do sono. Para tal, comprei uma suzuki (burgman) que estou aprendendo a dirigir e vivendo grandes aventuras.

Chego em casa e fico brincando com ela no tablado (maravilhoso por sinal, são 8 quadrados de 60 x 60 coloridos por 79,00 que comprei no Sam’s Club) até cansarmos. Damos muitas risadas, beijinhos, abraços, cantamos juntas até ela começar a choramingar e coçar o olho. Aí é hora de trocar fralda, dar tetê e colocá-la no berço, e em menos de 5 minutos ela capota.

Aí é hora de ligar o laptop e voltar a trabalhar, muitas vezes até 23:30. Fora os dias que tenho ginástica, manicure, drenagem, supermercado, marido para cuidar, cachorros para passear, cozinhar, estudar para o MBA, UFA!!!!! Deu para entender meu sumiço? Nos dias que não tenho nada de urgente, vou direto para a cama, muitas vezes antes das 21h. O que tem acontecido sempre, e me impede de escrever aqui.

Estou feliz com meu trabalho novo, é sempre bom aprendermos coisas novas, conhecer gente nova, se sentir útil e competente. Junto a tudo isso, regime virou parte constante da minha vida. Mas já consegui mandar uns 5 kg pro espaço, mas nada de comemorar, ainda faltam 7!!!!!

Enfim, eu tenho saudades daquele bebê que mamava no meu peito e dormia no meu colo, mas jamais podia imaginar que cada dia que passa fica mais delicioso o convívio com a minha filha. É maravilhoso pode acompanhá-la, ver seu desenvolvimento dia a dia, poder dar muito amor, carinho e segurança a ela. Realmente é maravilhoso ser mãe.

Vamos às fotos?

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out 25 2012

Ser mãe é viver com culpa

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Ser mãe é viver com culpa. Essa frase tão difundida por aí só é compreendida depois que você se torna uma.

Tive o privilégio de acompanhar até agora (5 meses e 15 dias) o desenvolvimento da minha filha. É delicioso e impressionante como a cada dia eles se desenvolvem, aprendem algo novo, interagem mais, começam a mostrar suas vontades. É muito bom poder viver tudo isso de perto. E quando nas poucas horas de trabalho do meu dia (4h) eu perdia alguma coisa que a babá me contava quando eu chegava, eu ficava toda tristonha por ter perdido a mais nova façanha da minha pequena.

Eu ainda teria esse esquema de trabalho de somente 4 horas diárias até o final do ano. Teria se eu não tivesse optado por buscar um trabalho melhor e mais próximo de casa. Eu consegui, e começo na segunda-feira.

E aí vem a culpa. E a dor de perder momentos especiais. Tenho acompanhando o primeiro sorriso, a primeira gargalhada, a primeira virada de lado, o levantar do pescoço, o sentar, ter equilíbrio, a primeira fruta, suco, etc. Poxa, será que serei eu quem verá o primeiro dentinho? Será que serei eu quem dará a primeira papinha salgada? Será que todo santo dia quando eu chegar, a babá vai me contar uma nova façanha da Sarah e eu vou ficar torcendo para ela fazer novamente para eu ver? Será que ela vai lembrar de mim? Será que eu vou conseguir ser uma MÃE para ela?

São tantas questões, tantas dúvidas, nunca sei se estou fazendo o certo ou errado. Infelizmente eu não posso parar de trabalhar, se pudesse, com certeza pararia até ela fazer 1 ano. Mas nossa condição financeira não permite. Eu preciso trabalhar pelo dinheiro, e porque também não dizer, minha realização pessoal?

Outro dia ouvi uma executiva de sucesso contando sua história, que no começo da sua carreira ganhava 850 reais e pagava 650 para a babá olhar sua filha. E todos se perguntavam porque ela trabalhava para não sobrar quase nada e deixar sua filha com outra pessoa, e ela respondeu que era pela satisfação pessoal dela, e que ela estando realizada poderia ser uma mãe muito melhor para sua filha, que aprenderia desde cedo a ter auto-confiança tendo como exemplo uma mãe feliz e realizada.

Eu concordo com isso. Acho que a maioria das mães que ficam em casa são frustadas. Minha mãe foi assim. Óbvio que existem exceções, mas para mim no geral são mulheres frustadas, e que tem baixa auto estima, já que poucos são os maridos que consideram cuidar de filhos e casa uma profissão, eles vêem como obrigação e acham que não dá trabalho algum. Ai de você se reclamar que está cansada e teve um dia difícil, a resposta que vem é: ” mas você ficou em casa o dia todo!”.

