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set 20 2016

A chegada de David e os dois primeiros meses!

Publicado por em Família,Filhos,Gravidez

David chegou dia 21 de junho às 9:03 numa cesárea de emergência, com 38 semanas e 6 dias. Minha pressão começou a subir muito (18×10) e comecei a liberar proteína na urina, o que caracteriza risco de eclampsia.

Foi uma cesárea tranquila, até por ser a segunda e já saber o que esperar. Na hora da anestesia doeu um pouco, mas o pior foi quando deitei e começaram os procedimentos, tive um enjoo terrível e quase vomitei, mas o anestesista agiu rápido colocando minha barriga de lado (ajuda muito) e administrando medicação.

David nasceu lindo, com 3,585 kg e 51 cm (na hora mediram 49 cm, mas ele era bem maior e a pediatra mediu de novo depois e deu 51). Não quis mamar logo de cara, queria dormir. Acho que nasceu a cara do pai, agora mudou um pouco mas ainda parece muito.

Sarah ficou encantada com o irmão, foi visitá-lo pelo segundo dia na maternidade, mas chorou muito na hora de ir embora, não queria deixar a mamãe.

David teve uma ótima pega desde cedo, e as enfermeiras do Einstein desta vez foram muito solícitas e me ajudaram muito com a amamentação. Tivemos muita sorte pois quando o David nasceu, uma terça de manhã, faziam 23 horas que não nascia nenhum bebê. Somente 4 quartos no andar, a maternidade ficou vazia até a sexta de manhã (quando nasceram 18 de uma vez), e tivemos muita assistência, foi ótimo. Meu leite desceu na quarta a noite, e como na Sarah, muito farto. Não precisamos de bico de silicone e tudo se acertou. Quando cheguei em casa chamei uma consultora  de amamentação que nos ajudou bastante a terminar de se acertar. Ele perdeu peso no primeiro e segundo dias na maternidade, mas no terceiro ganhou 26 gramas. E na primeira semana também ganhou, estava confiante que desta vez tudo ia dar certo. E foi assim por quase um mês.

Estava morrendo de medo da primeira levantada da cesárea, onde sofri muito na Sarah. Acho que o medo foi tanto que não doeu quase nada. Essa cesárea foi super tranquila.

Voltamos para casa e os primeiros dias foram infernais. Sarah não demonstrava ciúmes do irmão na forma clássica (querer bater, cutucar, etc). Ela simplesmente estava em sofrimento por não ter mais a mamãe dela disponível o tempo todo. E ela externalizava esse sentimento, me falando frases que cortavam meu coração, como “você não me ama mais, só ama o David” “mamãe eu te amo, estou sofrendo, cuida de mim, fica comigo” e outras bem pesadas. Sofri muito, ela chorava de um lado e eu chorava de outro.

David não dormia nada, ela tinha muitos gases e gases muito doloridos, que o acordavam a toda hora. A primeira semana foi super punk, e para falar a verdade, seguiu assim até poucos dias atrás, com quase 3 meses. Tentava de tudo, colikids (o único cientificamente comprovado o efeito, e que deve ser usado desde o nascimento e uso contínuo para fazer efeito – que leva 10 dias), colicalm, funchicória, chá de erva doce, massagem shantala, banho quente, bolsa de ervas quente, etc. Tudo muito paleativo, durante as crises era só colo que acalmava. Ele jamais dormiu mais que 1 hora durante o dia, e eu ficava em função dele o tempo todo. Foi muito punk, às vezes passava 3 dias sem tomar banho. E Sarah sofrendo….. e eu dando patadas nela pelo nervoso que eu passava com o choro dele.

Ele golfava muito, e com 1 mês o pediatra de Santos diagnosticou refluxo, e entrou com medicação. Até porque ele começou a ganhar pouco peso. Apos a medicação, ele melhorou um pouco, mas na consulta com a pediatra de SP, uma semana depois, ela viu ele mamando (as mamadas eram sempre tensas!) e disse na hora “ele tem refluxo oculto e está com esofagite, por isso sofre de dor”. Incrementamos a medicação e por uns dias ele melhorou, mas a coisa voltou a ficar ruim. A pediatra então pediu que o levasse numa gastropediatra.

Levei e o possível diagnóstico era alergia a proteína de leite de vaca. E aí começou o pesadelo. Fui cortando de tudo da alimentação, cheguei a viver de frango orgânico, batata e maça. Fomos no feriado de 7 de setembro para o hotel mazaroppi em Taubaté e lá foi um horror, porque eu não podia comer nada, vivi de alface, chuchu e cenoura. No café da manhã comia maça e mamão. Sou a única pessoa do universo que emagreceu 2 kg num hotel fazenda! E nem com tanta restrição alimentar ele não melhorava. As noites eram terríveis. A hora das cólicas era 4:30 da manhã e depois disso não dormia mais. Vivia exausta, irritada, sem paciência, ainda mais que pediram para eu tirar o antidepressivo também, pois poderia ser a causa. A coisa chegou num nível que tive que trocar todos os cosméticos que continham traços de leite e ter todos os meus utensílios novos e separados de todos (pratos, talheres, copos, panelas etc) para evitar contaminação cruzada. Tinha meu próprio armário. E nada resolvia.

A gastro mandou introduzir um leite especial para alérgicos aplv, chamado Neocate, que custa 200 reais a lata que durava 4/5 dias. A primeira vez que ele ficou exclusivo no Neocate por 2 dias, ficou ótimo. Dormiu quase a noite toda. E aí meu pesadelo se intensificou, pois eu sofri muito pensando num desmame precoce. Eu chorei todos os dias desde que o David nasceu. Não foi fácil.

Passava as madrugadas pesquisando sobre aplv, e numa dessas pesquisas encontrei uma gastro pediatra no facebook que me sugeriu um gastro em SP, Dr. Mauro Batista de Moraes, com consultório no Einstein. Fomos nele quarta-feira passada, dia 14 de setembro. Foi Deus que colocou ele no nosso caminho. Após 1 hora de consulta escutando a gente contar toda a história do David, ele disse: “acho que ele não tem nada além de um refluxo normal de RN e fortes cólicas também, mas a medicação pesada que ele está tomando está agravando as dores. Retire a medicação e volte a comer o que quiser”. Saímos de lá desconfiados mas obedecemos. E num passe de mágica ele começou a dormir a noite toda, acordando somente às 3:30 para mamar e indo até às 6:30, sendo que vai dormir às 21 horas.

Ou seja, ele não tinha APLV, estava era sofrendo o normal de RN mas intensificado pela medicação. Graças a Deus ele está bem melhor e estou agora, somente agora, começando a relaxar e curtir a maternidade, pois foi um verdadeiro pesadelo.

Emagreci 20 kilos (engordei 18 na gestação), mas ainda faltam 15 kg que engordei antes de engravidar. Mesmo com muitas restrições foi difícil emagrecer, pois acho que a tensão, stress, cansaço e a idade dificultaram tudo. Agora que ele está melhorzinho, vai sobrar mais tempo para me cuidar. Não faço as unhas desde que ele nasceu!!!!!

Vamos retornar no gastro amanhã, e relatar as melhoras. Hoje ele está tendo cólicas de novo, mas acho que é porque eu exagerei na manteiga e chocolate nos últimos dias. Vamos ver o que o médico vai concluir. Mas ele está somente no peito agora e mamando muito, tomara que ganhe peso, pois hoje, com quase 3 meses, está pesando 5,3 kg e medindo 59 cm, que apesar de estar na faixa normal, eu acho pouco.

