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dez 26 2011

Sobre família e o que ela significa

Publicado por em Família

Natal é um época que me deixa sempre muito deprê. Apesar de toda a empolgação, a vontade de encontrar toda a família, de estar todos juntos, eu sempre sinto um vazio porque é um evento de FAMÍLIA, e eu não tenho certeza do que isso significa.

Este post relutei muito em escrever. É muita intimidade, e pode causar grandes mágoas em algumas pessoas. Mas dada a minha condição atual (grávida), o assunto família tem sido a minha maior angústia, pois me preocupo muito como vou criar a minha família e passar o conceito de família para minha filha.

Eu não sei se o conceito que eu tenho de família é o conceito ideal, ou pelo menos o padrão. Eu só sei que o que eu tenho como família (e não estou falando da minha família com o Rafa, e sim minha família de sangue) não é o tipo de família que quero dar para a minha filha.

Meus pais foram 2 heróis. Assim como os pais de todo mundo (e como nós tendemos a fazer também), pegaram tudo de ruim que tiveram (ou não puderam ter) nas suas infâncias/adolescências e nos proporcionaram. Minha irmã e eu sempre fomos muito educadas, melhores alunas, nunca tivemos uma cárie sequer (dentes impecáveis), donas de casa perfeitas (vejam meu lado culinária) mas também excelentes profissionais, com 12 anos eu falava inglês fluente (o que no começo dos anos 90 não era comum), nunca tivemos pele detonada (na primeira espinha milhares de cremes caros para resolver o problema), sempre arrumadas, sempre tudo muito próximo do perfeito.

Eles nos criaram para ser perfeitas. Na grande inocência deles, não perceberam o problema que estavam nos causando. Fizeram um excelente trabalho, somos as filhas “quase” perfeitas, daquelas de dar orgulho nas rodinhas de amigas contando sobre as filhas e suas conquistas. Não engravidamos antes de casar, não fomos drogadas, não fomos revoltadas, fizemos carreiras brilhantes, casamento, netos, boas casas, status social, etc.

Mas é aí que está o problema. Quando você cria uma pessoa exigindo que ela seja perfeita o tempo todo, você está pedindo ao mesmo tempo que ela seja melhor que os outros. E ser melhor que os outros não é fácil. Porque no mundo sempre vai ter alguém mais inteligente, mais rico, mais bonito, mais sortudo. E você se torna escravo dessa busca constante pela perfeição. É assim que eu vivo. Sempre buscando ser melhor que todo mundo, quero ganhar mais, ser a mais legal, a mais descolada, a mais bem sucedida. E isso tem um preço, e muito alto.

Meus verdadeiros amigos me conhecem, sabem que sou assim e no mais profundo conceito de amizade, me aceitam, aceitam esse meu jeito. O que eles não sabem é que eu não me aceito assim, eu não quero mais ser assim. Tenho trabalhado MUITO nas sessões semanais (que precisavam ser diárias, rs) de terapia mudar um pouco o meu jeito de encarar o mundo. Entender que não sou melhor que ninguém (ou talvez não melhor que todo mundo, só de alguns, rs) tem me custado muito. Horas e horas de reflexão. Respiros profundos e muito, muito florais de bach para ajudar. Respeitar o jeito do outro, o espaço do outro, tem me custado muitos respiros profundos.

Alguns exemplos para facilitar:

– Se eu entrar com você no seu carro, com certeza vou achar que dirijo melhor que você, não importa quão bom motorista você seja. O meu caminho sempre vai ser melhor e mais rápido que o seu. Vou te achar desligada, que você não se planeja quando está dirigindo. O semáforo vermelho e você nem freia desde longe para evitar assaltos. Sua desligada.

– Você fez um risoto maravilhoso, mas ficou faltando um pouquinho de sal, ou um pouquinho mais de queijo. Você nem percebeu, se fosse eu jamais serviria sem provar e perceber que mais uma pitadinha funcionava. Ou melhor, você devia ter me pedido para cozinhar, porque eu teria feito melhor.

