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set 08 2014

I’m back!!!

Publicado por em Dia a Dia

Oi gente, que saudades!!!!

Queria tanto voltar para o meu cantinho, mas um hacker invadiu meu blog e instalou um vírus, e eu fiquei meeeeeeeses sem acesso, querendo compartilhar tantas coisas com vocês.

Tanta coisa mudou nesse tempo todo, Sarah com 2 anos e 4 meses é a maior tagarela do universo, fala tudo certinho, constrói frases, conjuga verbos e usa todos os pronomes. Também está naquela fase de bagunça e rebeldia, para conseguir trocá-la é uma luta, tem que ter muita paciência para não perder a cabeça. Mas também não deixa de ser gostosa esta fase, onde escutar um “mamãe te amo” amolece qualquer coração.

Minha vida mudou bastante, no começo do ano saí do emprego que estava desde o final de 2012, e foi a PIOR coisa que me aconteceu. Eu sofri muito naquele lugar, um chefe que me assediava moralmente todo santo dia, pessoas TOTALMENTE ESCROTAS trabalhando ao meu lado, enfim, um ambiente que não desejo a ninguém. A única coisa positiva é que era do lado da minha casa e tinha tempo para me dedicar a mim e a minha filha. Conseguia malhar no horário de almoço e estava em casa religiosamente às 18:15. Eu consegui voltar ao meu peso de antes da gravidez (81kg) e estava tocando com meus projetos pessoais.

Em novembro, bem no final, engravidei e estava contente que apesar daquele ambiente horrível de trabalho, ia me dedicar ao meu segundo filho e depois da licença maternidade iria procurar outra coisa, afinal era um trabalho horrível mas com salário legal e do lado de casa.

Mas nem 1 semana depois da gravidez abortei e perdi o baby (estava de 5 semanas), e com isso mais uma reviravolta na minha vida. Isso aconteceu durante uma viagem a Orlando com a família toda, e depois de perder o baby desandei a comer e comecei a engordar. Assim que voltei, logo que passaram as festas, quando souberam que eu tinha perdido o bebê, e com medo de que eu engravidasse novamente, eles me demitiram. Fiquei muito arrasada, mesmo odiando aquele lugar, pois me preocupava com contas a pagar e no que seria da minha vida…..

E daí desandei a comer e voltei para o absurdo peso de 93,1kg. Esse era meu peso há 2 semanas atrás, quando resolvi dar um basta e tentar a última alternativa antes da bariátrica (rs): o tratamento da Clínica Máximo Ravenna aqui em São Paulo. Vou dizer que não está sendo nada fácil, estou brigando diariamente comigo mesma, mas não vou desistir de jeito nenhum!!! Dessa vez vai. Prometi a mim mesma que não vou estar gorda em mais um aniversário (23 de novembro).  Conto com o apoio e torcida de vocês.

Sarah já vai na escola desde julho do ano passado e adora. Em maio deste ano ela operou do estrabismo e ficou perfeito. Ela ainda usa óculos pois tem 4 graus de hipermetropia, mas não é mais minha “vesguxa”.

Também em maio deste ano comecei num emprego novo. Também perto de casa mas não tão perto. Mas tudo bem, porque eu só ando de motoca para cima e para baixo. Sim, comprei uma burgman bem simples, daquela que nem precisa trocar marcha, e vai fazer 2 anos que me aventuro com ela para cima e para baixo, sem medo nenhum, buzinando na orelha dos carros que fecham o corredor, vestida de terno e salto mesmo, tenho até capa de chuva. Haahahahah, nada me segura. Melhor coisa da vida ter moto em SP, basta ser cuidadoso.

Em relação ao trabalho novo, pouco teria para reclamar pois o escritório é bacana, meu chefe fica em outra cidade então tenho liberdade de horários e meu funcionário é muito top, menino bonzinho, educado e muito dedicado e inteligente. O salário igual ao do outro trampo, que quer dizer que continuou bom. Benefícios em linha, boa qualidade de vida. Mas ser humano que insatisfeito é, tenho me sentindo um pouco subutilizada, e ás vezes tenho a sensação que me contrataram para fazer menos do que eu esperava ou que me descreveram na entrevista, e isso tem me frustado um pouquinho.