Agora vamos aos milestones do David aos 2 meses:

  • ele é um bebê risonho e feliz, muito feliz. Mesmo diante de todo o sofrimento que ele passou (esqueci de mencionar que ele foi circuncidado também), ri para tudo, até no meio das crises de cólica. E ri para qualquer um, especialmente para a mamãe. Ele se derrete por mim, ri muito, e eu me apaixono.
  • desde o primeiro mês de vida já ficava muito durinho, se não segurarmos direto ele se joga para trás no nosso colo.
  • ainda não tomou nenhuma vacina por causa da situação dele.
  • teve uma laringite que tá difícil de curar.
  • fala “mamã”. Pode achar loucura, mas até minha psicóloga ouviu e ficou incrédula.
  • é muito esperto, já segue a gente com o olhar.
  • conversa muito conosco e com os brinquedos da cadeirinha.
  • detesta ficar sozinho.
  • dorme muito bem a noite no seu bercinho, mas de dia tem pavor de ficar lá, quer dormir na cadeirinha de balanço na sala.
  • odiava banho nos primeiros dias, pois se sentia inseguro. Só podia dar banho nele de bruços, senão era uma gritaria. Há um mês comprei uma boia (baby pill) e ele agora ama os banhos, pula, chuta, bate as mãos.
  • há uns 15 dias começou a descobrir as mãozinhas, coisa mais linda e fofa.
  • estou, agora que ele melhorou, tentando estabelecer uma rotina. A única que já está estabelecida é a da noite, onde por volta das 20 horas ele toma banho, mama no escuro e dorme em seguida, no berço. Vai até umas 2/3 da manhã, mama e dorme de novo, acordando a cada 2 ou 3 horas.
  • já reconhece as vozes da Sarah e do Rafa, a minha já reconhece desde os primeiros dias.
  • já está conseguindo agarrar, ainda que desengonçado, seus brinquedos.
  • está usando fralda P da pampers. Usou RN por uns 10 dias, depois XP e P desde 1 mês.
  • as roupas de 3 meses estão começando a ficar certinhas agora. Acredito que em 1 ou 2 semanas não vão servir mais.
  • tem cílios enormes, parecem postiços.
  • tem pêlos na orelha que nem o pai, rs.
  • os olhos clarearam um pouco e são super diferentes, um cinza azulado claro, muito lindo.
  • as unhas dele tanto do pé quanto da mão são parecidas com as minhas, diferentes da Sarah que sempre foram iguais ao pai.
  • a molera ainda não fechou completamente.
  • seu umbigo caiu com 4 dias, super rápido comparado com a Sarah que foi com 11 dias.
  • tem um mega pulmão, e quando está incomodado ou com fome chora, chora muito e muito alto.
  • é a coisa mais fofa desse mundo e estou amando ser mãe de menino.

Volto aqui com mais frequência agora que as coisas estão se acalmando e acertando.

Beijos

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abr 27 2016

Novidades sobre a gestação do David

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Oi pessoal tudo bem?

Hoje completamos 31 semanas, semana que vem entramos no 8º mês, e a barriga explode! Estou imensa, a sensação que tenho é que minha barriga vai rasgar a qualquer momento. Já engordei 12 kilos, estou comendo bastante e comendo bastante doce também, fazendo tudo errado desta vez, rs.

Esse calor dos últimos dias foi de matar. Eu tive ainda para piorar uma faringite absurda, que me deixou 15 dias sofrendo de dor, de cama, e tendo que evitar ar condicionado sem conseguir, pois o calor em Santos era descomunal!!!

Ontem teve consulta e David já está com 2 kilos. Vai ser gigante! As bolinhas já desceram, achei tão engraçado isso, mãe de menina não sabe dessas coisas, rs. Até agora não conseguimos ver a carinha dele mas aposto que é igual a Sarah!

Estou sofrendo muito mais nessa gravidez, muita dor nos ossos pélvicos, muita gripe (uma atrás da outra sem poder tomar nada!) e muito muito sono. Estou 4 anos mais velha, viajando todo santo dia, com uma criança de quase 4 anos para cuidar, fora o calor. Além disso estou bem mais pesada, nunca pesei tanto na vida! E não estou fazendo nada de atividades físicas, o que só piora a minha situação!

O quartinho dele já está bem encaminhado, faltam pouquíssimos detalhes. Os móveis já chegaram, já pintamos as paredes e colamos os adesivos. O tema será elefantes e as cores cinza e menta. Dessa vez providenciei uma cadeira de amamentação, vamos ver se vou usar. As roupinhas já estão separadas, agora só falta começar a lavar. Como Santos tudo mofa muito rápido, vou esperar mais um pouco.

Não vejo a hora dele nascer, de ouvir seu chorinho, sentir seu cheirinho. Ai como é gostoso bebê recém nascido né?

 

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fev 24 2016

Entramos no 6º mês!

Publicado por em Filhos,Gravidez

E hoje entramos na 22ª semana, ou seja, no 6º mês. Pode parecer que está passando rápido mas para mim está sendo bem devagar. Estou ansiosa por chegar logo a hora de ter um bebezinho novamente no colo. Estou ansiosa pela licença maternidade.

Já engordei 7 kilos, afinal não estou controlando a alimentação e nem estou fazendo exercícios. Isso tem um preço, claro, que é a contínua indisposição, sono, preguiça e dores nas pernas que sinto. Esta gravidez está sendo puxada….. afinal estou com 4 anos a mais (37) e 10 kilos mais pesada. Estou sofrendo bastante com a minha síndrome das pernas inquietas. Eu estava bem e sem sintomas desde a gravidez da Sarah, com eventos esporádicos e leves, mas foi só engravidar que os sintomas vieram fortes e constantes. Meia de compressão tem melhorado mas não resolvido, e dessa vez nem o remédio específico para isso tem resolvido. Às vezes durante a noite preciso levantar e dar um banho de água bem gelada para melhorar e conseguir dormir.

A lombar já começou a pegar, mas nada absurdo ainda. Na gravidez da Sarah, de acordo com as minhas mídias sociais, as dores vieram fortes no 7º/8º mês. Vamos ver como será daqui para frente. Eu não deixo de pegar a Sarah no colo, tudo autorizado pela minha médica, mas às vezes os 20 kilos dela dão uma leve pesada na mamãe aqui.

O post está parecendo de lamentação mas na verdade quero deixar registrado tudo que estou passando para que eu pense 2 vezes antes de engravidar do terceiro. Havia me esquecido das partes negativas da gravidez e só tinha lembranças da magia, kkkk.

David mexeu pela primeira vez no dia 22 de janeiro, estava com 17 semanas. Pelo que me lembro, no caso da Sarah, senti a primeira mexida com 20 semanas. Mas dizem que no segundo filho conseguimos identificar melhor. Nas últimas duas semanas ele começou a mexer de verdade e aumentar a intensidade dos chutes que não são mais apenas coceguinhas. Ele é bem quietinho (pelo menos por enquanto) e se esconde nos ultrassoms. Semana passada fizemos o segundo morfológico e está tudo bem com o sapeca, que já tem 28 cm. Mas ele não mostra a cara de jeito nenhum, rs, vai ser surpresa. Se bem que outro dia sonhei com ele no dia do nascimento. Ele era a cara da Sarah, nasceu pesando 4,250 kg e 53 cm. Será que vai ser assim mesmo?