– Você reclama das várias atribuições que tem, que seu dia é pesado. Por favor né? Você nem cuida da casa direito, outro dia vi seu marido com o ombro do paletó cheio de caspa, que tipo de mulher deixa o marido sair assim? E você nem cozinha, coitado dele, vivem de delivery e congelados.  Ah, isso para não dizer que você NÃO trabalha no mercado financeiro, o que faz da sua vida muito fácil né, porque vamos combinar, só quem tá no mercado financeiro sabe o que é pressão e entende o que acontece com o mundo.

Entenderam o nível de piração? Pensa que é fácil vir aqui e escancarar os seus defeitos assim pro mundo, ainda mais você que busca sempre a perfeição? Pois é, não é nada fácil. Ou talvez era fácil ignorar esse meu jeito PIRADO quando no mundo eu só tinha uma coisa: o meu umbigo. Agora eu tenho uma pessoa dentro de mim, alguém que não quero que se pareça em nada comigo.

Eu quero muito, mas muito mesmo, ensinar para minha filha que ela tem que ser aquilo que ela é. Eu quero que ela seja feliz com aquilo que ela é, sente, deseja. Não quero que ela sinta vergonha do que não pode ser, quero que ela saiba seus limites e seja feliz convivendo com eles. E é nesse contexto que se encaixa o tema família.

Eu acredito que família significa um núcleo de pessoas que te aceitam como você é, que te amam por aquilo que você é e estarão sempre lá para o que você precisar. É no seio familiar que se entende o que respeito significa, e digo respeito no sentido de aceitar as limitações e características do outro, é não se magoar com atitudes que sejam diferentes da sua, é estar feliz com pessoas que são completamente diferentes de você. Isso é algo que eu não tenho na minha família.

Eu sei que posso contar com eles sempre, qualquer coisa que eu pedir eles vão fazer por mim. Mas porque é assim que se constrói uma família “perfeita”, e não por respeitar um ao outro. Alí estamos sempre competindo, sempre querendo provar um ao outro que somos melhores, que nosso jeito é sempre o melhor. E acaba que sai todo mundo frustado e magoado, porque é impossível 4 pessoas serem todas elas perfeitas ou melhores que as outras, alguém vai ser o mais fraco, alguém vai errar.

Eu sei que para você leitor este post está totalmente confuso e você ainda não entendeu o que eu quero dizer. Nem eu sei bem. O que eu estou tentando dizer é que eu amo minha família, sei que eles vão sempre me ajudar quando eu precisar, mas esse conceito de família que temos não é o que eu quero criar para mim. Eu quero uma família diferente. Eu quero uma família que preze pelo companheirismo, pela união, pelo respeito. E eu não sei como chegar lá, por isso escrevi esse post. Porque é quando eu escrevo que eu mais me entendo, mais me enxergo. E eu tenho muito medo do que vejo, tenho receio que os 4 meses restantes da gravidez sejam insuficientes para eu me preparar para criar um ser humano e não transformá-lo em “desumano”. Sei que vou conseguir evitar muitos dos erros que vi na minha criação, mas cometerei outros erros. E assim como deixaram em mim uma marca profunda e um peso que carrego comigo diariamente, fico aterrorizada de pensar que posso fazer isso com outra pessoa também.

Vejo por aí as pessoas dizendo que você só entende sua mãe quando você vira mãe. E não tenho a menor idéia do que isso significa. Eu tenho medo do que isso significa, porque eu não quero nunca entender, compreender as atitudes da minha mãe, porque no fundo eu não quero perdoar muitas delas. E sabe porque? Porque é mais fácil culpá-la do que aceitar que eu também posso ter errado, e muito.