Mas por outro lado, qual a quantidade de tempo que uma mãe que trabalha pode se ausentar? Infelizmente não existem estudos ou comprovações científicas sobre o assunto. Cada um fala uma coisa. Eu não sei dizer o que terá um impacto pior em minha filha, se ter uma mãe frustada mas presente ou uma mãe ausente mas realizada. É o tal do quantity time x quality time. Dizem por aí que o que importa é termos quality time com a criança, ou seja, nas poucas horas que ficar com ela, que sejam intensas. Que uma mãe que dedica 30 min do seu dia para brincar com a criança, interagir, dar atenção e amor, sem celular, tablet, tv, etc por perto, vale muito mais do que uma mãe que fica em casa o dia todo mas que liga o DVD da Galinha Pintadinha, Baby Einstein, Discovery Kids, etc, para a criança ficar quieta e não dar trabalho, ou seja, não demandar sua atenção. Será que as mães que ficam em casa dedicam tempo de qualidade às suas crianças? Será que elas tem mais paciência ou é o contrário?

Por que não temos essas respostas? Todas essas dúvidas só nos trazem mais angústia, mais culpa. Seria tão mais fácil se soubéssemos o que é melhor para os nossos filhos não é?

Recentemente li o livro “A Criança Terceirizada”, do pediatra José Martins Filho.

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Eu devorei esse livro em menos de 2 horas. Foi uma leitura torturante, mas construtiva. Ele não diz que as mães não devem trabalhar. Mas ele mostra o que as mães que trabalham não podem deixar de fazer. Super recomendo essa leitura. Ajuda muito. Quem não tiver como comprar o livro, entre no Youtube e jogue o nome do livro que tem uma entrevista deste pediatra falando sobre alguns temas que ele aborda no livro. Na verdade eu vi o vídeo primeiro e me interessei em ler o livro. Vale a pena.

Esse pediatra critica a questão do quality time. Ele diz que não adianta dar tempo de qualidade para a criança se for pouco tempo, que a criança precisa da presença dos pais para os guiar, ensinar, amar. Ele diz por exemplo que se você trabalha perto de casa, tente alguns dias da semana almoçar em casa, se não puder, faça uma refeição (café da manhã ou jantar) com a criança. Ela precisa entender o referencial de família. Ele critica muito a forma como os pais hoje em dia cultivam as relações com seus filhos. Ele cita uma criança que quando perguntada se seus pais a levavam para passear no final de semana, ela respondeu que sim, que iam ao shopping e ao supermercado juntos. Ele afirma que isso não é passeio, isso não é dar atenção para a criança. Um supermercado é atividade de adulto (chata por sinal), e não é porque você está levando a criança junto que você está dando atenção para ela. O mesmo vale para os pais que levam filhos ao shopping pois não aguentam mais as crianças pegando fogo em casa no final de semana. Oras, elas são crianças, querem brincar, querem atenção de seus pais, e não que os mesmos os levem a um shopping onde as crianças vão se distrair e eles não precisarão dar atenção aos seus filhos.

Para ele o que tem que ser feito é dar atenção de verdade para o seu filho. Levar num parquinho, andar de bicicleta, fazer um castelo de areia, montar um quebra cabeça. Gente, essas eram as atividades que nossos pais faziam conosco. E somos ou não uma geração (quiçá a última) que se gaba de ter tido infância de verdade? Quantas crianças hoje preferem ganhar um video game a uma bicicleta? Não seria a maioria?

Enfim, estamos entrando num outro ponto de discussão aqui. Mas o que eu quero dizer disso tudo é que a decisão de trabalhar ou não é difícil sim, gera culpa sim, mas ela não deveria ser o nosso foco, mulheres. E sim se estando muito ou pouco tempo com nossos filhos estamos realmente sendo PAIS, ou se estamos terceirizando a nossa responsabilidade. Quantas mães que conheço que não trabalham, ficam em casa, mas tem babá que troca, dá banho, dá comida, brinca, etc com a criança? Será que essa criança é mais privilegiada que a minha por ter sua mãe o tempo todo em casa mas terceirizando os cuidados para com ela?

De uma coisa eu tenho certeza: não terceirizo minha filha. Enquanto eu estou trabalhando concordo que sim, mas enquanto estou presente, assumo integralmente a minha função de mãe. Já estou adaptando os horários da Sarah para ela estar acordada no horário de almoço e tentarei vir o máximo de vezes possíveis em casa. Também estou tentando esticar o horário dela dormir, que é 19:30, ela não aguenta muito depois disso, mas como devo chegar em casa entre 19 e 19:30, o ideal seria que ela dormisse por volta de 21h, assim teríamos mais tempo juntas. Vamos ver se consigo.