Estou com quase todo o enxoval pronto por ter aproveitado muita coisa da Sarah e também do enxoval do bebê que perdi em 2013. Fomos para Orlando há duas semanas atrás e aproveitei para comprar o que faltava. Berço, cômoda, cadeira de amamentação, tive que comprar tudo novo porque vendi tudo da Sarah, mas achei gostoso comprar tudo novinho, pelo menos algo ele terá só dele, um trauma que eu levo por ser irmã mais nova e  ter que usar tudo usado (estojos, canetinhas, lápis de cor, livros….. meu sonho era ter uma caixa de lápis de cor só minha e novinha, rs!!!).

Estou bem ansiosa, talvez pelo fato de já ter passado por isso e nenhuma fase ser novidade. Na primeira gravidez temos livros para ler, se divertir com os aplicativos que te contam o que muda a cada semana, os exames, as pesquisas sem fim sobre enxoval, o que é útil ou não, qual decoração do quartinho, etc. Resumindo, muita coisa para ocupar nosso tempo. Na segunda gravidez somos bem mais práticas, já relaxamos na decoração, nos itens do enxoval, muita coisa já está pronta…… e o que queremos logo é o bebezinho no colo para curtirmos muito.

Sarah não demonstra ciúmes e tenho feito de tudo para isso. Digo todo dia que o irmão a ama muito e pula e chuta na barriga quando ouve a voz dela, que ele está dizendo que não vê a hora de conhecê-la, que ele vai amá-la muito….. ela tem reagido bem, sempre pega algo dela e diz que vai dar para o David, levando para o quarto dele. Às vezes é uma escova de dentes, um brinquedo, um desenho. Quero que eles sejam muito amigos, inseparáveis apesar do sexo diferente, e vou trabalhar para isso acontecer como puder.

Mas acho que percebi um certo grude dela em mim. Ela antes mesmo de engravidar já era grudinho com a mamãe, super chorosa, e tudo tinha que ser eu. Isso confesso que às vezes me tira e muito do sério, pois tem horas que estou cansada e tudo que quero é 5 minutos largada no sofá, e ela precisa escovar os dentes, fazer xixi ou quer água e ninguém pode fazer nada disso por ela se não eu. Cansa. Irrita. Demais. Solto uns gritos. Me arrependo. Peço desculpas.

Amo que ela seja grudada comigo e que cada dia esteja mais carinhosa. Assiste desenho na minha cama antes de dormir até cair no sono, quando levamos ela para a cama dela (e tem que ser EU! com essa barriguinha aqui!). Ela assiste o desenho agarradinha em mim, de mãos dadas, ganhando muitos abraços e beijos deliciosos na minha bochecha. E isso é só comigo. Ela não beija nem demostra afeto com ninguém, nem mesmo o pai. Mas isso também me preocupa quando o David nascer, pois não quero que ela sofra, mas terei que administrar muito bem esse assunto e confesso que é o que mais me preocupa.

Enfim, vamos levando, torcendo para o ano passar voando e julho chegar!

A foto abaixo é de 2 semanas atrás, quando completamos a metade da gestação (20 semanas).

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jan 08 2016

David vem aí!!!

Publicado por em Família,Filhos,Gravidez

Notícia boa para vocês: estou grávida de 15 semanas do David, meu sapequinha lindo que veio completar nossa família. Estamos em êxtase, muito felizes, e eu não vejo a hora dele nascer. Que saudades estou de ter um bebê no cólo, com aquele cheirinho maravilhoso!!!

Ele deve nascer no começo de Julho.

Esta gravidez está sendo mais tranquila, sem tanta ansiedade, por razões óbvias. Já sinto minha barriga ficando dura de vez em quando, algo que na gravidez da Sarah comecei a notar com muito mais tempo. Nesta gravidez enjoei MUITO, sendo que na da Sarah só enjoei um dia apenas.

Por outro lado, estou sofrendo muito com as pernas e circulação. Tenho a síndrome das pernas inquietas e me incomoda muito, principalmente a noite quando não consigo nem dormir. Estou a base de meia de compressão, remédios e muita drenagem e repouso sempre que possível com as pernas para cima.

Já fizemos o morfológico e graças a Deus tudo bem com nosso menino!

Confesso que fiquei meio em choque quando soube que era um menino….. e quase morri quando tive que me desfazer de todos os vestidinhos, sapatinhos e roupinhas lindas que Sarah mal usou……. mas tudo bem, pelo menos o lado bom é que tenho outro enxoval para fazer. É um mundo novo mas estou gostando de ter um casal, saber como é ser mãe de cada sexo.

Sarah no início não curtiu o fato de ser menino, ela queria uma menina, mas quando eu disse que ele não ia usar as roupas dela nem brincar com as bonecas dela, ela adorou, rs. Ela vive uma relação de amor e ódio com a minha barriga, tem horas que abraça, beija e diz que ama o David, como tem horas que olha com raiva e quer chutar…..

Falando em barriga, Jesus, como a barriga do segundo filho desponta rápido. Estou com barrigão já, parece que estou de 6 meses….. tudo bem que estou mais gorda (10 kg + que quando engravidei da Sarah), mas tá meio bizarro mesmo.

E eu estou adorando estar grávida de novo, apesar de todos os contra tempos. Os olhares simpáticos, os cuidados e preocupações de todos, o carinho, as mudanças, as expectativas, ah, como é maravilhoso tudo isso.

E só posso agradecer a Deus por me conceder mais essa benção em minha vida, me permitir ser mãe novamente, de uma criança saudável e que será muito amada por todos nós!

Beijos

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set 11 2012

Amamentação – minha experiência

Publicado por em Filhos,Gravidez

Amamentar é tudo de bom, tem coisa melhor não. Fui bem sucedida? Não. Amamentei? Sim.

Amamentar é sorte. Cheguei a essa conclusão. Além de MUITA FORÇA DE VONTADE da mãe. Mas precisa de sorte. Sorte de ter muito leite, de ter bico, do bebê conseguir mamar e de ter as pessoas certas para te ajudar no início. E nem todo mundo tem isso. Então amiguinha, não adianta mil preparativos somente, você tem que ter sorte. E eu não tive.

Vamos lá.
Sarah nasceu sábado 13:15. Antes das 14h, após me costurarem, trouxeram ela para mamar, alí no centro cirúrgico mesmo. Ela mamou direitinho, pegou o bico, tudo certo. Fui para o quarto. Lá pelas 17h veio uma enfermeira anja (tive sorte até aí), que era da UTI neonatal e tinha muita experiência pois os prematuros têm muita dificuldade de mamar. Ela elogiou meu bico (e eu mega preocupada de não ter bico), teve a maior paciência do mundo com a Sarah que não estava conseguindo mamar muito bem. Ela voltou antes das 20h e foi assim novamente, mas ela me incentivando, posicionando a Sarah, me ensinando a fazer um bico com o seio para facilitar a pega, um doce. Aí a sorte virou e acabou o plantão dessa anja. E veio a demônia. Uma enfermeira do plantão da madrugada, sem paciência e sem experiência, Sarah tentou mamar uns 2 minutos, não conseguindo direito (porra, eles estão aprendendo ainda, ai se eu soubesse disso na hora). Aí ela correu no berçário e voltou com o ANTI-CRISTO, mais conhecido como BICO DE SILICONE.

Parentesis: quer amamentar? FIQUE LONGE DO BICO DE SILICONE.

Aí o bico de silicone facilitou, Sarah conseguiu pegar e começou a mamar. E as 2 próximas mamadas foram com o bico de silicone. Naquele momento eu já tava convencida que não tinha bico algum por isso precisava da merda do bico de silicone, tava até feliz que ele existia e me permitia amamentar, mal sabia que ele seria a razão do meu quase fracasso na amamentação.