Vou parando por aqui porque estou me perdendo, rs. Eu só precisava expor a minha angústia de ser mãe, de NÃO ser uma BOA mãe. Sei que todas as mulheres passam por isso, e que a maioria encontra o seu caminho, o seu melhor jeito de criar um filho e formar uma família. Mas é que eu tenho muito medo de querer formar uma família perfeita, quando no fundo eu só quero uma família unida, companheira e cheia de amor.

Obrigada a todos que me fizeram companhia por aqui em 2011. Foi um ano turbulento para quase todos, foi um ano esquisito. Mas 2012 tá aí, e é ano PAR. Amo anos pares. PAR significa positivo. E é isso que eu desejo a você. Um ano muito positivo. Muito amor, muita saúde. Que Deus abençõe nossas vidas. Feliz 2012!!

 

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ago 25 2011

3 anos

Publicado por em Casamento,Comemorações

Dois dias atrás completei 3 anos de casada.

Eu acho que dizer que está casada ou não não faz diferença para quem já morava juntos há muitos anos, mas segundo a minha terapeuta (sim estou fazendo terapia e terrivelmente assustada a cada sessão por descobrir como sou pirada!) faz diferença sim o tal do “título”.

Se faz diferença ou não eu não sei.
O que eu sei e que tem prós e contras, com certeza mais prós (senão a taxa de divórcio seria maior que a de casamento!).
É difícil, muito muito difícil, mas como é BOM!

Gente, hipocrisia aqui não rola. Nós quebramos o pau. Tem dia que quero ser solteira e cair na balada. Tem dias que ele provavelmente se sente assim também. Tem dias que sobe aquele sangue e você tem vontade de sufocar a pessoa enquanto ela ronca ao seu lado como se não tivesse feito nada para você.

Mas tem tantos dias bons nénaum?
E quando você chega em casa e fala “oi”, ele olha para você e já diz na lata “o que aconteceu?”.
Gentem, ter alguém que te conhece pela entonação da sua voz não é tudibom?
Alguém que já sabe o que você gosta e não gosta, quer e não quer, faz e não faz, topa ou não topa (rs), tem coisa melhor?

Nós nos entendemos, somos companheiros, cúmplices, e o mais importante, ainda nos amamos. Enquanto tiver amor, respeito e sonhos, o caminho segue traçado.

Mas que é difícil é, tem dias viu, que você tem que se segurar para não imitar Michael Douglas no filme “Um dia de fúria”!!! kkkk

Vocês lembram de 3 anos atrás? Não, então clica aqui.

PS: embarcamos hoje para o Chile, serão só 2 dias para dar uma namoradinha né?

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ago 25 2010

Benji

Publicado por em Família

Tudo começou com o Mike ficando mimado e com ciúmes de qualquer coisa.
Até eu e o Rafa se beijar ele já dava escândalo. Aí decidimos que tínhamos que arrumar outro dog.
Pensar em comprar outro filhote nem pensar. Estamos muito durangos.
E comecei a seguir várias ONGs e protetores de animais no twitter.
E vivia deprimida vendo a situação deprimente de tantos cães. Como tem gente mal nesse mundo.
E aí decidimos que iríamos adotar um.
E tinha que ser meio pequeno porque moro em apartamento.
E todo dia eu recebia um pedido de ajuda para salvar um bichinho. Até que um dia recebi esse:

Na hora me comovi. Primeiro porque ele parece MUITO o Mike, que sempre chamamos de Benji, embra do filme?

Pois é. Nos apaixonamos.
Mais do que isso, tinhamos que salvá-lo. É uma história triste, muito triste. O ser humano é capaz de muita crueldade.
Esse bichinho fofo que vocês viram na foto acima foi encontrado amordaçado (a boca amarrada com algemas de brinquedo) para que não pudesse latir, e com as pernas amarradas para que não pudesse correr, dentro de um saco de lixo abandonado no estacionamento do Carrefour de Interlagos. Pois é, fizeram isso para ele morrer. Não deram uma chance a ele se quer. Amarram a boca para não latir, as patas para não seguir esse provável dono que tanto o maltratava, e deixou ele alí sem uma chance de sobrevivência.