E sempre que estou em casa, eu exerço plenamente meu papel de mãe. Sou eu quem troca, quem banha, quem poe para dormir, quem brinca, quem faz a mamadeira e a papinha, quem alimenta. Isso principalmente quando a babá está. Eu sou a mãe e eu sou responsável pelos cuidados para com a minha filha. A babá só cuida quando eu não estou presente. Lógico que meu marido divide tarefas comigo quando está em casa, mas de resto sou eu mesma. Durante a minha ginástica, drenagem, manicure, ela está sempre ao lado. Se ela chora, paro o que estou fazendo, nada de chamar babá. Outro dia fui na minha ginecologista sozinha com ela. Era cada olhar na recepção das demais mães que ali estavam, ou sem os filhos, ou com eles mas a babá a tiracolo. Eu não quis saber, levo ao pé da letra o “quem os pariu que os balance”, levei ela comigo e ela ficou quietinha no bebê conforto enquanto a médica me examinava.

No meu bairro tem diversos restaurantes e cafés, sempre cheios de pais, crianças e a babá junto. Acho isso um absurdo. Primeiro pela falta de privacidade, pela falta de convívio familiar, por mais íntima e amada que a babá seja. Segundo porque tenho vontade de esganar esses pais que prezam muito mais a tranquilidade de uma refeição a estar 100% com seus filhos. Ah dá trabalho? Então porque foi ter filho? Quantas babás caminhando bem cedo com os carrinhos e os bebês. Onde estão essas mães? Aproveitando algumas horinhas de sono? Que DÓ dessas crianças.

Consciência tranquila que estou sendo a melhor mãe para a minha filha eu tenho. Mas isso não significa que eu não tenha culpa, dúvidas e insegurança. Será que o que faço é suficiente? Será que um novo emprego onde preciso me provar não vai comprometer o que ofereço atualmente para ela?

Acho que nem eu nem ninguém pode responder a essa questão. Aliás, tem alguém sim. O tempo. Só ele vai dizer o impacto que a minha ausência causou em minha filha e também em mim. Até eu ter essa resposta, vou dar o melhor de mim para minimizar as consequências dessa minha ausência, pode ter certeza.

Será que tá dando certo?

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out 14 2012

Fotos do Nascimento Sarah

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Fiquei devendo as fotos, eu sei.
As fotos são do fotógrafo da maternidade. apesar de um pouco caro, achei que valia a pena. Quanto ao vídeo, achei absurdo pagar. Meu marido filmou e ficou ótimo. Choro sempre que assisto…. Kkkkkk

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out 14 2012

Sarah 5 meses

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Com mais de uma semana de atraso, vamos ao post sobre os cinco meses da minha princesa. Em parte foi ate bom ter esperado uns dias para escrever, pois ela se TRANSFORMOU nessa semana que passou.

Com cinco meses Sarah pesava pouco mais de 7 kg (não teve consulta médica esse mês).
Vamos aos fatos:

– continuou a odiar sucos de qualquer natureza, que introduzimos no quarto mês. Não gostou de nenhum, insistimos e nada, o máximo que já tomou foram 20 ml.
– por causa do ódio mortal dos sucos, tentei as papinhas de frutas. O-D-I-O-U banana amassada, maça e pera raspadinha. Só me resta o mamão mas tô perdendo as esperanças.
– parei de vez de amamentar no peito, não aguentava mais ela me empurrando, mamando 1 minuto no máximo. Tirei muito leite e congelei o suficiente para 2 meses, o que garantirá que ela tomará leite materno até o sexto mês.
– já está mais firminha, fica sentadinha com apoio, sozinha ainda não. Tem melhorado a cada dia, deixo ela sentada no bumbo e ela fica um tempo brincando. Acho que é questão de dias dela sentar sozinha totalmente.
– se mexe muito no berço, sempre acorda na outra ponta e virada.
– continua dormindo a noite toda, mas tem acordado mais cedo, tipo 6:30 NO MÁXIMO. Tô sofrendo gente.
– grita horrores, conversa muito. Já vocaliza duas palavras: “ai ai ai” e “mã mã mã”.
– põe tudo na boca, já está conseguindo usar os milhares de mordedores que comprei para ela.
– faz uma festa infernal para a mamadeira.
– aprendeu a esticar os bracinhos pedindo colo, IMPOSSÍVEL resistir.
– gargalha muito quando eu beijo o pescoço dela.
– já consegue puxar a fraldinha que coloco o rosto dela, em seguida eu digo “achou” e ela morre de rir.
– presta muita atenção nos cachorros.
– AMA o pai, é louca por ele.
– já tenta levantar sozinha quando no balancinho, e quando está no trocador e vou erguê-la ela já levanta o pescoço.
– aprendeu a tirar a chupeta da boca, mas quase nunca consegue colocar de volta do lado certo, é engraçado.
– faz a maior festa quando eu chego de manhã no berço.
– usa fraldas M.
– tem acordado a noite chorando, só coloco a chupeta e volta a dormir.
– é pirada com o meu celular. Tenho usado muito o ipad com ela, tem apps incríveis, os da fisher price são ótimos, mas ela não consegue ficar muito tempo concentrada, dispersa logo.
– continua com dedo na boca o tempo todo, passei a mão na gengiva e não me parece que vai sair dente, mas vai saber.
– adora se olhar no espelho.
– continua amando tomar banho.
– mama muito.
– já se vira sozinha na cama ou no berço.
– é muito risonha, qualquer pessoa na rua que olha para ela é motivo para abrir aquele sorrisão banguela.
– já tem cabelos suficiente para prender lacinhos. Os fios são bem fininhos (como os meus), então ficam espetados fazendo ela parecer o cebolinha, kkk.