Quando foi umas 4h da madruga, entra a pediatra (super delicada), acende a luz e fala: “a glicemia da sua filha está baixa, ela pode ter sérios problemas, precisamos entrar com o complemento”. Eu nem pensei duas vezes, pode tuxar mamadeira na menina. E foi assim durante todo o domingo (segundo dia de vida dela), ela mamava no peito (com o bico) e depois complemento. No terceiro dia (segunda) meu leite desceu horrores então tiramos o complemento, seguimos só no peito – SEMPRE com o bico de silicone, e a glicemia normalizou.

Vim embora da maternidade, tudo parecia lindo, tinha leite de jorrar, as conchas ficavam lotadas. 4 litros de água por dia, às vezes até 5 litros, chá da mamãe, soninho, relax, muita produção, delícia. Tava convencida que não tinha bico, que iria usar para sempre o bico de silicone. E assim seguimos.

1 semana depois do nascimento dela (na verdade 6 dias) fomos na pediatra e ela não estava ganhando o mínimo de peso por dia. A pediatra mandou complementar as mamadas com mamadeira de leite do peito (tirado com a bomba). Eu dava 40 ml de leite do peito após ela mamar num seio cerca de 30 a 40 minutos, sempre com o bico de silicone. Esse foi meu segundo erro, o primeiro, a porra do bico. Eu deveria ter usado o Mama Tutti, aquela sondinha, ou melhor, deveria ter me livrado do bico de silicone, mas isso eu só descobri depois, infelizmente.

Depois de 1 semana nesse esquema, o peso dela normalizou, e pediatra mandou continuar com esse esquema. E eu continuei, achando que tava funcionando. E tava, ela ganhava peso, mas só por causa da mamadeira.

Pouco antes dela completar 1 mês, era 29 de maio, resolvi ir no Banco de Leite da Faculdade Paulista de Medicina. E taí o segredo de amamentação bem sucedida: procure o banco de leite de sua cidade. Logo na primeira semana, ou grupos de amamentação como o Matrice em SP. Várias amigas que tiveram problemas foram no banco de leite e resolveram seus problemas.

Chegando lá a enfermeira examinou a minha mama, viu que eu tinha muito leite, falou que meu bico era ótimo e que eu não precisava do bico de silicone coisa nenhuma. Me ensinou a preparar a mama para a amamentação, toda vez que fosse dar de mamar. Primeiro massagear com movimentos circulares, em seguida tirar um pouco do leite, com isso fica mais fácil a sucção para o bebê, evita de machucar os mamilos, e o melhor de tudo, ordenhando com os dedos (não pode ser com a bomba) um pouco, o bico vai formando para facilitar a pega.

Até esse dia eu sempre tentava amamentar sem o bico mas a Sarah não pegava de jeito nenhum, ficava irritada. Era só colocar o bico devolta e tudo se resolvia. Ou seja, eu só tinha sentindo minha filha mamando no meu peito diretamente no centro cirúrgico. A enfermeira tirou um pouco de leite, foi até bastante, uns 5 minutos, e colocou a Sarah no peito (ela estava chorando de fome, isso é importante, bebê tem que estar com fome!!) e a bichinha sugou sugou sugou com a maior facilidade, coisa mais linda, mais deliciosa. E eu caí no choro, já tava com depressão, no auge dela, foi muito emocionante.

Saí de lá feliz da vida, joguei o bico de silicone fora e disse: “agora é rumo ao sucesso!”. Tolinha. Tirei a mamadeira. Isso era quinta-feira. E todo aquele sofrimento de peito rachado, bico dolorido que eu não tive na maternidade pois usava o bico, fui ter um mês depois. Bico rachou, sofri nos dias seguintes. Na quarta-feira da outra semana, quase uma semana só mamando no peito, sem mamadeira, essa menina, que sempre dormiu bem, começou a chorar sem parar, dormir pouco. E eu nesse meio tempo piorei muito da depressão e fui para casa da minha mãe. Não consegui perceber que era FOME, achava que era cólica…. Na quinta (uma semana depois), era feriado de Corpus Christis e marido chegou na casa da minha mãe, eu tava um frangalho e só chorava por causa da depressão, então ele me levou para jantar fora e deixamos Sarah com minha mãe. No meio do jantar ela me liga e diz que ela tinha acordado 1h depois de mamar, mamado todo o leite que eu tinha deixado em caso de emergência (já que voltaria para a próxima mamada) e que estava chorando com cólica. Estávamos pagando a conta então voltamos para casa. No caminho eu só me lembrava da senhora que trabalha para mim, mulher idosa, da roça, do interior de Minas, cheia de crendices, me dizendo: “Criança bem alimentada dorme bem, se ela tá dormindo é porque tá mamando direito.”. Nussa, na hora me veio uma luz: essa menina tá com fome. Meu leite tava pouco nessa semana, acho que era a depressão, eu chorava sem parar o dia todo, deve ter influenciado na produção, fui tirar e não saiu muito, 30 ml, dei e ela tomou tudo, tinha acabado de tomar 60 ml. Isso era MUITO para ela, mas parecia que ela queria mais. Eram 23h, liguei para a pediatra e ela falou para eu tirar mais leite e dar, mas eu estava sem condições, eu tinha vontade de morrer, não queria nem ver a Sarah (leiam o post sobre a depressão pós parto), então pedi pro marido sair e comprar fórmula. Ela mamou bastante, dormiu em seguida (parecia que só faltava aquilo para ela adormecer) e só foi acordar no outro dia. Realmente era fome.

A enfermeira do banco de leite me informou que bico de silicone é uma droga pois o bebê engole muita saliva ao invés de sugar o leite, e a mãe tem a impressão que ele está mamando. O bico só deve ser usado quando o peito está muito machucado mas ainda assim de vez em quando. E depois de 1 mês mamando com o bico, a Sarah não sabia sugar sem ele. Ela pegava o peito, sugava, mas não mamava direito. Por isso a fome.

E eu, naquele momento doente, rejeitando ela, não queria que além de tudo ela sentisse fome. Então fomos de peito seguido de mamadeira de Aptamil. E assim foi até o segundo mês. Até que percebi que ela mamava cada vez menos tempo no peito, de 20 minutos caiu para 10 minutos. Tudo bem que a criança vai crescendo e aprendendo a mamar mais rápido, mas eu sentia que era preguiça mesmo, pois ela sabia que vinha a mamadeira depois. Aí resolvi ser xiita e tirei a mamadeira. Ela, que tinha um rotina estruturada e horários certinhos, começou a mamar a hora que queria. Estabeleci livre demanda. E assim foi, ela começou a mamar em intervalos menores. E eu feliz, até que um dia ela mamou no peito e coloquei no balancinho para dormir. Ela chorou bem de leve, uma manha delicada. Dei mais peito, ela mamou mais um pouco, coloquei devolta no balancinho, ela fechou os olhos, achei que estava dormindo, e de repente, ainda de olhos fechados, ela deu um chorinho baixinho, bem sentido, com direito a beicinho. Ela já estava dormindo mal fazia 2 dias, e aquele choro não era manhã, era fome. Resolvi fazer o teste, dei mamadeira de aptamil, uma pequena, ela mamou tudo, fiz outra, ela mamou tudo, fiz mais uma, ela mamou tudo e no finalzinho, antes de acabar, adormeceu e só acordou no outro dia (eram 17h). Pronto, a confirmação de que não estava dando certo.