Mas meu Deus é um Deus do impossível.
Ele opera milagres.
E colocou a Luzia, uma boa alma, no caminho do Benji. Ela o salvou e deu abrigo durante 1 mês. Até eu me apaixonar por ele e resgatá-lo.

Filminho dele no abrigo quando chegamos, todo bonzinho.

E fotos dele no carro a caminho.

E outro filminho.

Levei ele direto par ao Pet Shop para levar um trato. Banho, escovar dentes, tosa higiência, etc.
Quando chegou em casa foi um auê. Fez xixi em todos os cantos possíveis, Mike ficou doidinho (ele ama cachorros)… foi muito legal. Ele brincava de um jeito com o Mike que ninguém nunca brincou. Tava lindo.
Um doce de cachorro, bonzinho… amoroso…. mas deve ter sofrido muito. A gente levantava e ele já abaixava a cabeça com medo de apanhar, pode isso?

Mas o tempo foi passando e o Mike foi mudando, foi avançando toda hora no coitado, que era tão bonzinho que nem revidava. Eu dei um ossinho para ele roer e ele gostou tanto, mas tanto, que quando ofereci biscrok, ele segurou os dois na boca com medo de soltar o ossinho e perdê-lo. Um fofo. Mas tava insuportável, o Mike não parava de latir de ciúmes, não podíamos chegar perto do Benji, e o Mike começou a passar mal de tão nervoso. E para piorar, suspeito que o Benji era um cachorro de casa, pois ele ficava tentando pular da janela, desesperado para sair.

Ele em casa comendo ossinho junto com o Mike.

Por fim, levamos ele para Ribeirão na casa da minha mãe, porque lá ele tem um quintalzão para brincar, liberdade, atenção o tempo todo e o mais importante, ficou livre de um cachorro chato que ficava gritando na orelha dele (Mike, rs). Não vejo a hora de ir para RP para vê-lo novamente.

Salvei uma vida. Mas tem tantas outras precisando de ajuda.
Não compre, adote.
Você sabia que com o preço de um filhote (R$500,00) você alimenta um cão por um ano inteiro? Ajude a causa.

Cão sem Dono

Animais para adoção

Associação Protetora dos Animais

Pelos Animais

Amigo Animal

Associação Paulista

Proanima

ANDA

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ago 20 2010

Como é lindo um reencontro!!!

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nov 21 2009

Twilight saga

Publicado por em Romance

Acabei de chegar do cinema, fui assistir New Moon, o segundo filme da saga Twilight. O que posso dizer? Que estou ainda mais apaixonada com uma história de amor tão linda e profunda? Com um filme que traz outra história de amor tão linda?
Fico me perguntando porque não li esses livros, porque deixei me levar e pensar que deveria ser uma história besta de vampiros e não valia a pena perder meu tempo já que detesto ler.
Pois é, quebrei a cara e cá estou eu completamente apaixonada e encantanda por uma (duas) história linda de amor.
E com isso, só me resta comprar os outros dois livros que faltam para acabar a série e matar a minha curiosidade!
Se você não leu, comece agora, ou assista os dois primeiros filmes. Se você for mulher vai se apaixonar. Se for homem, esquece que leu este post ok?

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out 21 2009

Batalhas da vida a dois

Publicado por em Casamento,Dia a Dia,Romance

Independente de ser casados no papel ou não, quando um casal decide realmente ser um casal, isto é, dividir uma vida juntos, começa alí uma infinidade de batalhas que eles vão ter que lutar.

Eu acredito que um casal só é casal mesmo quando mora junto. Esse negócio de casamento (ou namoro) em que cada um tem sua casa num rola muito no meu conceito. Casal, no sentido “duas metades” sobrevivendo juntos, tem que dividir o mesmo teto. E só assim se prova casal.