Voltando ao atraso para escrever este post, há mais ou menos 1 semana Sarah tem andado MUITO chata. Chorona, manhosa, chata mesmo. Tem horas que nada resolve, nem colo, nem banho, nem brinquedo, nem mamadeira. Cheguei a pensar que fosse dente, mas não estou certa disso. Está me parecendo mesmo que ela está colocando as asinhas de fora, começando a mostrar sua personalidade (nada fácil), suas vontades. Será que é isso ou será que o nascimento dos dentes causa essa mudança de personalidade mesmo?

Reparei que ela tem mamado menos, mas pode ser por causa das tentativas de suco e frutas entre as refeições. Tô meio perdida. Tem horas que tenho certeza que é manha ou birra, pois ela está chorando sem lágrimas, eu olho para ela meio séria, com cara meio de brava, e ela pára com a birra e abre um mega sorriso. Sem vergonhice né?

Será que é dente ou é a personalidade aflorando? Quem aí já passou por isso e pode opinar? Caso seja personalidade mesmo, como devo agir nesta fase? Ela já entende que está testando limites? Posso ou não me render às birras? Não gosto de deixar chorando mas tem horas que tá difícil viu? Tô meio perdida gente, me ajuda?

Vamos às fotos?

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out 02 2012

Papinhas de frutas

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Sarah continua rejeitando todo tipo de suco, um horror. Fiquei frustada, rs.
Ela empurra a mamadeira, não quer de jeito nenhum. Foram duas semanas de tentativas. Cansei, rs.

Como na sexta ela completa 5 meses, que é a idade que a pediatra liberou papinhas de frutas, resolvi antecipar e fazer o teste.

E ontem de manhã dei a primeira papinha de frutas, ou melhor, a primeira refeição sólida da vida dela. Começamos com banana bem amassadinha. Tivemos mais sucesso que com o suco, ela até comeu bem pouquinho, mesmo fazendo muitas caretas. Percebi que ela não sabia muito o que fazer com a língua, com aquela coisa “sólida”, e isso era o mais complicado para ela, e não o gosto.

Quando a tarde caiu, resolvi tentar denovo. E não é que ela comeu mais um pouquinho? Foi quase meia banana inteira. E mamãe ficou feliz. Feliz porque ela comeu e feliz porque pude estar presente neste momento tão especial da vidinha dela. É maravilhoso podermos acompanhar o desenvolvimento de um filho. A melhor decisão da minha vida foi antecipar meu retorno ao trabalho e em troca conseguir um horário flexível para acompanhar esses momentos tão especiais.

Hoje vamos tentar maça raspadinha, amanhã pera. E assim vamos.

Já entrei na internet e comprei correndo algo que não tinha comprado nos US: babadores de plástico e silicone (achei este post aqui super legal sobre o assunto). Cada refeição detona um babador de pano, assim não vencemos. Li em diversos blogs que nesta fase o de silicone ainda é um pouco duro, que o melhor é usar de plástico. Por via das dúvidas comprei os dois, rs. Fica a dica para as mamães que farão enxoval lá fora: comprem babadores de plástico e silicone, pois lá fora é mais em conta. Outra coisa que não comprei foram pratinhos e colheres de silicone, vou atrás disso também, mas aqui no Brasil temos opções boas e baratas, mas quem puder trazer de lá também, é melhor. Vi na internet esta colher da Avent (imagem abaixo) que entorta para qualquer lado, não é o máximo?

Fiquem com a foto da minha pequena, comendo sua primeira bananinha.

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Quero muito esses pratinhos, será que encontro aqui pra vender num preço razoável?

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UPDATE: encontrei tanto a colher como o kit acima para vender no submarino, links abaixo. Recebi um comentario aqui no blog (obrigada Marcela) dizendo que essa colher que entorta nao e legal pois a crianca derruba tudo. Infelizmente eu fui apressada e comprei. Depois venho aqui contar se tambem tive uma experiencia ruim.