E nesse dia eu percebi que eu precisava dar para a minha filha o que ela precisava e não o que eu precisava. Continuei com peito + mamadeira, mas resolvi intercalar. Uma mamada peito, outra mamada mamadeira. E assim fomos. Era nítido que quando ela tomava mamadeira, dormia muito mais (leite mais gordo). Mas pra mim assim tava bom. E foi assim durante o segundo mês, até ela completar 3 meses.

Aí ela começou a mamar cada vez menos, 5 minutos no máximo, e a fazer festa quando via a mamadeira. Mas continuei insistindo sempre com o peito nos horários que não tinha tanto impacto no sono dela. E hoje, com 4 meses, estou num dilema se tiro ou não o peito, porque ela não fica mais de 3 minutos mamando….. Eu estou misturando leite materno na mamadeira de Aptamil, para ela continuar tomando. Alguém sabe se pode? Mas ela está mamando tão pouco que não sei mais o que fazer. Tem horas que ela nem quer mamar no peito, se joga para trás, chora, me empurra. Hoje a rotina dela está assim:

Acorda 6:30, mama no peito uns 3 a 4 minutos.
Fica brincando, por volta das 8 dou mamadeira de leite do peito (90 ml), para ela não dormir muito
Ela dorme das 8:30 até umas 9:40.
Dou banho, troco, e dou mamadeira de aptamil, 150 ml, ela toma com gosto pq é nítido que tá com fome.
Dorme umas 11:30 e acorda as 14:30/15 horas. Assim que ela dorme saio para trabalhar. No trabalho tiro leite por volta das 13h.
Como estou no trabalho, ela toma uma mamadeira de leite do peito (120 ml) quando acorda, para estar com fome na hora que eu chegar.
Chego por volta das 16:30, dou o peito la pelas 17:15, ela mama 3 a 4 minutos máximo, dou mais 60 ml de mamadeira com leite do peito.
Ela dorme das 17:30 até às 18:30.
Brincamos até umas 19:15, troco, dou mamadeira de Aptamil (120 a 150 ml), ela dorme 20h e acorda somente no outro dia religiosamente às 6:30.
Antes ela acordava às 4 da manhã para mamar, eu dava peito, ela mamava mais, cerca de 10 minutos, mas há 3 semanas que ela não acorda mais (juro que para a minha tristeza, pois adorava esses 10 minutos em que ela mamava com gosto e adormecia no meu peito).

O que comecei a fazer desde ontem é misturar nas mamadeiras de Aptamil, 1/4 de leite materno. Por exemplo se faço 120 ml, coloco 90 de aptamil e 30 de leite do peito. E sigo tirando com a bomba, e jogando fora, para a produção não parar. Mas confesso que tô sem saber o que fazer…. semana que vem tem pediatra, vamos ver o que ela fala.

Mas olha, as defensoras da amamentação podem cair de pau em mim, mas que leite artificial alimenta mais que leite materno, isso é fato. Tentei já dar mamadeiras grandes de leite materno para ela, substituindo o aptamil, mas ela ficava com fome mesmo assim. Enfim, não estou dizendo que é melhor dar leite artificial – porque não é – só estou dizendo que ele é um leite mais gordo.

Eu fico feliz que consegui amamentar, ainda que pouco, até os 4 meses dela. Vou manter o leite materno, ainda que misturado na mamadeira ou em uma mamadeira própria (apesar dela não gostar do gosto e cuspir a mamadeira quando tem só leite materno) até o quinto mês, quando ela deve começar com as papinhas de frutas.

Estou tão perdida….. e tão arrependida de não ter procurado ajuda nos primeiros dias em casa. Amiga que quer amamentar, se posso te dar um conselho, esse conselho seria procurar ajuda logo na primeira semana de vida do bebê caso ele não esteja ganhando peso direitinho. Não introduza mamadeira, leite artificial (use a sonda Mama Tutti se necessário), bico de silicone. PROCURE AJUDA, essa é a solução.

Amamentar é maravilhoso, e quando maior o bebê melhor, porque eles começam a interagir, fazer carinho na mama enquanto mama, dar sorrisinhos, olhar nos nossos olhos. Sempre achei bizarro mulher que amamenta criança de mais de 7/8 meses de idade, e hoje eu pago a minha língua, porque se pudesse, amamentaria PARA SEMPRE. Não tem nada tão especial.

Esse momento tão lindo nas fotos abaixo vai ficar para sempre na minha memória, mas também vai ficar a sensação de fracasso. Espero ter outra história para contar no próximo filho.

Um coment??rio

jul 13 2012

Depressão Pós Parto (DPP)

Publicado por em Filhos,Gravidez

Quando comecei este blog, lá em 2006, morava em Londres e queria guardar de recordação a vida que tinha lá, e por tal razão, comecei a escrever no blog. Voltei para o Brasil e continuei escrevendo pois para mim o blog é uma forma de guardar na memória momentos importantes da minha vida. Frequentemente entro aqui e leio posts antigos e percebo como a gente muda nessa vida.

Mas além de ser um diário para mim, o blog ajudou muita gente por aí. Seja com dicas de maquiagem, receitas, desabafos, cachorros, etc. Mas o post mais importante, e disparado com o maior número de acessos, é o post sobre a minha cirurgia de retirada de calázio. Esse carocinho de nome estranho não é muito comum na net, e por isso meu post ajudou tanta gente.

E é por essa razão que venho aqui agora escrever sobre esse assunto super mito, a depressão pós parto. Eu quero MUITO ajudar a quem está passando por isso como EU PASSEI. Quero poder contar a você amiga, que está passando por isso, tudo que eu senti e pensei, para você não se sentir sozinha. Quero te ajudar como minha amiga Eliane me ajudou (ela também teve), e tentar te tirar dessa como ela, eu e tantas outras mulheres conseguimos sair.

Quando você volta da maternidade, os primeiros 15 dias são novidade. Você está se adaptando à nova rotina e o seu bebê também. Muitas visitas, aquele imenso amor, felicidade intensa. TODAS AS MULHERES SEM EXCEÇÃO, ficam ultra sensíveis nestes dias. Choram por qualquer coisa e sem razão. É o chamado “BABY BLUES”. Comigo e com todo mundo foi assim.

Passadas as 3 primeiras semanas, começa o período de solidão. Ninguém te conta quando você está grávida o quão solitário a maternidade pode ser. TODAS AS MINHAS AMIGAS, até as que não tiveram DPP se sentiram MUITO sozinhas nos primeiros meses. Até aí é normal.

No meu caso, sempre fui muito ativa e fazia mil coisas ao mesmo tempo. Eu estive grávida até 41 semanas e 3 dias, trabalhei até sexta-feira a noite e fui parir no sábado de manhã, dirigi até o último segundo, pegava crianças e cachorros de 15 kilos no colo, abaixava, carregava peso, fazia o escambal. Enfim, a gravidez não me parou, não me limitou em nada.

Aí de repente fiquei em casa sozinha o dia inteiro, tomava café sozinha, almoçava sozinha, dava de mamar e Sarah dormia (ela sempre foi boazinha), ficava aquele silêncio na casa. O tempo de SP não ajudou. Era final de Maio, chovia muito, dias cinzentos, tudo conspirava contra eu poder sair de casa.

De repente, não mais que de repente (era uma segunda-feira) os chorinhos esporádicos ficaram muito frequentes. Eu chorava o tempo inteiro, chorava durante horas, ia tomar banho e ficava 40 minutos no chuveiro chorando de soluçar para não chorar na frente da empregada, tinha crises de desespero, clamava sozinha por socorro, tinha vontade de morrer, de sumir, etc.