Tudo começa assim: primeiro você abre mão de alguns programas de TV, de comer comida que para você é uma delícia e ele nunca ouviu falar e já faz cara feia, de dormir até tarde (ou cedo), de ter mais espaço no armário, de ter tudo no seu lugar o tempo todo (homem tem a proeza de pegar um coisa num canto e deixar em outro, nunca devolve ao mesmo lugar!!), etc. Mas até aí tudo bem, tudo lindo, a brincadeira de casinha é uma delícia, você pode estar com ele o tempo todo, namorarem, jantar juntinhos, dar risadas, etc…

No segundo momento você começa a se irritar com coisas pequenas: a cueca que ele não tem capacidade de jogar no cesto ao lado do canto onde ele deixa jogado, você ter que acordar mais cedo para tomar banho por causa da divisão do banheiro e horário de trabalho de ambos, pelo copo molhado sem apoio na sua mesa cara, e por aí vai. Mas ainda tá tudo ótimo, vocês ainda fazem sexo com frequência, sem agendamento, no calor da coisa, ainda dão risada de tudo, fazem mil programas com os amigos, e dinheiro e contas e/ou filhos não são seu único assunto.

Aí meu bem, vem a terceira fase e a fase de consolidação de um relacionamento. Se você chegou aqui, pronto tá no ápice. Aqui você começa a implicar com qualquer coisa pequena (pequena meeessssmo), por ele não ajudar tanto, pela família dele que você não entende como um dia foi capaz de gostar, pela zona na casa, pelo excesso (ou falta!) de trabalho dele (ou sua), pela falta de perspectiva ou pela falta de planejamento de vida dele (delEEEE, porque só homem não se programa, rs!!), etc… A lista é infinita. Aqui vocês já não se pegam mais no calor da coisa. Sexo? Só combinado, mediante acordo de ambas as partes. Dor de cabeça é uma constante, dorme junto na cama. Vocês dois sabem de cor e salteado o saldo no Banco. Vocês só falam das contas a pagar, das coisas que faltam para terminar a decoração da casa, dos eventos chatos de família, dos eventos profissionais, do MBA, da empregada que faltou e ainda pediu aumento, do óleo do motor do carro que precisa ser trocado, da babá que fala pralavrão para o filho, da mensalidade da escolinha, entre outras mil.

Pausa – já se encaixou em algo? – Despausa (by LuBrasil)

Parece ruim né? E é. Vocês nem lembram mais como é ter ressaca das brabas e não lembrar de mais nada no dia seguinte, tem medo de fazer uma ultrapassagem perigosa, medo de avião, dirigir depois de 3 chops nem pensar (e sem considerar lei Seca), ir a um bar com os colegas de trabalho e quando for 11 da noite todos os solteiros empolgarem para uma balada a primeira coisa que você lembra é que amanhã é dia de trabalho e não vai levantar (e esquece quantas vezes você fez isso na vida), você nunca mais ouviu uma história caliente de uma amiga sua (estão todas casadas e as ainda solteiras reclamam que não tem homem na praça), final de semana para vocês significa dormir sem despertador (quando não se tem filhos) e não mais diversão garantida.

Pois é, quer o diagnóstico?

Você cresceu.

Virou sua mãe.

Pois é, eu também.

Parece chato né?

Pensou que nunca chegaria aqui né?

Achou que seria mais moderninha, que os tempos são outros e que uma pitada de sex shop, livros, viagens não te deixariam cair na rotina né?

Pois é. Pois é.

Sabe porque temos que passar por isso?

Porque apesar de envelhecermos e tudo só crescer (barriga, culote, rugas, cabelos brancos e infinidade de responsabilidades!!!), é BOM DEMAIS estar aqui.