Clique aqui para comprar a colher.

Clique aqui para comprar o kit.

Encontrei essa outra colher da Avent que parece ser uma boa opcao também, a um preco mais em conta. Alguém testou e sabe dizer se e boa?

 

 

2 coment??rios

set 20 2012

Começamos com o suco de frutas!

Publicado por em Filhos

Hoje Sarah tomou pela primeira vez algo diferente de leite. Após a consulta de ontem com a pediatra, introduzimos de uma a duas vezes por dia o suquinho de frutas.

Começamos hoje com o suco de laranja-lima. No começo ela fez cara feia, empurrou a mamadeira, mas em seguida ofereci novamente e ela começou a sugar. Acho que apesar de ter estranhado, ela gostou. Não tomou muito (cerca de 20 ml), mas também não estava com muita fome. Quando ela acordar da soneca da tarde, pedi para a babá tentar denovo ao invés de dar leite.

E vim para o trabalho tão saudosa, pensando como meu bebê tá crescendo rápido. Vim pensando também como foi maravilhoso estar presente alí naquele momento tão especial da vida dela, onde algo diferente adentrou seu mundinho. E fiquei pensando nas papinhas de frutas, depois as salgadas, na primeira engatinhada, andada, etc. Como daria tudo para não perder nada disso. Como é difícil a vida da mãe que trabalha.

Todo os dias quando chego a babá comenta alguma coisa nova que ela fez. Mas como fico com ela metade do dia (só trqabalho 4 horas), eu sempre acabo presenciando a tal novidade. E aí penso como será quando voltar a trabalhar full time…. eita que ser mulher mãe e profissinal é bom, mas dói muito. É um exercício constante de “jogo de cintura”, não só para conseguir conciliar tudo mas para aguentar abrir mão de coisas importantes o tempo todo, seguir em frente e não deixar a peteca cair.

Mas voltando ao assunto pediatra, ontem foi dia de consulta. Sarah com 4 meses e 14 dias pesou 6,750 kg e mediu 66 cm. Minha saracura, super comprida e esbelta. Ela não é gordinha, mas em compensação é muito comprida. E tá tudo bem com ela. E ela fez a maior bagunça na consulta.

Ela está outro bebê. Impressionante como eles mudam rápido. Algumas novidades:
– já levanta a cabeça querendo sair do carrinho
– já segura as coisas com firmeza
– grita e conversa horrores, se diverte com a própria voz
– faz a maior festa quando vê o pai, e esse já está um babão total, louco por ela, ainda mais quando ela chacoalha as maozinhas pedindo colo quando ele chega do trabalho
– faz muito manha e quando não cedo começa a dar risada em seguida, mostrando que é muito sem vergonha
– tem acordado algumas vezes durante algumas noites, é só dar chupeta que volta a dormir, não sei se tem a ver com o calor
– aumentou significativamente o volume diário de leite ingerido, está mamando cerca de 500 ml por dia
– ODEIA o meu peito, continuo insistindo, mas ela mama 3 minutos de manhã e é só. Estou tirando leite e misturando no leite artificial, sempre fresco (recém-tirado) e em temperatura ambiente para não destruir as proteínas do leite materno (segundo orientações da pediatra). Virei a maníaca da extração de leite, passo o dia com a bomba pra cima e pra baixo. Marido “adora”
– pula muito no balancinho
– já se vira de lado no berço, e se mexe tanto que dá uma volta de 180 graus. Todo dia de manhã quando chego no quarto ela está atravessada no berço, travesseiro do outro lado, é engraçado
– aprendeu a tirar e colocar a chupeta na boca, mas ainda não consegue colocar direito, coloca sempre de ponta cabeça
– faz muito cocô, a cada 2 dias (antes era a cada 4 ou 6), resultado do maior volume de leite
– assiste muita televisão, adora
– ama que eu levanto ela no ar, dá altas gargalhadas
– ri muito também quando eu beijo seu pescoço ou sua barriga
– faz a maior bangunça no banho, é inacreditável a quantidade de braçadas e pernadas que jogam água para todo lado
– quando de bruço, fica firmona com a cabeça em pé
– fica sentada direitinho no Bumbo, sem balançar a cabeça

Enfim, é o que lembro no momento. Tento anotar ao máximo pois sei que ela vai querer saber de tudo isso quando crescer. E olha, do jeito que as coisas estão indo, não vai demorar muito para ela estar andando e falando por aí.

Assim que der venho contar sobre o retorno ao trabalho e a relação com os dogs. Tô devendo, eu sei. Guenta aí mais um pouco.

Um coment??rio

set 11 2012

Amamentação – minha experiência

Publicado por em Filhos,Gravidez

Amamentar é tudo de bom, tem coisa melhor não. Fui bem sucedida? Não. Amamentei? Sim.