Fui muito rápida em perceber que aquilo não era mais baby blues e corri ligar para minha ginecologista, que imediatamente me receitou anti-depressivo (um específico para quem amamenta). Isso era quarta-feira, 2 dias depois dos sintomas aparecerem. Apesar da minha rapidez, anti-depressivos demoram em média 15 dias para fazer efeito (comigo levou quase isso – 13 dias). E até ele fazer efeito, vivi os PIORES dias da minha vida. Os piores 15 dias da minha vida.

Para vocês terem uma idéia da dimensão da minha DPP, pensei até em dar a Sarah para adoção. Sim, rejeitar a criança é um dos sintomas, e 2 amigas passaram pela mesma coisa. Uma delas não conseguia sequer entrar no quarto do bebê, não amamentava nem pegava no colo. O colega de trabalho do meu marido teve uma história terrível, a mulher dele teve uma DPP tão profunda que um dia ele chegou em casa e ela estava quase jogando a filha da sacada do apartamento.

Sei que algumas pessoas que estão lendo isso vão pensar “que tipo de mãe vocês são”, “quanta frescura, depressão não é doença”… E não vou julgá-las não pois eu pensava exatamente a MESMA COISA. Falta de louça para lavar, falta de tanque de roupa suja, mulheres desocupadas, de vida fácil, não sabem o que é tabalhar de verdade. Pois é, Deus nos dá filhos para pagarmos nossa língua.

Sempre julguei muito minha mãe, que teve uma DPP horrível, há 33 anos atrás quando não existia remédio e as pessoas não sabiam da doença. Ela sempre foi perturbada, foi se curar quando eu tinha 18 anos só (e a medicina descobriu a fluoxetina!). Nunca foi uma mãe amorosa, apesar de fazer de tudo por nós. Foi uma excelente mãe no que tange a educação, mas amor, não. E hoje eu entendo cada atitude dela. E queria muito ter a coragem de pedir perdão a ela pelas milhões de vezes que joguei isso na cara dela. Imagino o quanto ela não deve ter sofrido. A DPP nos tira tudo, não só a vontade de viver mas também qualquer bom sentimento que temos dentro de nós. SOMOS INCAPAZES DE AMAR QUANDO ESTAMOS DEPRIMIDOS.

Então minha querida, se você estiver sentindo qualquer um dos sintomas abaixo, principalmente após 20 a 30 dias pós parto, POR FAVOR corra para seu ginecologista e peça AJUDA, não perca tempo antes que seja tarde, antes que seja mais difícil você se recuperar e você vai perder momentos maravilhosos com seu bebê.

1) Vontade incessante de chorar, que vem e vai do nada. Tem horas do dia que você tá super bem, não sente nada, de repente você sente uma tristeza profunda na alma, uma vontade de chorar que vem não sei de onde, e que é incontrolável. Não importa onde você esteja, não consegue controlar o choro. Eu cheguei a chorar de soluçar no meio de um restaurante com toda minha família na mesa, foi péssimo, ninguém sabia o que fazer.

2) Medo de ficar sozinha, ou maior vontade de chorar ou pânico/desespero quando fica sozinha. Quando dava 5:30 e minha empregada começava a se arrumar para ir embora, eu entrava em desespero, não dava bandeira mas era só ela sair de casa que eu chorava e chegava até a gritar de desespero.

3) Medo de não dar conta dos cuidados do bebê. (isso eu não tive, mas algumas amigas tiveram)

4) Falta de amor pela criança. Veja bem, não é sentir ódio, mas aquele amor de novela, aquele amor de mãe que todo mundo fala, você não sente. Você olha o bebê, acha fofo, cuida dele direitinho, amamenta, mas seu coração não chega a doer de amor. Esse para mim foi o pior sintoma. Eu me lembrava do dia em que ela nasceu e do amor que senti nos primeiros dias e me perguntava porque não sentia mais aquilo, me achava a pior mãe do mundo, até que minha amiga Eliane e minha mãe me garantiram que aquilo era da doença e que quando eu melhorasse o sentimento apareceria novamente (e foi batata, hoje sou louca por ela e tenho um amor que não tem fim!).

5) Falta de apetite, ou excesso de apetite.

6) Sono, muito sono, e não por causa dos cuidados do bebê, e sim daquele sentimento que você não quer sair da cama, você quer dormir e não acordar mais, ou só acordar depois de meses.

7) Batedeira no coração e tremedeira. Eu tive muita batedeira no coração, acho que eram as crises de pânico. Me dava um desespero de repente, meu coração disparava, me dava um aperto na boca do estômago, queria sair gritando por socorro. Era horrível.

8) Sentimento de que você só era feliz antes do bebê nascer. Querer sua antiga vida de volta, pensar que você nunca mais vai ser feliz como antes, se perguntar porque inventou de ter filhos. Te garanto que tudo isso vai passar, pode acreditar.

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Neste link do babycenter tem alguns outros sintomas e algumas dicas para os familiares lidarem com essa situação.

No meu caso ter o apoio incondicional do meu marido, que em nenhum momento me julgou (muitos acham que é moleza, falta do que fazer), e o apoio dos meus pais, foi fundamental. Depois de 1 semana chorando sem parar, meu marido resolveu me levar para a casa dos meus pais onde fiquei por 3 semanas até estar bem o suficiente para voltar para SP, e minha mãe veio comigo e ficou aqui até ter certeza que eu estava bem e ela podia me deixar sozinha.

Busque ajuda, não tenha medo ou vergonha de dizer que está passando por isso. Infelizmente a sociedade julga muito mal as pessoas que têm depressão. As mulheres são cobradas de ser super felizes quando têm um filho. Tive amigas que me questionavam: “não entendo, você sempre quis ser mãe, agora que tem um filho, porque está triste?”. Infelizmente, não era uma escolha, um estado de espírito que eu havia escolhido. Era um problema fisiológico, e hoje eu entendo isso profundamente, pois o medicamento me curou, então realmente acredito agora que depressão é doença e só remédio pode curar.

Não perca tempo, seja rápida em se tratar. Não é fácil, mas acredite, VAI PASSAR. Quando minha amiga Eliane me falava isso, durante nossas longas conversas no whatsapp, eu não acreditava, e morria de medo de ficar assim para sempre. Mas acredite, PASSA, você fica boa e curte muito seu bebê, volta a ter uma vida normal (mas não pode parar a medicação viu, e nem esquecer um dia sequer!) e ser feliz novamente.

Se você estiver desconfiada que está passando por isso, mas não tiver certeza, ou não tiver com quem conversar, pode me escrever (cburin@gmail.com). Quero muito tentar ajudar você, assim como fui ajudada e foi muito importante durante a minha recuperação.

Hoje estou super bem, feliz, realizada, amando ser mãe. Tudo que eu sempre sonhei em relação a maternidade se concretizou, e posso dizer que é ainda melhor do que eu esperava. Vou retomar o blog, escrever sobre as peripécias de Sarah que completou 2 meses semana passada, está enorme e muito fofa. Quero vir aqui também falar sobre dicas para as cólicas, utensílios que usei, etc.

Espero que este post ajude a muitas mulheres que assim como eu tiveram DPP.

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maio 14 2012

A Chegada de Sarah

Publicado por em Filhos,Gravidez

Na quinta-feira fomos na médica, eu estava toda esperançosa que as coliquinhas que estava sentindo e as manobras que a enfermeira obstetra tinha feito para estimular o colo do útero a abrir tivessem funcionado. Mas nada, ela continuava alta, e eu queria esperar até 42 semanas, a médica disse que a decisão era minha mas que se ela não havia descido é porque algum motivo tinha, ou porque ela era muito grande ou minha bacia não comportava, enfim, chegamos a conclusão que seria melhor fazermos a cesárea logo, e depois de muito choro por minha parte, a médica segurando minha mão de um lado e o Rafa do outro, decidimos marcar para sábado já que toda nossa família era de fora e seria mais fácil para eles estarem presentes.