Apesar de focarmos mais nas responsabilidades, de nosso nível de paciência praticamente estar próximo de zero, de você não dormir pensando naquela reunião do dia seguinte, por você passear no shopping e ficar louca por um jogo de panelas ou lençol, de não lembrar a última vez em que riu de fazer a barriga doer, etc… você é realizada.

Sim, esta palavrinha não existe depois de passar pelo purgatório (aquele descrito em três fases aí em cima!). Isso acontece na sua vida pessoal e também na profissional (lembrou da sua época de estagiária e recém contratada?). Mas é tããããõoooo bom chegar até aqui.

Concordo que o relacionamento fica menos divertido. Mas fica tão mais estável. Tão mais profundo. Vocês se conhecem pelo olhar, pelo OI que cada um dá ao chegar do trabalho no fim do dia.

Ele: “Oi amor tudo bem?”

Ela: “Tudo!”

Ele: “O que foi? O que você tem?

Ela: ” Nada”.

Pronto. Ele te conhece e pelo seu nada sabe sim que tem alguma coisa. Isso não é maravilhoso? Isso não é o ápice? Uma pessoa te conhecer tão bem quanto você? Ter certeza sobre a sua pessoa?

Relacionamento fica maduro e assim fica porque realmente ele amadurece. Ficamos velhos (não fisicamente) e cheios de responsabilidades mas temos na vida a plenitude, a oportunidade de se sentir completo. Você não está sozinho. E não estar sozinho não significa só ter um namorado, marido. Significa ter um companheiro, alguém que caminha com você, alguém que está alí do seu lado, para te apoiar quando você cair.

E para isso, não tem outra forma, a não ser passar por todas as fases acima. E sair delas fortalecidos, amando muito mais.

O amadurecimento de um relacionamento dói, traz muitas responsabilidades, requer kilos de paciência, conversas, respeito, e sempre deixa saudades do tempo em que tudo era tão mais fácil.

Mas é tão bom chegar aqui. Acredite.

Este post foi inspirado em três acontecimentos atuais da minha vida.

O primeiro, eu e meu marido sobrevivermos a nossa reforma, que com certeza foi o maior desafio que enfrentamos como companheiros (até agora!) e que abalou e muito nosso relacionamento. Descobrimos que a vida conforme ela passa vai trazendo mais e mais problemas, responsabilidades (sem falar nos filhos), pesos, dores e saudades, mas também te aproxima cada vez mais daqueles que você ama.

 O segundo, o casamento daqui a 10 dias de uma amiga romântica assumida, que há um ano me dizia no meu casamento que o sonho dela era um dia também casar com o verdadeiro companheiro, e nem imaginava que em tão pouco tempo concretizaria o sonho dela. Que ainda tem que viver algumas das fases acima mas que me dá tanta tranquilidade que vai passar facinho por tudo isso. Que ainda existem casais que buscam se completarem, crescerem juntos, e não simplesmente suprir carência afetiva alheia.

E o terceiro, ver um casal que não teve forças para passar por tudo isso, que mostraram para mim e para nosso grupo de amigos que é mais fácil desistir de um relacionamento do que lutar, que quando cada um olha para o que é importante para si mesmo e não para a vida de ambos não está construindo relacionamento nem cumplicidade, que quando não há perdão não há também continuidade, que quando não se escuta e não se dá o braço a torcer só se perde e nada se ganha, que se irritar com picuinhas é perda de tempo.

Eu sei que é difícil, que é um mantra que tem que ser repetido todo dia, mas temos que fazer como Zelia Gattai, esposa do querido Jorge Amado. Ambos viveram uma linda história de amor e companheirismo, e quando perguntaram a ela se ela não se irritava com a toalha molhada jogada (ou algo assim) ela só respondeu que não, que simplesmente pegaria a toalha e penduraria, que isso era tão pequeno em vista do que ele tinha de bom e do que fazia ela sentir. Lindo não? Sei que é difícil, mas eu prefiro passar pelas dificuldades e viver uma história assim do que sentar e dizer que é difícil. Como disse Nora Walker em B&S: “Eu aprendi na vida que você gasta muito mais energia e sofre muito mais tentando achar formas de negar os acontecimentos e enfrentar a realidade do que simplesmente enfrentá-la de uma vez.”