Amamentar é sorte. Cheguei a essa conclusão. Além de MUITA FORÇA DE VONTADE da mãe. Mas precisa de sorte. Sorte de ter muito leite, de ter bico, do bebê conseguir mamar e de ter as pessoas certas para te ajudar no início. E nem todo mundo tem isso. Então amiguinha, não adianta mil preparativos somente, você tem que ter sorte. E eu não tive.

Vamos lá.
Sarah nasceu sábado 13:15. Antes das 14h, após me costurarem, trouxeram ela para mamar, alí no centro cirúrgico mesmo. Ela mamou direitinho, pegou o bico, tudo certo. Fui para o quarto. Lá pelas 17h veio uma enfermeira anja (tive sorte até aí), que era da UTI neonatal e tinha muita experiência pois os prematuros têm muita dificuldade de mamar. Ela elogiou meu bico (e eu mega preocupada de não ter bico), teve a maior paciência do mundo com a Sarah que não estava conseguindo mamar muito bem. Ela voltou antes das 20h e foi assim novamente, mas ela me incentivando, posicionando a Sarah, me ensinando a fazer um bico com o seio para facilitar a pega, um doce. Aí a sorte virou e acabou o plantão dessa anja. E veio a demônia. Uma enfermeira do plantão da madrugada, sem paciência e sem experiência, Sarah tentou mamar uns 2 minutos, não conseguindo direito (porra, eles estão aprendendo ainda, ai se eu soubesse disso na hora). Aí ela correu no berçário e voltou com o ANTI-CRISTO, mais conhecido como BICO DE SILICONE.

Parentesis: quer amamentar? FIQUE LONGE DO BICO DE SILICONE.

Aí o bico de silicone facilitou, Sarah conseguiu pegar e começou a mamar. E as 2 próximas mamadas foram com o bico de silicone. Naquele momento eu já tava convencida que não tinha bico algum por isso precisava da merda do bico de silicone, tava até feliz que ele existia e me permitia amamentar, mal sabia que ele seria a razão do meu quase fracasso na amamentação.

Quando foi umas 4h da madruga, entra a pediatra (super delicada), acende a luz e fala: “a glicemia da sua filha está baixa, ela pode ter sérios problemas, precisamos entrar com o complemento”. Eu nem pensei duas vezes, pode tuxar mamadeira na menina. E foi assim durante todo o domingo (segundo dia de vida dela), ela mamava no peito (com o bico) e depois complemento. No terceiro dia (segunda) meu leite desceu horrores então tiramos o complemento, seguimos só no peito – SEMPRE com o bico de silicone, e a glicemia normalizou.

Vim embora da maternidade, tudo parecia lindo, tinha leite de jorrar, as conchas ficavam lotadas. 4 litros de água por dia, às vezes até 5 litros, chá da mamãe, soninho, relax, muita produção, delícia. Tava convencida que não tinha bico, que iria usar para sempre o bico de silicone. E assim seguimos.

1 semana depois do nascimento dela (na verdade 6 dias) fomos na pediatra e ela não estava ganhando o mínimo de peso por dia. A pediatra mandou complementar as mamadas com mamadeira de leite do peito (tirado com a bomba). Eu dava 40 ml de leite do peito após ela mamar num seio cerca de 30 a 40 minutos, sempre com o bico de silicone. Esse foi meu segundo erro, o primeiro, a porra do bico. Eu deveria ter usado o Mama Tutti, aquela sondinha, ou melhor, deveria ter me livrado do bico de silicone, mas isso eu só descobri depois, infelizmente.

Depois de 1 semana nesse esquema, o peso dela normalizou, e pediatra mandou continuar com esse esquema. E eu continuei, achando que tava funcionando. E tava, ela ganhava peso, mas só por causa da mamadeira.

Pouco antes dela completar 1 mês, era 29 de maio, resolvi ir no Banco de Leite da Faculdade Paulista de Medicina. E taí o segredo de amamentação bem sucedida: procure o banco de leite de sua cidade. Logo na primeira semana, ou grupos de amamentação como o Matrice em SP. Várias amigas que tiveram problemas foram no banco de leite e resolveram seus problemas.

Chegando lá a enfermeira examinou a minha mama, viu que eu tinha muito leite, falou que meu bico era ótimo e que eu não precisava do bico de silicone coisa nenhuma. Me ensinou a preparar a mama para a amamentação, toda vez que fosse dar de mamar. Primeiro massagear com movimentos circulares, em seguida tirar um pouco do leite, com isso fica mais fácil a sucção para o bebê, evita de machucar os mamilos, e o melhor de tudo, ordenhando com os dedos (não pode ser com a bomba) um pouco, o bico vai formando para facilitar a pega.

