Arquivo de Tag 'cachorro'

Sep 01 2010

O ser humano é cruel

Publicado por em Animais

Neste momento Jesus está muito triste comigo, pois eu questionei demais a minha fé e Sua existência.

Como pode um ser humano ser capaz de tanta crueldade? Cadê o coração, o sentimento? Isso não é nada perto dos casos de crueldade com animais que vejo diariamente nas comunidades de protetores que sigo.

Vivo deprimida com isso.

Tenho questionado a existência de Deus.

E esse papinho que eles vão pagar não me convence. “No mundo terás aflições, mas tende bom ânimo pois eu venci o mundo”. Tá difícil.

O conteúdo é forte.

Menina joga filhotes em rio gelado e com forte correnteza

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Aug 25 2010

Benji

Publicado por em Família

Tudo começou com o Mike ficando mimado e com ciúmes de qualquer coisa.
Até eu e o Rafa se beijar ele já dava escândalo. Aí decidimos que tínhamos que arrumar outro dog.
Pensar em comprar outro filhote nem pensar. Estamos muito durangos.
E comecei a seguir várias ONGs e protetores de animais no twitter.
E vivia deprimida vendo a situação deprimente de tantos cães. Como tem gente mal nesse mundo.
E aí decidimos que iríamos adotar um.
E tinha que ser meio pequeno porque moro em apartamento.
E todo dia eu recebia um pedido de ajuda para salvar um bichinho. Até que um dia recebi esse:

Na hora me comovi. Primeiro porque ele parece MUITO o Mike, que sempre chamamos de Benji, embra do filme?

Pois é. Nos apaixonamos.
Mais do que isso, tinhamos que salvá-lo. É uma história triste, muito triste. O ser humano é capaz de muita crueldade.
Esse bichinho fofo que vocês viram na foto acima foi encontrado amordaçado (a boca amarrada com algemas de brinquedo) para que não pudesse latir, e com as pernas amarradas para que não pudesse correr, dentro de um saco de lixo abandonado no estacionamento do Carrefour de Interlagos. Pois é, fizeram isso para ele morrer. Não deram uma chance a ele se quer. Amarram a boca para não latir, as patas para não seguir esse provável dono que tanto o maltratava, e deixou ele alí sem uma chance de sobrevivência.

Mas meu Deus é um Deus do impossível.
Ele opera milagres.
E colocou a Luzia, uma boa alma, no caminho do Benji. Ela o salvou e deu abrigo durante 1 mês. Até eu me apaixonar por ele e resgatá-lo.

Filminho dele no abrigo quando chegamos, todo bonzinho.

E fotos dele no carro a caminho.

E outro filminho.

Levei ele direto par ao Pet Shop para levar um trato. Banho, escovar dentes, tosa higiência, etc.
Quando chegou em casa foi um auê. Fez xixi em todos os cantos possíveis, Mike ficou doidinho (ele ama cachorros)… foi muito legal. Ele brincava de um jeito com o Mike que ninguém nunca brincou. Tava lindo.
Um doce de cachorro, bonzinho… amoroso…. mas deve ter sofrido muito. A gente levantava e ele já abaixava a cabeça com medo de apanhar, pode isso?

Mas o tempo foi passando e o Mike foi mudando, foi avançando toda hora no coitado, que era tão bonzinho que nem revidava. Eu dei um ossinho para ele roer e ele gostou tanto, mas tanto, que quando ofereci biscrok, ele segurou os dois na boca com medo de soltar o ossinho e perdê-lo. Um fofo. Mas tava insuportável, o Mike não parava de latir de ciúmes, não podíamos chegar perto do Benji, e o Mike começou a passar mal de tão nervoso. E para piorar, suspeito que o Benji era um cachorro de casa, pois ele ficava tentando pular da janela, desesperado para sair.

Ele em casa comendo ossinho junto com o Mike.

Por fim, levamos ele para Ribeirão na casa da minha mãe, porque lá ele tem um quintalzão para brincar, liberdade, atenção o tempo todo e o mais importante, ficou livre de um cachorro chato que ficava gritando na orelha dele (Mike, rs). Não vejo a hora de ir para RP para vê-lo novamente.

Salvei uma vida. Mas tem tantas outras precisando de ajuda.
Não compre, adote.
Você sabia que com o preço de um filhote (R$500,00) você alimenta um cão por um ano inteiro? Ajude a causa.