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set 17 2009

noveleira

Publicado por em Romance,Televisao

Que eu amo novela e não ligo a mínima para aqueles que acham futilidade, alguns por aqui já sabem, principalmente aqueles que me seguem no twitter.

Agora tô aqui assistindo essa novela do Maneco chaatttaaaa, cheia de problemas sociais ou então vida de rico, sem histórias de amor que me emocionam (sou manteiga e sonhadora – ainda acredito em príncipe encantado e amor eterno)… Por fim fiquei lembrando de Caminho das Índias, e como somente Gloria Perez consegue escrever histórias tocantes de amor.

Para mim, a mais linda foi a história de Jade e Lucas (“O Clone”), e até hoje posso assistir que me emociono e choro…. como eu gosto de encher o saco de vocês, vou colocar aqui a cena final desta novela, a mais linda história de amor que assisti. Foi tão intensa que até os atores se envolveram e vieram a casar depois….

O primeiro tem que clicar no link ok?

O REENCONTRO DE JADE E LUCAS

Meu DEUS, quanta futilidade… hahahaha

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ago 23 2009

1 ano!

Publicado por em Casamento,Romance

0182

Carta ao meu amor.

Lindo, hoje completamos um ano de casados. Um ano que fizemos um festa para consagrar nosso amor, para realizarmos um sonho.

É verdade que nada mudou entre nós, já vivíamos como marido e mulher, sob o mesmo teto há mais de 3 anos. O que mudou foi o meu nome, que ganhou o seu. E vou te dizer que adorei ter o seu nome, apesar de ainda não ter me acostumado a ele. E você vive me recriminando quando alguém pergunta meu nome e eu digo o antigo… é a força do hábito meu lindo,  você vai ver que com o tempo eu acostumo.

Falando em tempo, ele está passando, e estamos deixando de ser jovenzinhos para vivarmos algo muito semelhante à primeira lembrança que temos de nossos pais, ou seja, adultos com responsabilidade.

Compramos nosso apê de gente grande, com mais do que um cômodo (rs), temos nosso carro, nossos empregos, nossas viagens e nossos planos… Ah, os planos, quem não os tem? E nós temos tantos não? E é por esta razão que nos damos tão bem, somos dois sonhadores… nosso sonho mais recente, é terminar o apê para encomendar o David, ou a Sarah, quem sabe? Será a concretização do nosso amor.

Sei que não somos perfeitos e enfrentamos em 2009 o pior ano no nosso relacionamento, sofremos (ambos) muito, muitas DRs, noites em claro, preocupação, vazio, solidão a dois… mas aprendemos (mais uma vez!) que faz parte do relacionamento, de duas pessoas que se amam… estamos em constante mudança, impossível não nos desentendermos e sofrermos. MAs o importante é sair de tudo isso fortalecido, com muito mais amor, e é assim que nos sentimos.

O mantra que levamos conosco é que o “amor não enche barriga, é necessário muito respeito e reconquistar a pessoa amada diariamente”. Às vezes nos esquecemos disso, mas não somos perfeitos, o importante é um sempre lembrar ao outro do caminho que devemos seguir juntos, sempre. Cumplicidade não tem preço.

Te amo, te desejo, te admiro, te anseio.

Que esse seja apenas o primeiro de muitos anos de comemoração. O importante é lembrarmos sempre que só depende de nós!

Beijos meu lindo, parabéns para nós!

Cynthia

PS: as fotos do fotógrafo estão aqui!

E tenho outro presente, o videozinho que passou no telão, mas infelizmente está sem som por causa dos copyrights do youtube. O fundo musical era a canção “A fuego lento” da Roxana.

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