Até esse dia eu sempre tentava amamentar sem o bico mas a Sarah não pegava de jeito nenhum, ficava irritada. Era só colocar o bico devolta e tudo se resolvia. Ou seja, eu só tinha sentindo minha filha mamando no meu peito diretamente no centro cirúrgico. A enfermeira tirou um pouco de leite, foi até bastante, uns 5 minutos, e colocou a Sarah no peito (ela estava chorando de fome, isso é importante, bebê tem que estar com fome!!) e a bichinha sugou sugou sugou com a maior facilidade, coisa mais linda, mais deliciosa. E eu caí no choro, já tava com depressão, no auge dela, foi muito emocionante.

Saí de lá feliz da vida, joguei o bico de silicone fora e disse: “agora é rumo ao sucesso!”. Tolinha. Tirei a mamadeira. Isso era quinta-feira. E todo aquele sofrimento de peito rachado, bico dolorido que eu não tive na maternidade pois usava o bico, fui ter um mês depois. Bico rachou, sofri nos dias seguintes. Na quarta-feira da outra semana, quase uma semana só mamando no peito, sem mamadeira, essa menina, que sempre dormiu bem, começou a chorar sem parar, dormir pouco. E eu nesse meio tempo piorei muito da depressão e fui para casa da minha mãe. Não consegui perceber que era FOME, achava que era cólica…. Na quinta (uma semana depois), era feriado de Corpus Christis e marido chegou na casa da minha mãe, eu tava um frangalho e só chorava por causa da depressão, então ele me levou para jantar fora e deixamos Sarah com minha mãe. No meio do jantar ela me liga e diz que ela tinha acordado 1h depois de mamar, mamado todo o leite que eu tinha deixado em caso de emergência (já que voltaria para a próxima mamada) e que estava chorando com cólica. Estávamos pagando a conta então voltamos para casa. No caminho eu só me lembrava da senhora que trabalha para mim, mulher idosa, da roça, do interior de Minas, cheia de crendices, me dizendo: “Criança bem alimentada dorme bem, se ela tá dormindo é porque tá mamando direito.”. Nussa, na hora me veio uma luz: essa menina tá com fome. Meu leite tava pouco nessa semana, acho que era a depressão, eu chorava sem parar o dia todo, deve ter influenciado na produção, fui tirar e não saiu muito, 30 ml, dei e ela tomou tudo, tinha acabado de tomar 60 ml. Isso era MUITO para ela, mas parecia que ela queria mais. Eram 23h, liguei para a pediatra e ela falou para eu tirar mais leite e dar, mas eu estava sem condições, eu tinha vontade de morrer, não queria nem ver a Sarah (leiam o post sobre a depressão pós parto), então pedi pro marido sair e comprar fórmula. Ela mamou bastante, dormiu em seguida (parecia que só faltava aquilo para ela adormecer) e só foi acordar no outro dia. Realmente era fome.

A enfermeira do banco de leite me informou que bico de silicone é uma droga pois o bebê engole muita saliva ao invés de sugar o leite, e a mãe tem a impressão que ele está mamando. O bico só deve ser usado quando o peito está muito machucado mas ainda assim de vez em quando. E depois de 1 mês mamando com o bico, a Sarah não sabia sugar sem ele. Ela pegava o peito, sugava, mas não mamava direito. Por isso a fome.

E eu, naquele momento doente, rejeitando ela, não queria que além de tudo ela sentisse fome. Então fomos de peito seguido de mamadeira de Aptamil. E assim foi até o segundo mês. Até que percebi que ela mamava cada vez menos tempo no peito, de 20 minutos caiu para 10 minutos. Tudo bem que a criança vai crescendo e aprendendo a mamar mais rápido, mas eu sentia que era preguiça mesmo, pois ela sabia que vinha a mamadeira depois. Aí resolvi ser xiita e tirei a mamadeira. Ela, que tinha um rotina estruturada e horários certinhos, começou a mamar a hora que queria. Estabeleci livre demanda. E assim foi, ela começou a mamar em intervalos menores. E eu feliz, até que um dia ela mamou no peito e coloquei no balancinho para dormir. Ela chorou bem de leve, uma manha delicada. Dei mais peito, ela mamou mais um pouco, coloquei devolta no balancinho, ela fechou os olhos, achei que estava dormindo, e de repente, ainda de olhos fechados, ela deu um chorinho baixinho, bem sentido, com direito a beicinho. Ela já estava dormindo mal fazia 2 dias, e aquele choro não era manhã, era fome. Resolvi fazer o teste, dei mamadeira de aptamil, uma pequena, ela mamou tudo, fiz outra, ela mamou tudo, fiz mais uma, ela mamou tudo e no finalzinho, antes de acabar, adormeceu e só acordou no outro dia (eram 17h). Pronto, a confirmação de que não estava dando certo.