E aí comecei a finalizar os preparativos, deixar a casa arrumada e comecei a curtir a barriga, os dogs e meus últimos momentos de mãe SÓ de cachorros.

Na sexta-feira de manhã fui levar os dogs na creche onde eles ficariam até segunda quando meus pais iriam buscá-los e levar para minha cidade natal onde ficariam por 15 a 20 dias até que tivéssemos uma rotina estabelecida com a Sarah para eles voltarem e sentirem menos. Eu chorei o caminho todo, ia enchendo eles de beijos e pedindo que eles ficassem bem e curtissem as mini-férias na casa da vovó. Expliquei que quando eles voltassem muita coisa iria mudar, e que a mamãe iria fazer de tudo para que eles sofressem o mínimo possível. Deixei eles e voltei para casa soluçando de chorar no carro, já morrendo de saudades deles, mas morrendo também de medo de fazê-los sofrer, de ser uma daquelas pessoas que abandonam seus animais quando o bebê nasce que tanto condenei.

Na sexta-feira a noite fomos na sinagoga rezar um pouco e pedir que tudo corresse bem. Foi bem gostoso, o rabino da noite foi o que celebrou nosso casamento, e todo mundo vinha falar comigo perguntando pra quando era e se assustavam quando eu dizia: “É para amanhã cedo”, kkk.

A reza daquela noite foi dedicada a nós e Sarinha. Fiquei olhando as crianças encantadas quando as portas que protegem as Torás abriram-se e elas puderam chegar perto. Fiquei pensando na minha filha alí em breve. Eu estava começando a ficar emocionada e com medo. Saímos de lá e fomos direto para o Insalata, nosso restaurante preferido em SP que vamos desde que nos conhecemos há 10 anos atrás. Eu doida para comer um petit gateau de doce de leite imperdível de lá, já que há mais de 2 meses não comia doces por uma promessa.

Chegando lá encontramos com algumas amigas na coincidência, e foi excelente porque batemos muito papo a noite toda e eu não tive nem tempo de pensar em nada e ficar nervosa. Fotinhas nossas no restaurante:

Assim que chegamos em casa peguei a câmera e fui registrar minhas últimas imagens barriguda. Essa foto abaixo é uma delas. 41 semanas e 3 dias.

 

Em seguida fomos dormir, havia passado a outra noite praticamente em claro velando o sono dos meus filhos caninos e dando muitos beijinhos neles, então estava bem cansada. Quando foi umas 5:30 da manhã, tanto eu quanto Rafa fomos acordados por um pernilongo super chato e acabamos perdendo o sono. Tínhamos que deixar algumas coisas prontas então acabamos levantando mesmo. A ansiedade começava a bater mas estávamos calmos.

Antes de sair de casa olhei para o apartamento pela última vez e comentei com o Rafa que quando estivéssemos alí novamente, seria com a nossa princesa. Chegamos às 9:30 na maternidade, a cesárea estava marcada para 11h. Sabíamos que iria atrasar pois a maternidade vive cheia e quando chegamos já nos avisaram sobre isso, não tinha quarto para internar e muito menos centro cirúrgico para operar. Meus pais chegaram logo em seguida, minha mãe estava uma pilha de nervos, eu que tive que acalmá-la, rs. Em seguida chegou minha sogra e a tia do Rafa, o irmão dele com minha cunhada e as crianças. Todos numa ansiedade só. Aproveitamos os últimos minutos para curtir a todos, tirar mais fotos e fechar a contratação do book de fotos do parto. Não quis filmagem, achei um desperdício de dinheiro e o Rafa fez essa parte muito bem, mas as fotos achei bem legal, eles tiraram fotos lindas e assim que receber o book e cópia das fotos divulgarei aqui.

Fomos chamados e nos trocamos. Lembro de acariciar minha barriga tão amada pela última vez. Nunca na minha vida gostei da minha barriga, sempre renegada e escondida, mas durante alguns vários meses ela foi meu maior motivo de orgulho. Senti muitas saudades. Nos trocamos e ficamos esperando.

Fui andando para o centro cirúrgico, estávamos dando muitas risadas, minha equipe médica era fantástica, só mulheres na sala com excessão do anestesista. A anestesia deu um pouco de trabalho para pegar, ele teve que tentar 3 vezes e doeu só um pouco. Deitei e eles já começaram a me limpar, passar sonda, etc. A sensação é horrível, você não sente dor mas sente eles mexendo em tudo, é estranho. Logo o Rafa e a fotógrafa entraram e começou a cirurgia. Em menos de 5 minutos ela nasceu, eram 13:15, linda, gordinha, com pouco cabelo, totalmente diferente do que eu imaginava. Pouco antes de tirá-la abriu-se a cortina e nossa família teve a oportunidade maravilhosa de vê-la nascer. Todos os avós chorando muito e os priminhos maravilhados com aquela visão da priminha que acabava de nascer e foi tão esperada por eles. Posso dizer que dá sim aquela mega emoção, vontade de chorar, mas tudo foi superado pela preocupação. Você quer saber se tá tudo bem com o bebê, se ele vai chorar logo, se está sofrendo. Tanto eu como Rafa ficamos muito mais tensos do que emocionados.

Logo levaram ela. Nasceu enorme, era a maior bebê da maternidade. Como dizem os mais velhos, já nasceu criada. Ficamos alí com eles me costurando, Rafa junto. Quando acabaram de costurar, trouxeram ela para mamar. Pegou meu peito e mamou gostoso. Tão linda. Eu só fazia chorar quando olhava para ela. Como podemos amar tanto alguém que mal conhecemos? E como pode esse amor só crescer a cada dia?

Ela foi levada para o berçário e eu para o quarto. Logo ela chegou para mamar novamente. Começamos a ter um pouco de problema com o meu bico invertido, mas usamos bico de silicone e tudo deu certo. Ela por ser muito grande, tinha uma necessidade calórica muito maior que um recém nascido normal, e como o colostro é bem pouquinho, até meu leite descer ela teve que tomar complemento.

Eu e Rafa estávamos em estado de graça. Parecia que nosso amor estava mais forte, mais consolidado, mais sólido. Não cansava de olhar para ela e pensar como tínhamos feito um bebê tão lindo e perfeitinho.

A noite as enfermeiras vieram para me fazer levantar e tomar um banhinho. Meu Deus que dor, a primeira levantadada depois da cesárea é de matar. Queria dar um tiro nas mulheres que haviam me dito que não doía nada, era só um incomodo. Que raiva!!! Olha, se não fosse por 2 dias depois eu estar perfeita, sem dor alguma e com o playground do Rafa (como ele chama) intacto, eu teria feito um movimento de proibição do parto cesárea. Hoje acho que para mim (PARA MIM!!!!!!!) é a melhor opção.