Planos de segundo filho ficaram para ano que vem talvez….. Sarah nessa fase dos “terrible twos” tem me deixado com medo de ter outro filho. Claro que eu quero, mas meu objetivo maior agora é meu corpo e minha saúde. Meu colesterol está 300, triglicérides 200, percentual de gordura no corpo de 49%!!! Eu tinha que fazer algo a respeito né?

Sobre a depressão pós-parto, ela foi tão intensa que deixou marcas muito duras. Só de pensar nesse assunto e relembrar o que passei já começo a chorar. Eu ainda tomo a dose mais alta do remédio (100 mg de sertralina), tentei parar duas vezes e tive recaídas. Hoje sigo com acompanhamento de uma psiquiatra e faço terapia 2 vezes ao mês. Pretendo escrever um outro post sobre este assunto.

Os dogs estão ótimos, passam a semana na creche e vem para o final de semana com a família. Sarah ama elas de paixão, inclusive a queridinha dela é a Bibi. Mike ainda MORRE de ciúmes da Sarah, acho que ele nunca vai aceitar ela, às vezes dá até umas mordidas nela quando ela tenta abraçá-lo, e mesmo assim ela dá risada, rs.

Mas agora estou com força total, super empolgada para voltar para o blog e manter vocês atualizados. Afinal, mais do que um blog este é meu diário virtual, e adoro ler as coisas do passado e relembrar……. quem sempre me acompanha e sentiu saudades, deixa um comentário no post, para eu saber quem são os loucos que perdem tempo comigo, rs.

Beijos e uma excelente semana a todos.

 

Um coment??rio

out 25 2012

Ser mãe é viver com culpa

Publicado por em Filhos

Ser mãe é viver com culpa. Essa frase tão difundida por aí só é compreendida depois que você se torna uma.

Tive o privilégio de acompanhar até agora (5 meses e 15 dias) o desenvolvimento da minha filha. É delicioso e impressionante como a cada dia eles se desenvolvem, aprendem algo novo, interagem mais, começam a mostrar suas vontades. É muito bom poder viver tudo isso de perto. E quando nas poucas horas de trabalho do meu dia (4h) eu perdia alguma coisa que a babá me contava quando eu chegava, eu ficava toda tristonha por ter perdido a mais nova façanha da minha pequena.

Eu ainda teria esse esquema de trabalho de somente 4 horas diárias até o final do ano. Teria se eu não tivesse optado por buscar um trabalho melhor e mais próximo de casa. Eu consegui, e começo na segunda-feira.

E aí vem a culpa. E a dor de perder momentos especiais. Tenho acompanhando o primeiro sorriso, a primeira gargalhada, a primeira virada de lado, o levantar do pescoço, o sentar, ter equilíbrio, a primeira fruta, suco, etc. Poxa, será que serei eu quem verá o primeiro dentinho? Será que serei eu quem dará a primeira papinha salgada? Será que todo santo dia quando eu chegar, a babá vai me contar uma nova façanha da Sarah e eu vou ficar torcendo para ela fazer novamente para eu ver? Será que ela vai lembrar de mim? Será que eu vou conseguir ser uma MÃE para ela?

São tantas questões, tantas dúvidas, nunca sei se estou fazendo o certo ou errado. Infelizmente eu não posso parar de trabalhar, se pudesse, com certeza pararia até ela fazer 1 ano. Mas nossa condição financeira não permite. Eu preciso trabalhar pelo dinheiro, e porque também não dizer, minha realização pessoal?

Outro dia ouvi uma executiva de sucesso contando sua história, que no começo da sua carreira ganhava 850 reais e pagava 650 para a babá olhar sua filha. E todos se perguntavam porque ela trabalhava para não sobrar quase nada e deixar sua filha com outra pessoa, e ela respondeu que era pela satisfação pessoal dela, e que ela estando realizada poderia ser uma mãe muito melhor para sua filha, que aprenderia desde cedo a ter auto-confiança tendo como exemplo uma mãe feliz e realizada.