E nesse dia eu percebi que eu precisava dar para a minha filha o que ela precisava e não o que eu precisava. Continuei com peito + mamadeira, mas resolvi intercalar. Uma mamada peito, outra mamada mamadeira. E assim fomos. Era nítido que quando ela tomava mamadeira, dormia muito mais (leite mais gordo). Mas pra mim assim tava bom. E foi assim durante o segundo mês, até ela completar 3 meses.

Aí ela começou a mamar cada vez menos, 5 minutos no máximo, e a fazer festa quando via a mamadeira. Mas continuei insistindo sempre com o peito nos horários que não tinha tanto impacto no sono dela. E hoje, com 4 meses, estou num dilema se tiro ou não o peito, porque ela não fica mais de 3 minutos mamando….. Eu estou misturando leite materno na mamadeira de Aptamil, para ela continuar tomando. Alguém sabe se pode? Mas ela está mamando tão pouco que não sei mais o que fazer. Tem horas que ela nem quer mamar no peito, se joga para trás, chora, me empurra. Hoje a rotina dela está assim:

Acorda 6:30, mama no peito uns 3 a 4 minutos.
Fica brincando, por volta das 8 dou mamadeira de leite do peito (90 ml), para ela não dormir muito
Ela dorme das 8:30 até umas 9:40.
Dou banho, troco, e dou mamadeira de aptamil, 150 ml, ela toma com gosto pq é nítido que tá com fome.
Dorme umas 11:30 e acorda as 14:30/15 horas. Assim que ela dorme saio para trabalhar. No trabalho tiro leite por volta das 13h.
Como estou no trabalho, ela toma uma mamadeira de leite do peito (120 ml) quando acorda, para estar com fome na hora que eu chegar.
Chego por volta das 16:30, dou o peito la pelas 17:15, ela mama 3 a 4 minutos máximo, dou mais 60 ml de mamadeira com leite do peito.
Ela dorme das 17:30 até às 18:30.
Brincamos até umas 19:15, troco, dou mamadeira de Aptamil (120 a 150 ml), ela dorme 20h e acorda somente no outro dia religiosamente às 6:30.
Antes ela acordava às 4 da manhã para mamar, eu dava peito, ela mamava mais, cerca de 10 minutos, mas há 3 semanas que ela não acorda mais (juro que para a minha tristeza, pois adorava esses 10 minutos em que ela mamava com gosto e adormecia no meu peito).

O que comecei a fazer desde ontem é misturar nas mamadeiras de Aptamil, 1/4 de leite materno. Por exemplo se faço 120 ml, coloco 90 de aptamil e 30 de leite do peito. E sigo tirando com a bomba, e jogando fora, para a produção não parar. Mas confesso que tô sem saber o que fazer…. semana que vem tem pediatra, vamos ver o que ela fala.

Mas olha, as defensoras da amamentação podem cair de pau em mim, mas que leite artificial alimenta mais que leite materno, isso é fato. Tentei já dar mamadeiras grandes de leite materno para ela, substituindo o aptamil, mas ela ficava com fome mesmo assim. Enfim, não estou dizendo que é melhor dar leite artificial – porque não é – só estou dizendo que ele é um leite mais gordo.

Eu fico feliz que consegui amamentar, ainda que pouco, até os 4 meses dela. Vou manter o leite materno, ainda que misturado na mamadeira ou em uma mamadeira própria (apesar dela não gostar do gosto e cuspir a mamadeira quando tem só leite materno) até o quinto mês, quando ela deve começar com as papinhas de frutas.

Estou tão perdida….. e tão arrependida de não ter procurado ajuda nos primeiros dias em casa. Amiga que quer amamentar, se posso te dar um conselho, esse conselho seria procurar ajuda logo na primeira semana de vida do bebê caso ele não esteja ganhando peso direitinho. Não introduza mamadeira, leite artificial (use a sonda Mama Tutti se necessário), bico de silicone. PROCURE AJUDA, essa é a solução.

Amamentar é maravilhoso, e quando maior o bebê melhor, porque eles começam a interagir, fazer carinho na mama enquanto mama, dar sorrisinhos, olhar nos nossos olhos. Sempre achei bizarro mulher que amamenta criança de mais de 7/8 meses de idade, e hoje eu pago a minha língua, porque se pudesse, amamentaria PARA SEMPRE. Não tem nada tão especial.

Esse momento tão lindo nas fotos abaixo vai ficar para sempre na minha memória, mas também vai ficar a sensação de fracasso. Espero ter outra história para contar no próximo filho.

Um coment??rio

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