Mas o tempo foi passando e fui me sentindo cada vez melhor, recebemos algumas visitas e quando foi segunda-feira cedo o médico veio dizer que ela estava com icterícia e teria que ficar no berçario no banho de luz. Quase morri de tanta saudade, só podia vê-la a cada 3 horas para dar de mamar, e a beijava muito durante esses poucos minutinhos juntas. Na segunda cedo também desceu meu leite, peito ficou enorme e cheio de nódulos bem doloridos, a famosa apojadura. Graças a Deus tive muito leite e não tive nem rachaduras/fissuras (talvez pelo uso do bico de silicone) e a dor passou rapidinho. Tive MUITO apoio no Einstein, agradeço as enfermeiras maravilhosas que me ajudaram posicionando a Sarah, dando várias dicas, me corrigindo o tempo todo. Foi maravilhoso e minha experiência está sendo ótima. Assim que o leite desceu ela parou de tomar o complemento e sua glicemia (que havia chegado em 39 quando o normal é 45) voltou a subir e ela ficou ótima.

Acabadinha depois de mamar:

Sarah no banho de luz:

Tivemos que ficar mais um dia no hospital por conta da icterícia dela e uma anemia minha (perdi bastante sangue), mas saímos de lá na quarta-feira e viemos para casa. Vim no carro aos prantos, orando e agradecendo a Deus por mais essa benção na minha vida. Não acreditava que estava indo para casa com minha filha nos braços.

Pronta para ir para casa:

Os primeiros dias tem sido tranquilos. Como eu esperava, não é punk como todo mundo diz. Acho a maioria das pessoas despreparadas e reclamonas, não sabem o que é ter trabalho de verdade. Para mim foi tranquilo. Lógico que não é fácil, que ela tem muita cólica e já passei 2 noites sem dormir, mas na noite seguinte já aprendi umas coisinhas, uns truques, e estamos nos acertando cada vez mais.

Só posso dizer que a experiência é incrível, que me arrependo de não ter tido filhos antes, e que é realmente o maior amor do mundo. Indescritível.

Os cachorros estão com a minha mãe por alguns dias até nós termos uma rotina estabelecida e termos condições de dar o mínimo de atenção para eles. Mas sei que vai ser uma adaptação tranquila.

Obrigada pelas mensagens positivas, pelas orações e pelo carinho de todos vocês.
Vou escrevendo sempre que possível. Beijosssssssssss

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maio 05 2012

É hoje!!!

Publicado por em Gravidez

41 semanas e 3 dias.
Esse é o tempo que você habitou em minha barriga, filha.
Em cerca de 1 hora devemos estar juntas como sempre, mas de uma forma diferente. Você vai conhecer o mundo aqui fora, e vai amá-lo, te garanto. É um mundo de amor, de alegrias, de muitos sabores, cores e flores. Há tristeza também, mas faz parte.
Em pouco tempo nós duas vamos entrar em cena atuando em nosso papel mais importante. Você como filha e eu como mãe. Não há de ser simples ou fácil, mas nunca deixará de ser um espetáculo.
Vem pra cá filha, conhecer o amor incondicional. Estamos te esperando!
Com muito amor,
Mamãe!

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Um coment??rio

maio 02 2012

41 semanas…

Publicado por em Gravidez

Pois é, cá estamos nós, completando hoje 41 semanas. Jamais pensei que chegaria aqui, e pior, sem nenhum sinal de trabalho de parto…. você continua alta filha, parece que corre da luz, deve estar gostoso aí dentro né? Mas você está ficando cada vez maior e mais difícil da mamãe te carregar.

Seus avós, seus tios, priminhos e todos os amigos da mamãe e do papai estão ansiosos, e olha filha, não é fácil aguentar a ansiedade deles não. As pessoas perdem a noção de limite, por mais que você garanta que VAI AVISÁ-LAS assim que você chegar, elas insistem em te cobrar diariamente com um “E aí?” “Cadê a Sarah?”. Sei que eles não fazem por mal, mas não ajuda nada a sua mamãe aqui, que tem estado muito triste temendo por um parto diferente do que ela sempre quis. É difícil controlar a ansiedade de ver seu rostinho, misturado com o medo de uma cesárea, com o medo de você não estar bem. São tantos sentimentos filha, se estiver difícil entender o que está se passando aí dentro, perdoa a mamãe porque ela já não sabe mais o que esperar, o que desejar, o que sentir.

Tem horas filha que tudo o que eu sinto é medo. Outras fico brava, muito brava que o universo está parindo e nós duas continuamos aqui. Seu pai a vida toda sempre disse que para nós dois nada veio fácil e sempre demorou mais que com as outras pessoas, e com você não seria diferente. E ontem eu perguntei para ele: “Porque que para nós dois tudo tem que ser mais difícil?” e ele não soube responder. Mas ele me lembrou de uma coisa: quando acontece para nós dois, é sempre muito melhor que para os outros, então eu deveria levar isso em consideração e imaginar que a sua chegada vai ser mais que especial, assim espero filha.

Eu não tenho a menor ideia do tipo de mãe que vou ser, minha filha. A única coisa que sei é que vou errar muito, sempre tentando acertar, e peço que você tenha paciência com essa sua mãe aqui, que você continue me ensinando que daqui para frente as coisas não serão mais como eu quero ou espero, e sim que elas vão acontecer no seu tempo filha, de acordo com as suas necessidades. A vida da mamãe não gira mais em torno das necessidades dela, no tempo dela, e sim no seu, e a mamãe está aprendendo isso aos poucos, então tenha paciência. A mamãe só sabe que vai te amar muito, não importa quando e como você vai chegar.

A mamãe está aqui, te esperando, esperando por qualquer sinal de que você possa estar chegando. Acho que você deve estar ouvindo o tanto que tenho conversado com você ultimamente, deve ter ouvido minhas súplicas. Não ligue se eu estiver exagerando, eu só estou ansiosa pelo dia mais feliz da minha vida, o dia que vou te conhecer meu amor, seja este dia quando tiver que ser.

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abr 28 2012

Oração para a mulher que vai dar à luz

Publicado por em Gravidez,Religião

Essa oração judaica é linda, e compartilho com todas vocês que estão prestes a dar à luz também.

 

Oração para a mulher que vai dar à luz

“Que seja a Sua vontade, o Senhor, meu Deus e Deus dos meus ancestrais, que tenha misericórdia da minha pessoa dentre tantas outras mulheres grávidas  dando à luz, e me salva daquilo que foi escrito em relação a Eva (1). Quando eu der à luz, suavize minha angústia para que eu dê à luz facilmente e sem dor, antes que a dor aguda me atinja (2).

Que a criança venha ao mundo em um instante, com facilidade e sem nenhum dano – nem para mim nem para a criança – e que ela nasça num momento auspicioso com boa fortuna, para uma boa vida de paz e saúde, encontrando generosidade e graça, com riqueza e honra.  Que meu marido e eu consigamos criá-la a Seu serviço e da sagrada Torah, e para uma boa e tranquila vida.

Que nem eu nem o bebê sejamos feridos – nem no corpo, nem nos membros, nem nas veias, nem nos nervos, nem na pele, nem na carne ou em qualquer outra parte do corpo do ser humano – nem dentro nem fora do corpo.

Se eu pequei, me perdoa através do que ei de sofrer nas dores do parto, e que o som do meu choro ascenda até Seu Trono de Glória. Cala as bocas daqueles que me condenam, e que todos aqueles que me defendem entrem em Sua presença, como é da Sua característica, de ser beneficente com os que merecem e também com aqueles que não merecem.

Que a Sua misericórdia sobre mim seja despertada, e que nos resgate de toda dor, confusão e futilidade, e que a placenta emerja no momento apropriado. Que eu seja saudável e me esteja a Seu serviço, para que me respondas em momentos de dificuldades, oh Rei da Compaixão para com todos, Ele que liberta e salva, escuta e responde.”

(1) Veja Genesis 3:16

(2) Veja Isaias 66:7

 

Linda a oração né? Eu me emocionei muito com ela. Espero que gostem.

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