Eu concordo com isso. Acho que a maioria das mães que ficam em casa são frustadas. Minha mãe foi assim. Óbvio que existem exceções, mas para mim no geral são mulheres frustadas, e que tem baixa auto estima, já que poucos são os maridos que consideram cuidar de filhos e casa uma profissão, eles vêem como obrigação e acham que não dá trabalho algum. Ai de você se reclamar que está cansada e teve um dia difícil, a resposta que vem é: ” mas você ficou em casa o dia todo!”.

Mas por outro lado, qual a quantidade de tempo que uma mãe que trabalha pode se ausentar? Infelizmente não existem estudos ou comprovações científicas sobre o assunto. Cada um fala uma coisa. Eu não sei dizer o que terá um impacto pior em minha filha, se ter uma mãe frustada mas presente ou uma mãe ausente mas realizada. É o tal do quantity time x quality time. Dizem por aí que o que importa é termos quality time com a criança, ou seja, nas poucas horas que ficar com ela, que sejam intensas. Que uma mãe que dedica 30 min do seu dia para brincar com a criança, interagir, dar atenção e amor, sem celular, tablet, tv, etc por perto, vale muito mais do que uma mãe que fica em casa o dia todo mas que liga o DVD da Galinha Pintadinha, Baby Einstein, Discovery Kids, etc, para a criança ficar quieta e não dar trabalho, ou seja, não demandar sua atenção. Será que as mães que ficam em casa dedicam tempo de qualidade às suas crianças? Será que elas tem mais paciência ou é o contrário?

Por que não temos essas respostas? Todas essas dúvidas só nos trazem mais angústia, mais culpa. Seria tão mais fácil se soubéssemos o que é melhor para os nossos filhos não é?

Recentemente li o livro “A Criança Terceirizada”, do pediatra José Martins Filho.

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Eu devorei esse livro em menos de 2 horas. Foi uma leitura torturante, mas construtiva. Ele não diz que as mães não devem trabalhar. Mas ele mostra o que as mães que trabalham não podem deixar de fazer. Super recomendo essa leitura. Ajuda muito. Quem não tiver como comprar o livro, entre no Youtube e jogue o nome do livro que tem uma entrevista deste pediatra falando sobre alguns temas que ele aborda no livro. Na verdade eu vi o vídeo primeiro e me interessei em ler o livro. Vale a pena.

Esse pediatra critica a questão do quality time. Ele diz que não adianta dar tempo de qualidade para a criança se for pouco tempo, que a criança precisa da presença dos pais para os guiar, ensinar, amar. Ele diz por exemplo que se você trabalha perto de casa, tente alguns dias da semana almoçar em casa, se não puder, faça uma refeição (café da manhã ou jantar) com a criança. Ela precisa entender o referencial de família. Ele critica muito a forma como os pais hoje em dia cultivam as relações com seus filhos. Ele cita uma criança que quando perguntada se seus pais a levavam para passear no final de semana, ela respondeu que sim, que iam ao shopping e ao supermercado juntos. Ele afirma que isso não é passeio, isso não é dar atenção para a criança. Um supermercado é atividade de adulto (chata por sinal), e não é porque você está levando a criança junto que você está dando atenção para ela. O mesmo vale para os pais que levam filhos ao shopping pois não aguentam mais as crianças pegando fogo em casa no final de semana. Oras, elas são crianças, querem brincar, querem atenção de seus pais, e não que os mesmos os levem a um shopping onde as crianças vão se distrair e eles não precisarão dar atenção aos seus filhos.

Para ele o que tem que ser feito é dar atenção de verdade para o seu filho. Levar num parquinho, andar de bicicleta, fazer um castelo de areia, montar um quebra cabeça. Gente, essas eram as atividades que nossos pais faziam conosco. E somos ou não uma geração (quiçá a última) que se gaba de ter tido infância de verdade? Quantas crianças hoje preferem ganhar um video game a uma bicicleta? Não seria a maioria?