Cão sem Dono

Animais para adoção

Associação Protetora dos Animais

Pelos Animais

Amigo Animal

Associação Paulista

Proanima

ANDA

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Feb 18 2010

Depressão pós-parto canino

Publicado por em Dia a Dia,Família

Bom, por onde começar? Talvez dizendo que eu tenho um amor imenso por cachorros, até maior do que o amor pelas pessoas, e que desde que saí da casa de minha mãe há 9 anos, eu sinto uma vontade imensa de ter um bichinho novamente. E desde que voltei de Londres há 3 anos que venho tentando ter o bichinho, mas as circunstâncias da vida não ajudavam. Eis que agora no apto novo meus planos era ter um filho e não o cachorro, mas as dívidas me fizeram ter que adiar essa vontade. Só que ao mesmo tempo o mundo ao meu redor resolveu ficar grávido, para fazer ficar mais difícil ainda meu adiamento de sonho. E não mais que de repente resolvi que teria um cachorrinho. Arrumei uma babá que vem todo dia 2 horas por dia para brincar e levar para passear, assim como fiz um compromisso comigo mesma que levarei para passear todo dia pela manhã e noite. Achei até bom que vou ter que me mexer mais. E tava decidido, iríamos comprar no sábado cedo. Rafa estava fazendo a minha vontade apesar de não ter certeza do que queria, me deixando mais insegura ainda! Na sexta a noite resolvi googar sobre cachorros que ficam sozinhos e aí juro que desisti de comprar pois o pessoal pegava pesado nos fóruns sobre o assunto. Mas eu também pensava na quantidade de amor que ia dar para ele, sendo que tem gente que tem cachorro e fica em casa o dia todo mas não quer nem saber do bixinho, deixa jogado no quintal. Por fim eu tinha desistido no sábado de manhã, nem falei nada para o Rafa, até que quando ele chegou voltando de visitar o pai doente (capítulo a parte este) estava completamente arrasado, triste e extremamente cansado de só se preocupar com isso o dia todo nos últimos 6 meses. E aí eu pensei que poderia ajudar trazendo um bixinho que o divertisse, distraísse e desse bastante amor e carinho. Nem falei nada e fomos no canil em Vargem Grande Paulista. Eu já havia pesquisado bastante sobre o canil, estava satisfeita com o resultado, mas chegando lá me deparei com um monte de cachorros de várias raças em cercadinhos diferentes alí meramente usados apenas como fonte de renda, sem ninguém para brincar, passear, etc. Peguei o Mike correndo dalí e só pensava que queria salvar pelo menos um cachorrinho daquela vida “descanina”. Isso foi na hora do almoço. Quando foi de noite Rafa me diz: “Nossa pela primeira vez em muito tempo eu consegui me distrair e não pensar no meu pai o tempo todo!”. Pensei comigo “funcionou”! Ele está cada dia mais apaixonado pelo Mike, hoje me disse que nunca gostou tanto de um cachorrinho antes na vida. Eu também o amo muito, mas estou vivendo uma depressão pós-parto.
De repente me peguei deprimida, chorando por qualquer coisa, me sentindo perdida e desorientada. O Mike se apegou demais a mim, pois tirei férias e estou com ele 24 horas (literalmente pq ele não me deixa dormir!!!), ele vai aonde eu for, fica me seguindo o tempo todo, um grude mesmo. Aí eu comecei a sofrer a dor da separação, fico pensando como será a partir da semana que vem que voltarei a trabalhar, se ele vai ficar bem durante o dia até a babá chegar (ficará duas horas com ele apenas), como vai ser, se ele ficará bem e será feliz. Por exemplo, agora são 1:46 da manhã e ele tá aqui do meu lado chorando e latindo para brincar com ele, o veterinário mandou eu parar de atender os desejos dele de madrugada, que senão ele vai aprender que basta latir para conseguir o que quer! Agora me diz se não é difícil uma coisinha fofa dessa chorando em seu ouvido, pedindo apenas um carinho e atenção? Além desse ponto da dificuldade da separação, tem a preocupação com ele, ele já ficou doentinho duas vezes em apenas uma semana, noite passada nem ele nem eu dormimos, ele espirrando a cada 2 minutos e eu acordando a cada dois minutos. Tudo isso tá me deixando deprê, sei que para alguns que aqui vem vão achar bobeira minha, falta do que fazer. Tô nem aí, tô é querendo colinho daqueles que gostam de mim e entendem pelo menos um pouquinho a minha dor. É algo momentâneo, vai passar, mas até lá deixa eu ficar na fossinha? Acho que além disso tudo tem o cansaço físico de não dormir direito há mais de uma semana, e também de não sair de casa para nada, só ficar cozinhando, lavando louça e limpando xixis e côcos pela casa, faz falta sim trabalhar e sair e ter convivência social, mas quando estou fora só fico pensando nele com o coração na mão, #comofazBial?
Ai ai, difícil né? Você que vem sempre aqui e não comenta, se tem um bixinho e passa um pouco pelo que eu passo, deixa um comentário sobre como você lida com isso, tô precisando de vários ombros amigos para me sentir melhor, me ajuda vai?

PS às 7:02 de hoje: depois de escrever este post marido acordou, me deu o ombro amigo mais gostoso desse mundo, acordou cedo (praticamente não dormiu) e brincou durante uma hora com o Mike para eu descansar, não é um fofo? Meu bebê parece estar melhorando!

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