Enfim, estamos entrando num outro ponto de discussão aqui. Mas o que eu quero dizer disso tudo é que a decisão de trabalhar ou não é difícil sim, gera culpa sim, mas ela não deveria ser o nosso foco, mulheres. E sim se estando muito ou pouco tempo com nossos filhos estamos realmente sendo PAIS, ou se estamos terceirizando a nossa responsabilidade. Quantas mães que conheço que não trabalham, ficam em casa, mas tem babá que troca, dá banho, dá comida, brinca, etc com a criança? Será que essa criança é mais privilegiada que a minha por ter sua mãe o tempo todo em casa mas terceirizando os cuidados para com ela?

De uma coisa eu tenho certeza: não terceirizo minha filha. Enquanto eu estou trabalhando concordo que sim, mas enquanto estou presente, assumo integralmente a minha função de mãe. Já estou adaptando os horários da Sarah para ela estar acordada no horário de almoço e tentarei vir o máximo de vezes possíveis em casa. Também estou tentando esticar o horário dela dormir, que é 19:30, ela não aguenta muito depois disso, mas como devo chegar em casa entre 19 e 19:30, o ideal seria que ela dormisse por volta de 21h, assim teríamos mais tempo juntas. Vamos ver se consigo.

E sempre que estou em casa, eu exerço plenamente meu papel de mãe. Sou eu quem troca, quem banha, quem poe para dormir, quem brinca, quem faz a mamadeira e a papinha, quem alimenta. Isso principalmente quando a babá está. Eu sou a mãe e eu sou responsável pelos cuidados para com a minha filha. A babá só cuida quando eu não estou presente. Lógico que meu marido divide tarefas comigo quando está em casa, mas de resto sou eu mesma. Durante a minha ginástica, drenagem, manicure, ela está sempre ao lado. Se ela chora, paro o que estou fazendo, nada de chamar babá. Outro dia fui na minha ginecologista sozinha com ela. Era cada olhar na recepção das demais mães que ali estavam, ou sem os filhos, ou com eles mas a babá a tiracolo. Eu não quis saber, levo ao pé da letra o “quem os pariu que os balance”, levei ela comigo e ela ficou quietinha no bebê conforto enquanto a médica me examinava.

No meu bairro tem diversos restaurantes e cafés, sempre cheios de pais, crianças e a babá junto. Acho isso um absurdo. Primeiro pela falta de privacidade, pela falta de convívio familiar, por mais íntima e amada que a babá seja. Segundo porque tenho vontade de esganar esses pais que prezam muito mais a tranquilidade de uma refeição a estar 100% com seus filhos. Ah dá trabalho? Então porque foi ter filho? Quantas babás caminhando bem cedo com os carrinhos e os bebês. Onde estão essas mães? Aproveitando algumas horinhas de sono? Que DÓ dessas crianças.

Consciência tranquila que estou sendo a melhor mãe para a minha filha eu tenho. Mas isso não significa que eu não tenha culpa, dúvidas e insegurança. Será que o que faço é suficiente? Será que um novo emprego onde preciso me provar não vai comprometer o que ofereço atualmente para ela?

Acho que nem eu nem ninguém pode responder a essa questão. Aliás, tem alguém sim. O tempo. Só ele vai dizer o impacto que a minha ausência causou em minha filha e também em mim. Até eu ter essa resposta, vou dar o melhor de mim para minimizar as consequências dessa minha ausência, pode ter certeza.

Será que tá dando certo?

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ago 10 2012

Sarah 3 meses

Publicado por em Filhos

Domingo minha pequena completou 3 meses. Minha gatinha está cada dia mais gostosa.

Ela já sorri muito e às vezes até gargalha.

Fizemos uma micro festinha como todo mesversário. Acho importante comemorar os mesversários até a criança fazer 1 ano. Cada mês é uma conquista, uma evolução tão grande que tem que ser celebrada!!! Este mês a vovó não estava aqui, então compramos um bolo na Docemania (meu Deus que que era aquele bolo?) e a tia Carol e a Tia Paty estavam presentes para cantarmos aquele parabéns bem gostoso. Fotinhas:

 

Ela está a cada dia mais gostosa, vocês não acham?

 


(reparem no dedinho dela igual ao do E.T. – treinei ela direitinho!!)

Ontem foi dia de pediatra e está tudo bem com ela graças ao bom Deus.

 

 

Pesou 6,160 kg e mediu 63,5 cm. Gigante essa minha menina. Chamo ela de saracura pois ela tem as pernas bem compridas. Cresceu 5 cm desde a última consulta em 21/06. Tá tão grande!!! Os cabelinhos estão nascendo e a cabeça está começando a encher, e tá tudo espetadinho.

Foi também dia de vacina, desta vez duas picadinhas, uma em cada perna, ai Senhor parece que dói mais em nós né? Até agora ela não teve reação alguma, ainda bem!

Com 3 meses a rotina da Sarah é a seguinte:

– Acorda entre 7h e 8h

– Mama entre 4 a 6 min no peito

– Brinca por 1h

– Tira uma soneca de 40 a 60 min

– Entre 10h e 11h toma banho

– Mama uma mamadeira (Aptamil) de 90 a 120 ml, depende da fome dela

– Tira uma soneca que vai das 11:30/12:00 até 14/15h, depende do dia

– Acorda e mama no peito, entre 4 a 6 min (essa mamada será substituída por mamadeira de leite materno que estou ordenhando e congelando pois na segunda-feira regresso ao trabalho).

– Brinca por mais 1h, isso já são 16/16:30

– Tira outra soneca de uns 40 a 60 min

– Acorda entre 17:30/18h e deixo ela bem acordada, brincando bastante com ela

– Lá pelas 19h começa a dar sinais de sono, tem dias que dou banho de balde (qdo ela está mais agitadinha), outros nem precisa. Troco a fralda e dou mamadeira entre 90 a 120 ml. Ela dorme por volta das 19:30/20h.

– Acorda entre 3 e 4h da manhã e mama uns 10 min no peito e volta a dormir, acordando lá pelas 7/8h da manhã.

 

Como mencionei acima, na segunda-feira volto ao trabalho. Tirei 4 meses de licença maternidade e 1 mês de férias, totalizando 5 meses. Só gozei de 3 meses, mas resolvi voltar antes. Primeiro porque a pessoa que eu treinei para cuidar de tudo no meu lugar pediu demissão, e segundo que tive uma idéia que pra mim é genial e meu chefe topou. Esses 2 meses que faltam transformei em 4 meses de meio período. Ou seja, estou voltando antes, vou trabalhar das 11:30 às 15:30 (que é bem o horário da soneca longa da Sarah). Achei ótimo pois ela quase não vai sentir minha falta e eu vou me acostumar aos poucos a me ausentar de casa. Além disso vou trabalhar num super horário que não tem trânsito algum, vou e volto super rápido. Meu emprego mudou para muito muito longe, no final da Marginal Pinheiros, além de ser longe é uma MEGA trânsito em horário de pico, dá mais ou menos uma hora e meia até a minha casa. Fora dos horários de pico são só 13 minutinhos!

Eu estou contente que estou voltando a trabalhar, é bom sair de casa e ver pessoas, falar de outros assuntos, espairecer um pouco. E por outro lado vou poder curtir ela a manhã toda, cuidar dela, continuar dando banho, amamentando. Estou muito contente com esta proposta. E também é bom eu sair de casa para parar de engordar. Fico em casa e só COMO o tempo todo, socorro. Engordei 18 kilos na gravidez, tinha emagrecido 12 mas engordei 4, como pode? As roupas de grávida estão largas, as calças caem, mas as roupas de antes da gravidez não servem, o que fazer? Minha barriga está grandinha ainda, parece que estou grávida de 4 meses, hahahahahah.

Acredito que estando no escritório vou ter mais tempo de postar. Peço desculpas aos meus leitores pelo excesso de post na categoria “filhos”, mas essa é a minha realidade e a minha rotina desde então.

Beijocas!

Um coment??rio

out 25 2009

4 anos de London

Publicado por em Família,Trabalho,Viagem

Há 4 anos atrás eu desembarcava em Londres para uma das mais fantásticas (para bom e para ruim) experiências da minha vida. Lá ia eu, que já não era mais uma menina, que não tinha medo de morar em outro país, mas que aos 26 anos enfrentava a primeira experiência profissional de verdade da vida. Eu não era mais uma estagiária, era uma recém contratada de um Banco Internacional que estava gastando um bela de uma grana, um mega investimento, e na coragem resolveram apostar em mim.

Eu estava super tranquila quanto a vida lá, quanto o dia-a-dia, distância da família, etc. MAs não tinha nem um pouco de sossego quanto ao meu trabalho. Fui enviada para fazer algo que nunca havia feito, e que ninguém (nem eu mesma) sabia se seria capaz.

MAs graças a Deus deu tudo certo. Foram várias turbulências, trabalhava até no mínimo 9 da noite todo dia, final de semana, odiava o que eu fazia, um ambiente super competitivo e todo mundo me odiava por causa de todos os privilégios que eu tinha. Eu era expatriada, isso significa que além do meu salário no Brasil (q se eles soubessem a merreca que era não teriam inveja de mim), eu tinha todas as despesas pagas. Mas o banco exagerava. Me deram um duplex para morar há 4 quarteirões do palácio de Buckingham, num prédio chiquérrimo, pagavam todas as minhas contas (luz, gás, etc), me davam um mega plano de saúde (que não é comum por lá, todo mundo usa o sistema público – NHS), e ainda me davam 1.000 libras para comer por mês, o que equivalia na época a mais de R$4 mil, sendo que eu não gastava nem 300 libras.Além de tudo isso os caras me davam uma passagem para o Brasil de classe executiva a cada 3 meses, que se você não usasse eles te davam em dinheiro, eram algo como 4.500 libras, faz as contas bixa, era muita grana, e eu nunca ia, guardei o dinheiro das passagens e levei meus pais, eu e meu marido num tour por Inglaterra, França e Itália durante 1 mês.

Resumindo, eu tinha um vidão de rainha mas não aproveitava porque trabalhava que nem camela. Mas conseguimos além da viagem acima fazer mais umas 3 ou 4. Fomos para Amsterdam, Munich, Berlim, Leon, Paris (500 vezes) e Oxford. Foi bom sim, mas quem ficou 1 ano e meio lá poderia ter viajado mais né? Mas foram várias as vezes que pensei em programar uma viagem e vinha bomba do trabalho. E depois de um tempo Rafa voltou para o Brasil e eu fiquei miserável, sem vontade de nada.

Óbvio que este momento tão especial da minha vida só foi possível pela minha eterna cara de pau, e estar no lugar certo na hora certa. Mas além de tudo isso, o apoio do Rafa. Num belo dia, um 15 de Agosto, recebi um e-mail que falava assim (nunca vou esquecer):

“Dear Cynthia,

We want to move forward with your assignment in London. Would October 1st be ok for you to start?”

E eu fiquei olhando para a tela do pc, não sabendo se aquilo lá era real, chamei meia dúzia para ler, queria pular, gritar, que sonho, nunca havia ido para a Europa, tinha acabado de ser efetivada no Banco e já iria para Londres? Doidera. E aí tudo ficou ainda mais fácil quando liguei para o Rafa e contei. E ele só disse: “Não tem o que pensar, você vai sim e eu vou junto!” Mas e o seu emprego? “Não importa, dou um jeito, se não der paciência, o que importa é você não perder esta oportunidade e eu não vou perder também, já vou arrumar minhas malas”.

E pronto, alí tava traçado meu destino.

E assim foram os anos que passei lá, rápido, intenso, feliz, triste, frio (muiiiito frio), mas que não deixaria de viver por nada.

Agora o que me espanta é saber que já faz 4 anos que fui para lá. Parece que foi outro dia!!!

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